Tabagismo apresenta queda mas ainda exige atenção das operadoras de saúde


Mais da metade, precisamente 52%, da população adulta brasileira, acima dos 18 anos, recebeu o diagnóstico de pelo menos uma doença crônica em 2019, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. Essas doenças, como o diabetes e a hipertensão, diminuem a qualidade de vida das pessoas e trazem custos extras às operadoras de saúde. Mas, podem ser evitadas com prevenção primária, ou seja, alimentação saudável, exercícios físicos e bons hábitos, como não fumar, ter boas noites de sono e controlar o estresse.

Neste artigo, vamos tratar especificamente do tabagismo. Apesar de apresentar um cenário de queda, ainda é necessário investir em estratégias para combater esse hábito nocivo na população brasileira.

Segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), entre os beneficiários de planos de saúde o consumo de cigarro teve queda de 8,8% para 7,5% entre 2013 e 2019. A prevalência é maior entre os homens (10,3%) e em beneficiários de 21 a 59 anos (8,9%). Entre aqueles que afirmam fumar diariamente, a taxa é maior para pessoas com 60 anos ou mais (7,8%), ou seja, uma parcela da população que já apresenta uma propensão maior aos problemas de saúde.

O tabagismo, conforme um estudo desenvolvido no Canadá, foi associado a casos de diabetes, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). Já entre as mulheres, tem correlação com quadros de doença pulmonar crônica, câncer de pulmão, infarto do miocárdio, além de diabetes e AVC.

Para a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o ato de fumar não é um “hábito”, e sim uma doença crônica que afeta pelo menos 9,8% da população brasileira. É caracterizada pela adicção à nicotina e também por aspectos psicossociais e comportamentais.

Além do vício à nicotina, os pacientes fumantes apresentam risco de desenvolverem mais de 60 tipos de doenças diferentes. Fumar é a principal causa do câncer de pulmão e da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). 

Estimativas do Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria (IECS) apontam que cerca de 428 pessoas morrem por dia no Brasil, em decorrência do consumo do tabaco.

tabagismo apresenta queda no brasil

Aumento de fumantes

No Brasil, conforme dados levantados pelo IESS, houve aumento de fumantes entre beneficiários sem instrução, com ensino superior incompleto e completo, moradores de região metropolitana e capital. 

No entanto, os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE apontam que, em 2019, 10,3% dos homens tinham o hábito de fumar diariamente e houve aumento, em relação a 2013, na prevalência para níveis de instrução mais altos. 

Desde o início da pandemia do Coronavírus, estima-se que o hábito de fumar tenha aumentado ainda mais. Dados da pesquisa ConVid, desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), revelou que 22,5% das pessoas aumentaram em dez o número de cigarros diários e 5,1% aumentaram em 20 cigarros ou mais.

Benefícios de parar de fumar

Hábitos de vida saudáveis, que incluem não fumar, contribuem para uma vida melhor. Especialistas afirmam que depois de vencer o vício e os sintomas da abstinência, os benefícios de parar de fumar são muitos: a pressão sanguínea volta ao normal; a concentração de oxigênio no corpo se regulariza; a função pulmonar, respiração e oxigenação do sangue melhoram e o indivíduo se sente mais disposto e ativo. O paladar também se aprimora; há menos riscos de infecções; os níveis de colesterol, triglicérides e glicose se normalizam, entre muitos outros benefícios.

Para os operadores de saúde, beneficiários que se cuidam e buscam a prevenção de doenças são importantes, pois eles evitam a sobrecarga do sistema. Por isso, é fundamental ter o perfil dos usuários atualizado e mapear seus hábitos.

Use a tecnologia em favor da prevenção e da redução de custos assistenciais

Por meio de um software de medicina preventiva, como o Previva, é possível obter um levantamento de informações completas dos usuários. Ele começa com uma busca ativa no banco de dados da operadora e depois vai para uma fase secundária, geralmente por meio de questionário no qual o beneficiário informa, além de dados básicos como idade e peso (IMC) até escalas mais complexas, informações mais aprofundadas como seu histórico de doenças, antecedentes familiares, hábitos do dia a dia, se pratica atividade física ou se é fumante, etc.

Dessa forma, você pode selecionar de forma rápida e fácil aqueles que fumam e não praticam exercícios para uma campanha de conscientização e mudança de hábitos. O Previva é uma solução completa, desenvolvida para auxiliar na racionalização dos custos assistenciais e proporcionar aumento da longevidade com maior qualidade de vida. Todos saem ganhando!

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