Redução da atividade física entre beneficiários é sinal de alerta para operadoras de saúde


Os gestores de planos de saúde devem ficar atentos para a tendência de queda na prática regular de atividade física entre seus beneficiários e os riscos que isso pode representar para a manutenção da saúde. 

Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), o percentual de indivíduos que afirmam praticar atividade física cinco ou mais dias por semana baixou de 30,1% em 2013 para 29% em 2019.

No mesmo período, caiu também o percentual de indivíduos indo para o trabalho a pé ou de bicicleta. Em seis anos, o índice foi de 32,1% para 26,9%.

Essa tendência foi destacada por técnicos do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que se debruçaram sobre os resultados da PNS de 2019 para analisar as mudanças no estilo de vida dos usuários de planos de saúde.

Mas o que esses dados significam para os gestores de planos de saúde? 

É o que vamos tentar entender melhor no decorrer deste artigo. Continue a leitura!

redução da atividade física entre beneficiários de planos de saúde

Redução da atividade física deve se intensificar

A atividade física, tanto no lazer quanto no trabalho, é uma prática importante, pois existem fortes evidências associando os hábitos sedentários a um risco maior de desenvolver doenças crônicas.

A tendência de queda observada nos dois indicadores destacados pelo IESS indica um aumento do sedentarismo entre os beneficiários de planos de saúde, mesmo antes das restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

Portanto, mesmo que a redução na prática de atividade física apontada pela PNS 2019 possa ser considerada pequena, é importante considerar que a pesquisa nos mostra uma realidade pré-pandemia

Apesar de ainda não haver dados consolidados, é razoável esperar que essa tendência de queda tenha se intensificado devido ao afastamento social e às restrições sanitárias para o uso de academias e espaços públicos.

Avanço no sedentarismo está ligado ao uso de telas   

O fato de ficarmos mais tempo em casa durante a pandemia também tende a intensificar outro problema identificado pela PNS 2019: o sedentarismo em decorrência do uso de telas. 

A pesquisa mostrou que 21,5% dos beneficiários de planos médico-hospitalares passavam de duas a três horas por dia assistindo televisão, enquanto 15,95% assistiam de três a seis horas e 5,15% ficavam mais de seis horas em frente à TV. 

Quando perguntados sobre o hábito de utilizar outras telas (celular, tablet ou computador) nos momentos de lazer, 17,1% afirmavam gastar de duas a três horas por dia nesse tipo de atividade, enquanto 15,2% ficavam de três a seis horas diante desses equipamentos e 7,75% passavam das seis horas diárias. 

Se esse era o retrato desses hábitos no ano de 2019, imagine como estamos hoje, depois de quase dois anos vivendo dentro de casa e com opções reduzidas de lazer.

O caminho está na prevenção primária

Os dados da PNS mostram uma tendência preocupante, pois há evidências de associação entre a queda na frequência da atividade física e o aumento na incidência de doenças crônicas.

Para as mulheres, os principais problemas decorrentes do aumento no sedentarismo envolvem insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral, enquanto para os homens o risco maior é desenvolver câncer de pulmão, doença pulmonar e diabetes tipo 2.

Felizmente, os principais fatores de risco associados aos hábitos sedentários (excesso de peso ou obesidade, má alimentação e alcoolismo) podem ser evitados com um reforço nas ações de prevenção primária. 

E, caso sua operadora conheça bem o perfil de risco de cada beneficiário, é possível indicar os exercícios adequados para cada tipo de doença crônica que se deseja prevenir. 

Importância do monitoramento

Nesse contexto, é fundamental que a sua operadora tenha mecanismos que permitam monitorar indicadores relacionados à frequência de atividade física e aos hábitos alimentares. 

Dessa forma é possível avaliar o estilo de vida dos beneficiários do plano, identificando aqueles que apresentam um risco maior em função da redução da atividade física e do aumento do sedentarismo.

Contar com soluções especializadas em promoção da saúde que possibilitem monitorar o estado geral de saúde desses indivíduos é a única forma de entender os padrões de risco e os fatores associados a determinados perfis de usuários.

Somente a partir de uma avaliação periódica dos indicadores de saúde da população monitorada é que os gestores podem obter informações cruciais para desenvolver medidas mais efetivas de promoção da saúde e prevenção de doenças. 

Atividade física durante a pandemia

Se a sua operadora já percebeu essa redução no nível de atividade física entre os beneficiários e identificou os indivíduos que mais precisam de incentivos para voltar a se exercitar, é hora de proporcionar as oportunidades para que eles possam fazer isso de forma segura em tempos de Covid-19.

Antes das medidas de distanciamento social, era comum os planos de saúde organizarem eventos ao ar livre para a promoção da atividade física ou manterem grupos para a prática de corrida, ioga ou ginástica, por exemplo.

Com as mudanças trazidas pela pandemia, é preciso agora investir em alternativas para que o beneficiário possa praticar exercícios de forma individual, seja ao ar livre ou mesmo no ambiente doméstico.

Para isso, o ideal é recorrer à tecnologia e organizar grupos virtuais de exercícios, onde um profissional de educação física possa passar orientações de forma remota por meio de “videoaulas”. 

Nessas orientações, deve-se ressaltar que o uso da máscara durante a atividade física não traz qualquer dano à saúde ou prejuízo para a qualidade do exercício. Pelo contrário, pode até mesmo contribuir para aumentar a força da musculatura pulmonar. 

Outras recomendações incluem levar máscaras extras para troca sempre que a máscara em uso estiver umedecida pelo suor e manter uma distância mínima de 2 metros das outras pessoas durante a prática (seja ao ar livre ou em academias). 

Em resumo, sua operadora deve se esforçar para tentar reverter a tendência de redução da atividade física durante a pandemia, conscientizando seus beneficiários sobre a importância de manter uma rotina de exercícios de forma segura e constante.

Esse esforço com certeza vai compensar mais adiante, reduzindo os riscos de desenvolvimento e/ou agravamento de doenças crônicas que seriam esperados depois de meses de inatividade e comportamento sedentário. 

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