Projeções apontam para 1 bilhão de obesos em 2030 e aumento de outras doenças crônicas


A saúde tem enfrentado vários problemas simultâneos, sobretudo relacionados a doenças crônicas. Por exemplo, a diminuição no diagnóstico precoce de casos de câncer no Brasil nos últimos anos. Ou casos de doenças cardíacas e hipertensão que aumentam. Ou, ainda, a quantidade de obesos no Brasil e no mundo que cresce cada vez mais. 

A obesidade se tornou uma pandemia. O Atlas Mundial da Obesidade 2022, publicado pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation) prevê que um bilhão de pessoas no mundo serão obesas em 2030 (17,5% de toda a população adulta). A proporção é de uma a cada cinco mulheres e um a cada sete homens. 

Os números crescem em vários países, inclusive no Brasil. Ainda não se sabe o que causa a obesidade, mas para tratá-la é necessário uma equipe multidisciplinar. Existem operadoras de saúde que tem apostado em programas para ajudar os beneficiários a eliminar os quilos a mais. Muitas reúnem educadores físicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiras e médicos para desenvolver projetos para área. O objetivo é usar a medicina preventiva para evitar gastos futuros com internações, cirurgias, entre outros. A obesidade pode levar ao surgimento de outros problemas de saúde, como hipertensão, doenças do coração e câncer. 

Uma estimativa publicada na revista Veja relaciona 60% das pessoas com obesidade a algum transtorno psicológico. De acordo com a publicação, os mais comuns são a depressão, a ansiedade e a compulsão alimentar. 

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta para frear o crescimento das taxas de obesidade no mundo até 2025. Contudo, essa não será alcançada. Os números não param de crescer. Um relatório da entidade mostra que na Europa cerca de 60 dos adultos estão acima do peso. 

Projeções apontam para 1 bilhão de obesos em 2030 e aumento de outras doenças crônicas

Cresce número de excesso de peso no Brasil 

Quase 30% da população adulta do Brasil em 2030 deve ser obesa. A estimativa é do Atlas Mundial da Obesidade 2022, publicado pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation). 

Se a projeção se confirmar, o Brasil será o quarto país em números absolutos de pessoas com excesso de peso no mundo, atrás dos Estados Unidos, da China e da Índia. As previsões para o Brasil é de que serão obesos: 33,2% das mulheres, 25,8% dos homens, 22,7% das crianças entre 5 e 9 anos, 5,7% das crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos. 

Atualmente, o Brasil está entre os 11 países onde metade das mulheres obesas vivem. E entre os nove em que 50% dos homens com obesidade moram. Os dados são da Federação Mundial de Obesidade. 

Hoje, 22% da população brasileira adulta é obesa. As informações são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) de 2021, realizada pelo Ministério da Saúde.

Durante a pandemia, os brasileiros engordaram 6,5 quilos, segundo a pesquisa Diet & Health Under Covid-19, do Ipsos Global Advisor, realizada entre 30 países e publicada em 2021. O Brasil foi o país em que os habitantes mais ganharam peso. 

 

Obesidade na Europa assusta

Aproximadamente 60% dos adultos na Europa estão com sobrepeso ou são obesos, assim como 29% dos meninos e das 27% meninas. As informações estão relatório WHO European Regional Obesity Report 2022, elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O sobrepeso e a obesidade atingem 4,4 milhões de crianças com menos de 5 anos (7,9% de todas as crianças desta faixa etária).  De acordo com a European Childhood Obesity Surveillance Initiative da OMS (que pode ser traduzido livremente para Iniciativa Europeia de Vigilância da Obesidade Infantil) uma em cada três crianças em idade escolar vive com sobrepeso ou obesidade.

Na Europa, a obesidade é considerada o quarto fator de risco mais comum para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, depois da hipertensão arterial, má alimentação e do tabagismo. Também é o principal fator de risco para incapacidade. 

Obesidade e o câncer 

Uma outra preocupação que consta no relatório da OMS é quanto ao desenvolvimento de cânceres. A obesidade é considerada uma das possíveis causas de pelo menos 13 tipos diferentes de câncer, incluindo o de mama (na pós-menopausa), colorretal, endométrio, rim, fígado, vesícula biliar, ovário, pâncreas, cárdia gástrica, esôfago, tireóide, mieloma múltiplo e meningioma. Também é associada a piora de pacientes, principalmente aqueles com câncer de mama, bexiga, colorretal, próstata e fígado.

A estimativa é que seja diretamente responsável por pelo menos 200.000 novos casos anualmente. E o número deve aumentar em alguns anos. 

Em alguns países europeus, a obesidade ultrapassará o tabagismo como principal fator de risco para câncer evitável nas próximas décadas.

Doença multifatorial 

A obesidade é uma doença multifatorial. Após uma avaliação médica cuidadosa, os pacientes podem se beneficiar de planos de cuidados individualizados, que forneçam suporte para mudanças comportamentais e terapias (intervenções psicológicas, farmacológicas e/ou cirúrgicas).

O tratamento deve ser centrado no paciente, na melhora de sua saúde, não apenas na perda de peso ou manutenção. É importante também lutar contra o estigma e evitá-lo nos serviços de saúde. 

A dificuldade em combater a obesidade não é apenas em cuidar do paciente. A própria OMS ressaltou em seu relatório que é preciso diminuir o nível de açúcar e gordura da indústria dos alimentos. 

Muitas iniciativas de operadoras de saúde têm funcionado por contar com uma equipe multidisciplinar. São programas cujo objetivo é melhorar a vida dos beneficiários e cortar despesas futuras com internações, visto que os custos das operadoras tendem a subir nos próximos anos. Muitos concentram educadores físicos, psicólogos, nutricionistas e médicos para dar suporte aos associados na perda de peso e melhora das condições físicas e do psicológico. 

Temos o exemplo da operadora de saúde GNDI SUL, do Grupo NotreDame Intermédica Sul, que criou o ‘Programa Em Movimento’ para incentivar caminhadas, com o objetivo reduzir o número de beneficiários sedentários no plano. O software de medicina preventiva Previva tem sido usado para facilitar o gerenciamento desses pacientes. 

Para apoiar o gerenciamento destes programas, as operadoras de saúde podem contar com o  software de medicina preventiva Previva. Com ele é possível traçar o perfil dos beneficiários, observar a idade e o gênero dos beneficiários obesos e com sobrepeso, e criar programas específicos. Por exemplo, projetos para crianças, para adolescentes, adultos e idosos, com linguagens diferentes. Para idosos, por exemplo, o projeto pode levar em conta o metabolismo menor e incentivar exercícios de menor impacto, como hidroginástica. Também é possível com o Previva gerar relatórios para averiguar o progresso. Ou ter uma ficha completa de cada paciente, com informações se já é portador de uma doença crônica. 

 Saiba mais sobre como a tecnologia pode auxiliar nos programas de medicina preventiva . 

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