Câncer ocupacional: como sua operadora pode contribuir para a prevenção


O câncer ocupacional (ou câncer relacionado ao trabalho) é uma doença que se origina a partir da exposição do indivíduo a agentes carcinogênicos presentes no ambiente de trabalho.

Os sintomas costumam aparecer após alguns anos de convívio com substâncias ou radiações que implicam risco à saúde, podendo surgir inclusive após a pessoa ter saído do emprego ou se aposentado.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o câncer laboral é responsável por cerca de 53% do total de mortes por doenças crônicas relacionadas ao trabalho em todo o mundo.

câncer ocupacional relacionado ao trabalho

Desenvolver processos e medidas de segurança para proteger o trabalhador da exposição a agentes cancerígenos é uma responsabilidade das empresas, seguindo as normas definidas por lei.

Contudo, se a sua operadora de saúde oferece planos corporativos, essa questão deve fazer parte das preocupações dos gestores e das estratégias de medicina preventiva a serem desenvolvidas em conjunto com as empresas.

Mesmo fora do contexto da saúde corporativa, os planos de saúde devem estar atentos para a prevalência do câncer ocupacional e incluir o histórico ocupacional como um fator importante na análise do perfil epidemiológico, além de buscar esclarecer seus beneficiários a respeito dos riscos decorrentes da falta de segurança no ambiente de trabalho.

As profissões mais afetadas pelo câncer ocupacional

O risco de exposição a agentes cancerígenos está presente nas mais diversas atividades ocupacionais e deve estar bem claro para o trabalhador que as realiza, justamente para que ele possa exigir da empresa condições adequadas para executar seu trabalho de forma segura.

Entre os trabalhadores mais expostos estão agricultores, operários da indústria química e da construção civil, funcionários de laboratórios e de empresas de mineração, além de trabalhadores da saúde que lidam com substâncias cancerígenas e equipamentos que emitem radiações. 

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que os homens costumam ser mais afetados pelo câncer ocupacional. Segundo a entidade, os fatores relacionados ao local de trabalho são responsáveis por quase 11% dos casos de câncer em homens e pouco mais de 2% em mulheres.

Desde que se começou a estudar a incidência de neoplasias ligadas às condições de trabalho já foram identificados 179 agentes cancerígenos e 38 tipos de câncer ocupacional em todo o mundo.

Nesta página no site do INCA você encontra uma lista com os tipos de câncer ocupacional mais comuns na população feminina e masculina, bem como os agentes químicos, físicos e biológicos que podem ser considerados fatores de risco. 

Consultando a lista, é possível perceber uma grande relação causal entre os carcinógenos ocupacionais e os cânceres de pulmão, bexiga, laríngeo e de pele, leucemia e nasofaríngeo.

É importante lembrar que a exposição dos agentes carcinógenos pode se dar por inalação (vapores, névoas, poeiras), absorção pela pele (radiação ionizante, raios UV emitidos pelo sol, respingos, roupas de trabalho sujas) ou ingestão (comer com as mãos sujas, fumar ou respirar fumaça de cigarro no ambiente de trabalho). 

Por isso, dependendo da situação e do contexto, a natureza e o alcance das medidas preventivas necessárias podem variar.

Como prevenir o câncer relacionado ao trabalho

É um consenso entre os estudiosos do assunto que o câncer ocupacional poderia ser uma doença completamente evitável caso as empresas tomassem medidas adequadas para evitar a exposição dos trabalhadores

Mesmo assim, a identificação e o reconhecimento do risco ainda parecem ser as etapas mais complicadas no processo de prevenção do câncer relacionado ao trabalho. 

Por isso, apesar desta ser uma obrigação do empregador, as operadoras podem oferecer apoio às empresas na adoção de práticas de saúde e segurança no trabalho (SST) capazes de proteger seus funcionários.

Também é fundamental orientar os profissionais que atuam na rede de atenção ao paciente oncológico para que investiguem o histórico ocupacional dos beneficiários com o objetivo de identificar possíveis associações entre o ambiente de trabalho e o câncer.

Certos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, por exemplo, podem ter sido expostos a agentes cancerígenos ao longo da sua vida inteira de trabalho, mas começam a apresentar sintomas somente depois da aposentadoria. 

Outro exemplo são os cânceres causados pela exposição ao amianto, que geralmente levam em torno de 40 a 50 anos para se manifestarem. 

Nesses casos, ao identificar no histórico ocupacional um emprego na construção civil ou na fabricação de telhas e caixas d’água, os profissionais de saúde têm um indicativo importante para começar um acompanhamento mais aprofundado.  

Ações práticas para prevenção do câncer ocupacional

O Ministério da Saúde recomenda que as ações de prevenção do câncer de origem ocupacional incluam:

  • remoção da substância cancerígena do local de trabalho ou sua substituição por compostos mais seguros;
  • controle da liberação para a atmosfera de substâncias cancerígenas resultantes de processos industriais;
  • controle da exposição de cada trabalhador e o uso rigoroso dos equipamentos de proteção individual;
  • boa ventilação do local de trabalho;
  • conscientização dos trabalhadores a respeito dos riscos e cuidados que devem ser tomados ao se exporem a agentes potencialmente cancerígenos no local de trabalho;
  • realização de exames periódicos em todos os trabalhadores expostos a esses agentes;
  • proibição do fumo nos ambientes de trabalho;
  • criação de programas de conscientização e prevenção.

Em 2018, o Ministério da Saúde publicou o Atlas do Câncer Relacionado ao Trabalho no Brasil, uma publicação com dados aprofundados sobre a questão do câncer ocupacional e as estratégias para sua prevenção.

Para saber mais, clique aqui e faça o download do documento em PDF.

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