Mulheres vivem em média sete anos a mais que homens


As mulheres vivem em média sete anos a mais que os homens. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2020.  Antes, na década de 1950, a diferença era de apenas 3 anos, o que mostra que as mulheres aumentaram a expectativa de vida num ritmo maior que o dos homens. 

E com o número de idosos crescendo, as operadoras de saúde precisam estar preparadas para absorver esta demanda. Sobretudo, porque as projeções do IBGE são de que o número de idosos aumente e ocorra uma inversão da pirâmide etária brasileira.  Uma das formas de reduzir custos é investir em prevenção para garantir uma vida saudável por mais tempo, diminuindo os gastos em tratamentos de saúde. 

Um exemplo de aposta em medicina preventiva vem de algumas iniciativas da Unimed Blumenau. Uma delas é o programa Florescer, desenvolvido pelo Serviço de Atenção à Saúde (SAS), cujo objetivo é cuidar da saúde da mulher, orientando sobre as patologias mais comuns ligadas à saúde do sexo feminino.


As participantes são monitoradas por uma equipe e recebem orientações sobre alimentação saudável, prática de atividades físicas, protocolos de realização de exames preventivos, controle do estresse, entre outras informações.  Também é desenvolvido, desde 2007, o Programa de Rastreamento Mamográfico, que promove a realização de mamografias nas clínicas conveniadas, sem necessidade de guia médica e coparticipação. São atendidas beneficiárias entre 39 e 70.

Mulheres vivem em média sete anos a mais que homens

Por que as mulheres vivem mais?

Existem várias explicações para a mulher ter uma expectativa de vida superior ao do homem, como diferenças genéticas, hormonais e comportamentais. Porém, é notável que a mulher procura atendimento médico com mais frequência.

Dados do Programa Nacional de Saúde (PNS) revelam que das 160 milhões de pessoas que foram ao médico em 2019, 82,3% eram mulheres e 69,4% eram homens.  Apesar da ida dos homens ao médico aumentar em 49,96% entre 2016 e 2020 (segundo os dados Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) do Sistema Único de Saúde (SUS)), o índice ainda está atrás do sexo feminino.  Enquanto elas costumam ir ao médico de forma preventiva, os homens vão para tratar um problema já existente.

Uma reportagem da revista norte-americana Time, publicada no dia 27 de fevereiro de 2019, levantou algumas hipóteses sobre a longevidade feminina. Em entrevista à publicação, o Dr. Perminder Sachdev, professor de neuropsiquiatria da Universidade de New South Wales, na Austrália, explicou que existem teorias relacionadas à biologia e outras ao comportamento. O doutor relata que homens são mais propensos a comportamentos de risco, como a fumar, beber excessivamente e estar acima do peso. Além de serem mais propensos a se envolverem mais em acidentes de carro, brigas ou tiroteios. Também não costumam buscar ajuda médica precocemente e, se diagnosticados com uma doença, são mais propensos a não aderirem ao tratamento. 

Fatores biológicos 

Quanto aos fatores biológicos, existem várias teorias para explicar a mortalidade masculina. Na reportagem publicada na revista Time, é citada uma pesquisa da Duke University, em que os níveis elevados de testosterona são associados a comportamentos de risco. 

Existem pesquisas que ligam a testosterona a problemas cardiovasculares. Mas ainda não são conclusivos. O estudo de Kyung-Jin Min, professor de ciências biológicas da Universidade Inha, na Coreia do Sul, relacionou os hormônios sexuais masculinos à diminuição da função imunológica e ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.  Por outro lado, também existem pesquisas que vinculam a falta de testosterona a doenças cardíacas. Portanto, ainda é cedo para chegar a uma conclusão. 

Já os hormônios femininos trazem benefícios. O estrogênio parece ter um papel antioxidante e pode ajudar a manter a função celular normal e saudável. 

Aparentemente, o corpo do homem muda rapidamente no envelhecimento em comparação ao da mulher. O diretor do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein de em Nova York, Nir Barzilai, observou o sangue de homens e mulheres entre 65 e 95 anos. Ele descobriu que os níveis de proteína dos homens mudaram em taxas mais altas do que as das mulheres. 

As mulheres também carregam mais informações genéticas que os homens. O cromossomo X tem mais material genético que o Y. 

Mais idosos no futuro

O número de idosos no Brasil deve aumentar nos próximos anos. A tendência de envelhecimento da população vem se mantendo e o número de pessoas com mais de 60 anos no país já é superior ao de crianças com até 9 anos de idade. Em 2019, atingiu a marca de 32,9 milhões, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

As projeções do IBGE apontam para uma desaceleração no ritmo de crescimento e uma consequente inversão na pirâmide etária. Em 2060, é provável que o número de pessoas com 65 anos ou mais alcance a marca de 58,2 milhões – o equivalente a 25,5% da população.

Em 2018, essa proporção era de 9,2%, com 19,2 milhões de idosos.

Outro dado importante nas projeções do IBGE vem reforçar a tendência de envelhecimento: a população de crianças de até 14 anos, que hoje representa 21% do total de habitantes, será de apenas 15% em 2060.

Beneficiários nos planos de saúde 

O número de beneficiários com mais de 60 anos nos planos de saúde brasileiros dobrou nos últimos 20 anos. Passou de 3,3 milhões em 2000 para 6,6 milhões em 2020. Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

E com o aumento da longevidade da população, o custo médico assistencial das operadoras deve avançar a cada ano. Afinal de contas, quanto maior a faixa etária da carteira de usuários do plano, maior é a previsão de gastos.

Diante dessa perspectiva, desenvolver projetos e programas voltados à promoção do envelhecimento ativo passa a ser uma prioridade estratégica para manter a sustentabilidade das empresas que atuam na saúde suplementar. Temos um post em nosso blog que explora três cenários para o futuro dos custos assistenciais. 

Previva

Para organizar um programa de Medicina Preventiva e atenção primária à saúde, as operadoras de saúde podem contar com a ajuda do software Previva, desenvolvido para aprimorar as práticas de estratificação, monitoramento e gestão de pacientes, e por consequência reduzir custos. Com o software Previva, os gestores podem acompanhar todos os atendimentos,  procedimentos, exames, internações, etc, feitos pelo paciente e sua respectiva evolução, além de ter protocolos customizados para cada cliente!

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