Gestação tardia inspira cuidados que melhoram a saúde e reduzem custos


Os avanços na medicina proporcionaram que muitas mulheres pudessem realizar o sonho da gestação tardia, mesmo após a menopausa.  As condições de saúde também melhoraram a ponto de ser considerada de risco uma gravidez apenas a partir dos 35 anos. Entre 1998 a 2017, a taxa de mulheres que tiveram filhos entre os 40 e os 44 anos cresceu em 50%. E diminuiu em 15%, entre 20 e 29 anos. Os dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde (SINASC). 

Se formos levar em conta todas as gestações acima de 40 anos, o número é bem maior. De acordo com os dados do IBGE, o número de mulheres que se tornaram mães após os 40 passou de 48.402, em 1998, para 91.212, em 2018. Os cuidados com o corpo, como a adoção de um estilo de vida saudável, e o avanço da medicina, com a detecção e o tratamento precoce de doenças, permitem uma gestação tardia.  

Uma forma de ter uma gravidez tranquila é através da conscientização dos riscos e do pré-natal. Além de proporcionar mais segurança às mães e bebês, evitar partos prematuros e complicações reduz os custos das operadoras de saúde. Uma forma de se fazer isso é através da medicina preventiva.  Um dos exemplos é da operadora de saúde Unimed Rio Branco, com o programa Gestar. A iniciativa proporciona uma série de informações e exercícios a qualquer gestante beneficiária do plano de saúde. 

Entre os objetivos, estão: falar sobre alimentação saudável, enfatizar a importância do pré-natal, orientar quanto ao parto e puerpério, entre outros.  Com uma equipe multidisciplinar, são desenvolvidos trabalhos como avaliação nutricional, atividades físicas (ginástica localizada e hidroginástica), o acompanhamento no pré-natal e puerpério e um curso de gestante e casal grávido.

Não é apenas a gestante que participa do processo, como também o parceiro e a família. A equipe de medicina preventiva incentiva a participação de todos, pois cada membro irá passar por transformações significativas com a chegada de um bebê.

Os avanços na medicina proporcionaram que muitas mulheres pudessem realizar o sonho da gestação tardia

Possíveis complicações na gestação  

Uma gestação de uma mulher com 35 anos ou mais é considerada de alto risco. Há um perigo maior de aborto espontâneo, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, anomalias placentárias, gestação múltipla, natimortalidade e crescimento intrauterino restrito. Também existe a possibilidade de que a gestante tenha alguma doença crônica, como hipertensão arterial ou diabetes, que cause complicações. 

Os riscos da gestação tardia podem levar ao nascimento prematuro. Dados do Ministério da Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que 11,7% dos partos são realizados antes das 37 semanas de gestação. Não há informações das idades das mães. O Brasil está na décima posição no ranking mundial da prematuridade. Foram contabilizados 300 mil nascimentos prematuros em 2019, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Pré-natal

As gestantes tardias devem ir ao médico mensalmente até o sexto mês. No sétimo e oitavo mês, a cada quinze dias. E depois, semanalmente. Se a paciente desenvolver um quadro de hipertensão ou diabetes, é necessário que este controle seja mais rígido. As mulheres também precisam diminuir o ritmo, porque muita agitação pode reduzir a quantidade de líquido em volta do nenê.

Também é importante realizar mensalmente o exame de glicemia em jejum e após os sete meses um teste de tolerância à glicose. Uma gestante tardia tem um alto risco de desenvolver diabetes.   

A diabetes pode perdurar até depois do momento do parto. Um estudo da Revista de Saúde Pública aponta que há uma maior frequência de desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 no período pós-parto, em mulheres tiveram o com diagnóstico de Hiperglicemia Gestacional e Diabetes Mellitus Gestacional, do que as que não desenvolveram na gestação. 

Cuidados começam antes da concepção   

O ideal é que a mulher procure o médico antes de engravidar. É importante realizar um check-up, com os exames laboratoriais de rotina. Caso tudo esteja bem, pode tomar ácido fólico, uma vitamina do complexo B e vitamina D.

A partir dos 35 anos, a fertilidade diminui e com isso, as chances de engravidar. Por isso, muitas mulheres congelam óvulos, para que se necessário, realizem fertilização in vitro (FIV) ou inseminação artificial. Também aumenta a probabilidade de conceber um filho com síndrome de Down.

A maternidade tardia hoje em dia

A maternidade tardia de hoje é diferente da de outras décadas. Antes, eram mães que já tinham vários filhos. Hoje, são mulheres que preferiram desenvolver uma carreira profissional, estão em uma situação econômica mais vantajosa e adotam melhores cuidados com a saúde.

Um estudo publicado na American Journal of Public Health relacionou a maternidade tardia à expectativa de vida. Foram estudadas mais de 20.000 mulheres. As que foram mães após os 25 anos tinham mais chances de viverem até os 90 anos. 

Um outro estudo da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) apontou que mulheres que tiveram seus filhos após os 33 anos tem a probabilidade maior de viver até os 95. É provável que isso ocorra também porque mulheres que têm condição de ter uma maternidade tardia tem uma boa saúde e por isso podem gestar. 

Uma pesquisa dinamarquesa de 2016 concluiu que crianças entre 7 e 11 anos, filhos de mães mais velhas,  têm menos problemas emocionais, sociais e comportamentais do que outras crianças de mães jovens. Também concluiu que mães acima dos 30 anos punem menos os filhos, com castigos e agressões verbais.

Como prevenir riscos na gestação com apoio da tecnologia?

É possível fazer o acompanhamento da saúde das gestantes por meio de um software de medicina preventiva. Dessa forma, as operadoras que mantêm programas destinados a promover uma gestação saudável podem acompanhar de perto todos os indicadores que influenciam na saúde das grávidas para tomar ações e medidas preventivas. Além disso, podem cruzar dados e identificar se as inscritas já possuem alguma comorbidade ou fator de risco para a gestação e agir preventivamente.

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