Dados mostram aumento da obesidade em mulheres nos últimos anos


Manter hábitos saudáveis no dia a dia é um dos pontos mais importantes para combater o excesso de peso e a obesidade. Essas práticas são ainda mais relevantes para a população feminina, conforme mostram estudos recentes realizados no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2003 a 2019, a proporção de mulheres acima dos 20 anos com obesidade aumentou de 14,5% para 30,2%. Como comparativo, entre os homens a taxa passou de 9,6% para 22,8% no mesmo período.

A doença é cada vez mais comum e a prevalência atinge proporções epidêmicas. O agravante é que esse aumento crescente é acompanhado pelo surgimento de diversas doenças associadas, que reduzem a qualidade de vida, causam incapacidade funcional e, até mesmo, doenças crônicas que afetam as operadoras de saúde trazendo custos extras.

a obesidade em mulheres acima dos 20 anos teve aumento

Aumento de doenças crônicas está ligado à obesidade

Conforme o estudo “Evolução dos fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis entre beneficiários de planos de saúde (2008 – 2018)”, especial realizado pelo IESS, a taxa de excesso de peso entre as mulheres saltou de 38,6% em 2008 para 50,8% em 2018. Já a prevalência da obesidade entre as beneficiárias foi de 11,2% para 18,9% – tendo uma alta de 68,8% em 10 anos.

Este aumento dos índices está diretamente relacionado ao maior número de doenças crônicas não transmissíveis, como: diabetes e hipertensão, além de alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, conforme o IESS. 

Mulheres engordam mais do que os homens

A dificuldade do sexo feminino em emagrecer vem de razões fisiológicas e genéticas. As mulheres possuem mais gordura do que massa muscular. Essa gordura tende a se localizar mais nos quadris, culote e nádegas. Outro fator que contribui para as mulheres ganharem peso mais facilmente do que os homens é a parte hormonal.

Além disso, o gasto calórico dos homens em uma hora de atividade aeróbica intensa é maior do que o das mulheres (considerando mesma altura, peso e idade).

Controle de peso é fundamental

É fundamental incentivar os usuários a manterem o controle de peso de acordo com a idade e a altura para evitar tais complicações, pois estar acima do peso, não fazer atividade física, faz com que o organismo fique em estado de inflamação crônica subclínica.

A obesidade está ainda associada a um maior risco de desfechos cardiovasculares ou câncer, diabetes, colesterol, doenças da vesícula biliar, doença arterial coronariana (DAC), hipertensão arterial (HA) e dislipidemia, entre outras.

A pandemia e a obesidade feminina

A pandemia do coronavírus também foi um fator que contribui para o aumento da obesidade nos brasileiros, principalmente das mulheres que acumulam funções em casa e, consequentemente, ansiedade e estresse, fatores que colaboram com o ganho de peso.

Uma pesquisa feita online pelo Instituto Ipsos mostra que o isolamento social trouxe consequências à forma física das pessoas em 30 países. O levantamento aponta que 31% dos entrevistados engordaram desde o início da pandemia. No Brasil, o índice chega a 52%.

O aumento de peso médio global foi de 6,1kg enquanto a média no Brasil foi de 6,5kg. A pesquisa, divulgada em janeiro deste ano, foi realizada com 22 mil pessoas de 16 a 74 anos, entre 23 de outubro e 6 de novembro de 2020.

Como prevenir?

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), quase 2 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso, enquanto cerca de 600 milhões já são obesas. Esses números mostram o quanto é urgente a mobilização para prevenir a obesidade.

E, para isso, é preciso tomar algumas atitudes no dia a dia. Entre elas está o planejamento das refeições para toda a família, pois é comum que as pessoas dentro de uma mesma casa ganhem peso juntas. 

Outra dica é não abusar de produtos de origem animal, como carnes, queijos, leite, mesmo sendo fontes de proteínas e vitaminas esses alimentos podem provocar problemas nos rins, no fígado e diversas doenças cardíacas, além de serem bastante calóricos. Outro problema dos produtos de origem animal, principalmente queijos e carnes processadas, é a quantidade de corantes industrializados, sódio e outras substâncias que fazem mal à saúde.

Por isso, consumir mais frutas, verduras e outros vegetais, que contém fibra, ajuda a regular o sistema gastrointestinal e melhoram as atividades do organismo. O consumo diário recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de cinco porções de vegetais de cerca de 100 gramas. É importante, também, variar os tipos e quantidades.

Para aumentar a saúde é preciso preferir sempre os alimentos naturais aos ultra processados, como refrigerantes, temperos prontos, embutidos e enlatados. Ricos em sódio, conservantes e outras substâncias artificiais, esses produtos contribuem para o aumento da pressão arterial, a retenção de líquidos e, consequentemente, o ganho de peso. Além disso, é importante reduzir o consumo de sal, gorduras e açúcares.

O fato é que, quanto mais natural e rica em vegetais é a alimentação, mais saudável ela tende a ser. Um bom exemplo disso são os produtos orgânicos, que são livres de agrotóxicos e transgênicos.

Praticar atividade física regularmente é ainda fundamental para a prevenção da obesidade e de outras doenças. O ideal é fazer algo como caminhada, corrida, natação ou musculação, cerca de três a cinco vezes por semana, por pelo menos 30 minutos. 

Incentive as mudanças

As operadoras de saúde podem realizar campanhas preventivas e incentivar uma alimentação saudável aos seus beneficiários. Para que sejam assertivas, podem contar com a ajuda da tecnologia para através de critérios de elegibilidade, identificar pessoas com obesidade, por exemplo. Isso é muito importante, pois, para o sucesso das campanhas, é necessário conhecer o perfil dos usuários, saber encontrá-los e buscar formas de se comunicar com o público pretendido.

O Previva é um software de medicina preventiva desenvolvido para aprimorar as práticas de gestão de pacientes crônicos e atenção primária, com soluções completas para auxiliar na racionalização dos custos. Ele foi criado para facilitar o planejamento, a execução e a avaliação de programas de medicina preventiva e promoção da saúde.

Com o Previva, é possível obter o levantamento de informações dos usuários, com dados básicos como idade e peso, até informações mais aprofundadas como seu histórico de doenças, antecedentes familiares, hábitos, internações, exames realizados, se pratica atividade física ou se é fumante, etc. 

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