4 dicas para criar um departamento de medicina preventiva na sua operadora


Investir na criação de um departamento de medicina preventiva é uma das estratégias mais eficazes para diminuir o índice de sinistralidade em uma operadora de planos de saúde.

O objetivo é montar uma estrutura de atenção que permita prevenir de forma efetiva o desenvolvimento de doenças entre a população atendida, promover sua detecção precoce e dar mais agilidade no tratamento, especialmente no que se refere às doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT).

Com um setor especializado em medicina preventiva, formado por uma equipe multidisciplinar e bem treinada, sua operadora finalmente terá condições de organizar campanhas de conscientização e prevenção, monitorar pacientes e direcioná-los a programas de promoção da saúde.

Ao investir nessa área, você verá que é possível melhorar a saúde e a qualidade de vida dos beneficiários ao mesmo tempo em que se reduz os custos assistenciais da operação!

criar um departamento de medicina preventiva

Quatro passos para implantar a medicina preventiva

Para ajudar sua operadora a ter sucesso na criação do seu departamento de medicina preventiva, reunimos neste artigo quatro dicas fundamentais para os gestores responsáveis pelo planejamento e a execução dessa iniciativa.

Se você tem essa missão em suas mãos, certifique-se de que o processo de implantação inclua os seguintes passos:

  1. Mapeamento do perfil epidemiológico dos beneficiários
  2. Inscrição e cadastro dos programas na ANS
  3. Definição de indicadores de desempenho
  4. Investimento em tecnologia da informação

A seguir, abordaremos cada uma dessas estratégias em detalhes. Confira!

1. Mapear o perfil epidemiológico

Antes de iniciar qualquer estratégia de medicina preventiva em uma operadora de saúde, é fundamental conhecer bem o quadro geral de saúde da população atendida, suas principais necessidades e doenças mais prevalentes.

Esses dados são obtidos traçando o perfil epidemiológico da carteira de beneficiários, reunindo informações que podem ser obtidas diretamente com o beneficiário ou consultando as estatísticas de utilização do plano.

Uma das fontes mais comuns para a construção do perfil epidemiológico é a aplicação de questionários personalizados abordando questões como hábitos de vida, doenças prévias e histórico familiar, por exemplo.

Também é possível obter dados complementares nas declarações de saúde feitas pelo beneficiário no momento da contratação do plano, bem como consultar o ERP da operadora para verificar a frequência de internações e a realização de consultas ou procedimentos.

O importante nesse processo é reunir informações para auxiliar a tomada de decisão do gestor da área de medicina preventiva, principalmente quando for definir prioridades dentro da sua estratégia de prevenção a doenças e promoção da saúde.

2. Cadastrar e inscrever os programas na ANS

Uma das funções mais importantes do departamento de medicina preventiva é coordenar os programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças (Promoprev) da sua operadora.

Para tanto, é preciso estar em conformidade com as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e inscrever cada programa separadamente no órgão regulador.

A inscrição é um processo simples, mas obrigatório, para as operadoras.

Basta preencher o formulário de inscrição no site da ANS com informações sobre o programa, como as ações planejadas, o público-alvo e os objetivos, entre outros dados.

Além da inscrição obrigatória, é possível cadastrar o programa para a avaliação e posterior aprovação da agência. Este é um processo facultativo, mas que traz algumas vantagens caso o programa seja aprovado pela ANS.

Tanto a inscrição quanto o cadastro devem ser atualizados a cada ano pela operadora, no período de 1º de janeiro a 31 de março, por meio do Formulário de Acompanhamento (FA).

A operadora passa a fazer parte de um banco de dados específico que pode ser consultado no portal da ANS, além de obter uma Declaração de Aprovação do órgão regulador atestando a conformidade do programa.

Outra vantagem é que a operadora recebe um bônus de pontuação no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) e no Monitoramento Assistencial.

Além disso, a ANS ainda reduz exigência mensal de margem de solvência do exercício corrente, em relação ao total de despesas com cada programa aprovado e registrado contabilmente no exercício anterior.

3. Estabelecer indicadores de desempenho

Mesmo estando ainda na fase de planejamento, é importante pensar em como será feita a avaliação dos resultados dos programas coordenados pelo departamento de medicina preventiva.

Monitorar esses resultados utilizando indicadores claros e objetivos possibilita mensurar com mais precisão os ganhos que a adoção da medicina preventiva podem trazer para a saúde dos beneficiários e para as finanças da operadora.

Portanto, antes de colocar em prática seus programas certifique-se de que ele tem indicadores de desempenho bem definidos, que possam ser acompanhados ao longo do tempo para verificar a efetividade das ações.

Isso inclui uma série de indicadores (financeiros, operacionais ou de saúde) que devem ser definidos de acordo com os objetivos de cada ação ou programa.

Confira este artigo para saber mais sobre como trabalhar com indicadores de desempenho nos seus programas de prevenção de doenças e promoção da saúde.

4. Investir em tecnologia especializada

A tecnologia da informação deve ser a maior aliada da sua operadora na implantação e operação do departamento de medicina preventiva.

Adotar uma solução que seja flexível e totalmente integrada ao ERP da operadora permitirá controlar com muito mais eficiência uma série de informações estratégicas e garantir o desenvolvimento de ações direcionadas para diferentes públicos.

Com um software especializado na gestão da medicina preventiva você poderá aplicar facilmente conceitos de saúde populacional na análise do perfil de seus beneficiários, otimizando o processo de seleção de elegíveis, facilitando o monitoramento de pacientes crônicos e evitando erros operacionais.

Além disso, a tecnologia permite gerar relatórios para acompanhar com mais precisão os indicadores de desempenho definidos no planejamento, possibilitando o cruzamento de dados e a apresentação de resultados por meio de gráficos.

E o mais importante para o gestor é que este investimento é capaz de se pagar em pouco tempo, devido à economia nos processos gerada pela automação e a maior eficiência na gestão dos programas de Promoprev.

Isso tudo se reflete em beneficiários mais saudáveis, menos internações e menor demanda por serviços de alta complexidade.

E então? Percebeu a necessidade de ter um departamento de medicina preventiva na sua operadora? Então entre em contato conosco e veja como o Previva pode ajudar nesse processo. Porque a melhor estratégia para a gestão de custos é evitar custos! 😉

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