Como está a saúde física e mental do idoso com a pandemia?


Iremos completar o segundo ano de pandemia. Não há dúvida que o surgimento do coronavírus colocou grande pressão sobre todos. Dos desafios enfrentados pelo sistema de saúde à fragilidade do momento atual, nunca foi falado tanto sobre autocuidado. Prestar atenção na saúde traz benefícios não só para o indivíduo, mas para toda sociedade. 

Sem dúvida alguma, quem mais sofreu com o isolamento foram os idosos. Por estarem no grupo de risco, vários ficaram sem sair de suas casas por quase um ano inteiro. Tudo isso impacta também nas operadoras de saúde, que devem se atentar para promover o bem-estar dessa faixa etária.

Como está a saúde do idoso na pandemia de covid-19?

Pesquisas estudam saúde física e mental de idosos 

Duas pesquisas apoiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) investigaram o impacto da pandemia de covid-19 sobre a saúde física e mental dos idosos. 

A primeira delas, Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros covid–19, ou ELSI covid-19, foi realizada em âmbito nacional, de maio de 2020 a março de 2021, com maiores de 50 anos. Desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz – Minas Gerais (FIOCRUZ-MG) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alguns dos resultados se encontram acessíveis na base de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que reúne informações sobre o conhecimento e as pesquisas científicas mundiais sobre o coronavírus.

O segundo estudo envolvendo idosos no contexto da covid-19, encabeçado por Yeda Aparecida de Oliveira Duarte, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, professora do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Estudo SABE Saúde, Bem – Estar e Envelhecimento, verificou a repercussão da pandemia em idosos de São Paulo, a partir de 60 anos.

As duas pesquisas apontaram que, mesmo isolados dentro de casa, os idosos possuem risco de se contaminarem por seus cuidadores. Embora seja alta a porcentagem de idosos que afirmaram adesão às medidas protetivas, como máscaras e higienização das mãos. Mostram ainda ser baixa a adesão ao distanciamento social. Um dos motivos, é a baixa utilização da tecnologia para resolver problemas corriqueiros. 

O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros covid–19, apontou ainda que um em cada seis entrevistados foi obrigado a cancelar uma cirurgia já programada ou outros cuidados médicos. O que prejudica a saúde gradativamente, por não manter os check ups em dia. As perguntas também trataram do sentimento de solidão, da qualidade do sono dos participantes e do uso de antidepressivos.

Cuidados com a mente

O prolongamento do cenário de incertezas durante a pandemia aumentou as vulnerabilidades, assim como a falta de rituais de luto para algumas perdas.

Para muitos idosos, o distanciamento social trouxe também o distanciamento afetivo e a soma de medos dessa fase da vida. Tais mudanças provocaram impacto na saúde mental de idosos ativos e saudáveis que mantinham sua autonomia.

Conforme a segunda pesquisa sobre a saúde dos idosos durante a pandemia, além do prejuízo quanto às atividades sociais e o comprometimento da independência, uma parcela dos entrevistados se referiu também a problemas financeiros e a sentimentos de medo ou de preocupação excessiva durante o isolamento. 

Os pesquisadores descobriram que as modificações na rotina dos idosos durante a pandemia incomodava 72,3% dos entrevistados e era manifestada de forma mais expressiva pelas mulheres. A solidão foi um dos pontos mais citados por elas. Os homens, por sua vez, se declararam irritados e estressados com as alterações no cotidiano. 

Cuidados com o corpo

Por conta das medidas restritivas a rotina dos idosos foi bruscamente alterada. Isso dificultou a prática de exercícios físicos e o sedentarismo leva ao agravamento de doenças físicas.

O sedentarismo predispõe à comorbidades, como: obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardíacas. E já está provado cientificamente os efeitos dos exercícios físicos na prevenção e no tratamento das doenças crônicas, na promoção do bem-estar psicológico e na estimulação do sistema imunológico.

Para reverter a situação causada nesse período, é preciso diagnosticar os maiores malefícios a fim de revertê-los. O Previva pode facilitar a implementação de programas para identificar os principais problemas de saúde e fatores de riscos de seus beneficiários e ajudar na promoção da saúde, qualidade de vida, além de redução de custos assistenciais. 

Quer saber mais? Conheça o Previva!

Entre em contato

Solicite uma demonstração ou deixe sua mensagem

Ficou com dúvida sobre o Previva?