Check-ups: consultas e exames periódicos podem reduzir custos em tratamentos


Incentivar a realização de check-ups é uma forma de reduzir custos das operadoras de saúde. Através destes exames de rotina, é possível obter um diagnóstico precoce ou indicar a predisposição para o desenvolvimento de doenças. E combater as doenças no início é muito mais barato que tratá-las num estágio avançado. Neste post, falaremos sobre a importância de exames e algumas iniciativas adotadas por operadoras de saúde. 

Algumas doenças podem ser evitadas, outras tratadas com antecedência para evitar complicações, como a diabetes.  Em 2019, no Brasil, 13 milhões de pessoas eram portadoras, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Em alguns casos, os sintomas levam anos para se manifestar. E o diagnóstico precoce pode evitar complicações, como a cegueira, pé diabético, entre outras. 

Um outro exemplo de redução dos custos e melhoria das chances de cura é o diagnóstico precoce de vários tipos de câncer. Um relatório do Peso Global do Câncer apontou que os casos da doença cresceram 26% de 2010 a 2019. Foram utilizados dados de 204 países, inclusive o Brasil. Neste mesmo período, as mortes em decorrência do câncer tiveram aumento de 20,9%.  A pesquisa detectou que o aumento de casos ocorreu em diferentes áreas geográficas do mundo, mas em um menor número nos países ricos. E são justamente estes que mais se preocupam com check-ups e diagnósticos precoces. Alguns tipos de cânceres podem ser evitados com comportamentos saudáveis e check-up anual. Um câncer diagnosticado precocemente tem 90% de chance de cura. 

Um exemplo de uma iniciativa que incentiva a prevenção e visitas regulares aos médicos é o Programa de Atenção Integral à Saúde, da Unimed Nordeste-RS. Este proporciona aos beneficiários a possibilidade de realizar um acompanhamento regular, feito sempre pelo mesmo profissional, especializado em Medicina de Família e Comunidade. O beneficiário tem acesso a um médico de família, uma enfermeira e um psicólogo, que trabalham com uma equipe multidisciplinar de Medicina Preventiva. E sempre que necessário, realizam o encaminhamento a um especialista. E todos os exames são agendados por uma central. 

Check-ups: consultas e exames periódicos podem reduzir custos em tratamentos

Quando começar os Check-ups?

Os check-ups podem começar a ser realizados a partir dos 30 anos e o histórico familiar deve ser levado em consideração. É recomendado que os pacientes com doenças crônicas o façam com os profissionais responsáveis por seu acompanhamento. Idosos e atletas precisam ser avaliados por especialistas, já que alterações nos exames podem estar relacionadas ao perfil biofísico. Os idosos também têm o sistema imunológico mais vulnerável, assim como a capacidade de recuperação do corpo. 

Exames para o coração 

Os check-ups cardíacos devem iniciar a partir dos 40 anos, com exames como o eletrocardiograma e o ecocardiograma. Eles são fundamentais para detectar problemas. Por exemplo, no período pandêmico, quando muitas pessoas cancelaram exames, aumentaram as mortes por problemas cardíacos. Um artigo da Revista Veja levantou que o número de mortes em domicílio por doenças cardiovasculares cresceram 32% durante a pandemia. Ao se considerar as doenças cardiovasculares inespecíficas, como morte súbita ou parada cardiorrespiratória, o aumento chega 90%. Muitos brasileiros desmarcaram consultas, suspenderam exames e até mesmo procedimentos mais complexos, como angioplastias coronarianas.

Mulheres e o diagnóstico de câncer

As mulheres necessitam de exames específicos para as mamas e aparelhos reprodutivos, como papanicolau, colposcopia, vulvoscopia, ultrassonografia de mamas e ultrassonografia transvaginal. Estes exames são importantes para a detecção de cânceres em estágios iniciais. Por exemplo, o câncer de colo do útero atinge cerca de 16.710 mulheres por ano no Brasil, levando 6.500 a morte. Os dados são da Fundação do Câncer. Em 2020, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) identificou 49.692 casos de câncer de mama no Brasil. A projeção do Inca para este ano é de 66.280 casos novos de câncer de mama, o que equivale a 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres.  Uma outra doença que afeta mais mulheres é a osteoporose. A partir dos 50 anos, afeta uma a cada três. A proporção para os homens é de um a cada cinco. 

Homens e o câncer de próstata 

Os homens são suscetíveis também a doenças do sistema reprodutivo. Por isso, é recomendável que, a partir dos 40 anos, realizem exames específicos como ultrassonografia de próstata e dosagem do hormônio PSA. Após os 50 anos, o câncer de próstata é o tipo que mais mata homens depois do de pulmão. São estimados 65.840 para este ano, de acordo com os cálculos do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O câncer do pênis é facilmente prevenido com água e sabão. Mas entre 2019 e 2020, foram registrados 6.174 casos. Destes, 1.092 desses pacientes tiveram o órgão amputado. O homem está suscetível também a ter câncer de testículo, que corresponde a 5% do total de casos de câncer masculino. Os dados são da Sociedade Brasileira de Urologia SBU. Entre 2019 e 2020, foram 446 óbitos.

Até 30% dos resultados de exames não são consultados 

Além de incentivar os check-ups, é importante enfatizar que se deve fazer o retorno ao médico após a consulta. De todos os exames realizados por pacientes de convênios médicos, 30% não são consultados –  inclusive os acessados pela internet. Os dados são da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Previva

Uma forma de as operadoras de saúde reduzirem gastos e melhorarem a qualidade de vida dos beneficiários é investir em medicina preventiva e atenção primária à saúde. E pode-se fazer isso ao criar programas para incentivar a adoção de hábitos saudáveis e de um acompanhamento regular com um médico.  

Com o software da Previva, os médicos podem fazer o gerenciamento dos pacientes do programa. É possível identificar os pacientes que não estejam realizando algum exame preventivo específico e convidá-lo para participar. O software também possibilita  acompanhar os exames feitos pelo paciente, acompanhar o histórico e o tratamento. Isto é importante para antecipar possíveis complicações e avaliar corretamente os riscos e pré-disposição a doenças evitáveis. 

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