Idade avança entre usuários de planos de saúde e reforça a importância de hábitos de prevenção nos homens


Estamos na reta final de mais um Novembro Azul, movimento que teve origem em 2003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina. No Brasil, ele chegou em 2011, com o Instituto Lado a Lado pela Vida. No entanto, mesmo após tantos anos de campanhas de conscientização, o câncer de próstata ainda é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. 

Anualmente, o país registra cerca de 68 mil novos casos e 15 mil mortes causadas pelo tumor. O grande número de mortes poderia ser evitado, pois os dados indicam que o índice de cura é de até 90% para quem identifica e trata o câncer de próstata precocemente.

A doença é silenciosa e na maioria das vezes se desenvolve lentamente. Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm3. Por isso, a detecção precoce é tão importante. Ela pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença ou de pessoas sem sinais ou sintomas, mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. No caso do câncer de próstata, esses exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).

Se houver alguma alteração nos exames, costuma ser recomendada uma biópsia para se ter certeza do que se trata o problema e se determinar o tratamento mais indicado.

Sintomas do câncer de próstata

Apesar do câncer de próstata muitas vezes não apresentar sintomas, os mais comuns são dificuldade de urinar; sangue na urina; demora em começar e terminar de urinar; diminuição do jato de urina; e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

Fatores de Risco

As causas do câncer de próstata são desconhecidas, mas existem alguns fatores de risco que podem aumentar as chances de um homem desenvolver a doença, como idade avançada, histórico na família, sobrepeso e obesidade.

o câncer de próstata ainda é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. 
Fonte: INCA (2021). Elaboração: IESS.

Sendo a idade um importante fator de risco, com estimativas que apontam que nove em cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata tinham mais de 55 anos no Brasil, é importante ter essa parcela da população identificada no sistema de saúde público e privado. 

Dessa forma, com o uso da tecnologia e sistemas de medicina preventiva disponíveis atualmente, a operadora de saúde poderá monitorar os pacientes que não estejam realizando consultas e exames periódicos, contatá-los para devida orientação, além de desenvolver campanhas de saúde para a prevenção e detecção precoce do câncer de próstata.

Homens nos planos de saúde

Conforme dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), em 2020, o número de beneficiários de planos de saúde com 55 anos ou mais de idade somava 3,8 milhões. Número que dobrou desde 2000, quando era 1,9 milhão. Isso, destaca o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), “é um ponto de atenção para os gestores, pois o câncer de próstata atinge principalmente este grupo etário”.

Outro importante alerta do IESS está no número de beneficiários com sobrepeso e obesidade. Entre 2008 e 2018, segundo dados da Vigitel Brasil Saúde Suplementar, o percentual de homens, beneficiários de planos de saúde, adultos e residentes das capitais brasileiras, com excesso de peso (IMC ≥ 25 kg/m2) passou de 56,3 para 63,2%. O índice de obesos (IMC ≥ 30 kg/m2) foi de 14,2 para 20,5%. Isso significa que, nessa população, cerca de 3 em cada 5 beneficiários do sexo masculino faziam parte do grupo de atenção para o câncer de próstata em 2020.

Por isso, as operadoras de plano de saúde devem estar atentas a estes dados na base de usuários. Dessa forma, é possível tomar decisões estratégicas que irão resultar em saúde e menos custos com tratamentos em estágios avançados das doenças. O Previva é um exemplo de solução completa para auxiliar na racionalização dos custos assistenciais, por meio da gestão integral da saúde dos participantes, proporcionando aumento da longevidade com maior qualidade de vida. Com ele, é possível aprimorar as práticas de gestão de saúde; avaliar o estilo de vida dos beneficiários do plano, identificando aqueles que apresentam um risco maior; e se diferenciar no mercado. 

Prevenção

Para diminuir o risco e prevenir o câncer de próstata e muitas outras doenças crônicas não-transmissíveis, aconselha-se: manter o peso corporal adequado à altura; ter uma alimentação saudável; praticar atividade física com frequência; não fumar; e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. 

Tratamento do câncer de próstata

A idade, o estado de saúde do homem, o estágio do câncer e os desejos do paciente são analisados de forma individual para determinar o tratamento de cada um.

Conforme o Inca, em casos classificados como baixo risco, alguns especialistas optam pelo monitoramento e acompanhamento periódico do caso, sem tratamento imediato. Caso necessite de tratamento, em geral, utiliza-se a cirurgia, radioterapia e terapia hormonal como opções. Quando observa-se que o câncer já se espalhou sem chances de cura, o tratamento foca em aliviar os sintomas e prolongar a vida.

Todas as opções de tratamento apresentam riscos colaterais, que podem fazer o indivíduo ficar ansioso ou deprimido, por isso, devem ser discutidos com o paciente. Eles incluem a disfunção erétil e sintomas urinários.

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