Câncer de pele: o estímulo à prevenção deve ir além do Dezembro Laranja


No Brasil, a incidência do câncer de pele é maior do que os cânceres de próstata, de mama, cólon e reto, pulmão e estômago. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país. Os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) são responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem 8,4 mil casos novos anualmente. 

Os principais fatores de risco são a exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar. Apesar de qualquer pessoa poder desenvolver a doença, alguns indivíduos têm predisposição maior, como as de pele, cabelos e olhos claros; indivíduos com histórico familiar de câncer de pele; quem tem múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos e/ou transplantados.

No Brasil, a incidência do câncer de pele é maior do que os cânceres de próstata, de mama, cólon e reto, pulmão e estômago. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem 8,4 mil casos novos anualmente. 

Prevenção

A boa notícia é que quando descoberto no início, o câncer de pele tem mais de 90% de chances de cura. Por isso, é importante que os operadores de saúde mantenham os dados de perfil dos usuários organizados dentro de um sistema que seja capaz de auxiliar na execução de uma política de prevenção e promoção da saúde. Conhecendo bem as características e o histórico dos usuários, é possível criar campanhas preventivas o ano inteiro. 

Com o auxílio da tecnologia, permite-se mapear pessoas com histórico de câncer de pele na família, que estão há mais de um ano sem consultar um dermatologista, por exemplo. Além de auxiliar no diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura e de mais qualidade de vida aos pacientes, ações preventivas trazem também redução de custos nos tratamentos.

Economia

Em um estudo com  3.187 casos de melanoma cutâneo (MC) diagnosticados no Estado de São Paulo entre janeiro de 2000 e dezembro de 2007, aponta-se a diferença entre os valores de custos de tratamento dos três primeiros estádios da doença (0, I e II) e os dois últimos. Isso ocorre porque os estádios III e IV requerem tratamentos medicamentosos com custos mais altos.

Fonte: Estimativa do custo do tratamento de câncer de pele tipo melanoma no Estado de São Paulo – Brasil

O estudo mostra que o custo total de tratamento dos melanomas malignos diagnosticados no estádio inicial, em valores de 2007, foi estimado em R$ 33.012.725,10 para o SUS e R$ 76.133.662,80 para os convênios. Os estádios iniciais 0, I e II da doença compreendem aproximadamente 4,2% (SUS) e 1, 3% (convênios) do custo total; os estádios III e IV consomem 95,8% e 98,7% do custo total, respectivamente.

Os resultados, conforme o estudo, reforçam o argumento de que o diagnóstico do melanoma cutâneo em seus estádios iniciais não apenas aumenta as chances de cura e de melhor qualidade de vida aos doentes mas também reduz os custos de tratamento, gerando considerável economia tanto para o sistema público de saúde (SUS) quanto para o sistema privado (convênios).

Incentive hábitos saudáveis

Sabendo que a prevenção e o diagnóstico precoce são grandes aliados na luta contra o câncer de pele, aproveite o Dezembro Laranja para reforçar a importância de hábitos que vão prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos. 

As orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia são evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias. 

Medidas de proteção

  • Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares.
  • Cobrir as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas.
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.  Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Utilize a tecnologia em favor da prevenção

Para saber mais sobre como a tecnologia é uma excelente aliada para auxiliar no rastreamento de pessoas mais suscetíveis ao câncer de pele, contribuindo para a saúde das pessoas e a economia da sua operadora de saúde, conheça o Previva!

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