Aumento da inatividade física gera um custo de R$ 300 milhões por ano com hospitalizações


O aumento da inatividade física é hoje um dos principais desafios para a gestão da medicina preventiva, seja na saúde suplementar ou no Sistema Único de Saúde (SUS).

Afinal de contas, já está amplamente comprovado que o sedentarismo é um dos principais fatores de risco associados à mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Além disso, um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) calculou o impacto econômico da inatividade física na saúde brasileira e chegou a um total de cerca de R$ 300 milhões anuais gastos somente com internações no SUS. 

Para avaliar o impacto econômico do sedentarismo, o estudo avaliou o conjunto de custos associados ao tratamento de DCNTs e buscou a parte que poderia ser atribuída à inatividade física.

Veja a seguir alguns dos resultados desse levantamento e entenda por que impedir o aumento da inatividade física deve ser uma prioridade para o gestor de saúde, tanto no âmbito do SUS quanto nas operadoras de planos privados. 

aumento da inatividade física

Quase metade da população brasileira é sedentária

Usando dados de 2019, o trabalho reuniu somente dados de pessoas maiores de 40 anos de idade, buscando uma correlação com os custos de tratamento e hospitalização no SUS. 

Os resultados revelaram que os custos decorrentes da inatividade física atingiram níveis preocupantes e devem ser evitados com a implementação de políticas de fomento à prática regular de exercícios.

A conclusão dos pesquisadores é que esses custos são evitáveis na medida em que se amplia o acesso a programas de promoção de atividade física direcionados a variados segmentos da população.

O mesmo princípio pode – e deve – ser seguido pelos gestores de operadoras de saúde suplementar, que também enfrentam o desafio de combater o sedentarismo entre seus beneficiários. 

Principalmente se levarmos em conta o resultado de comparativos internacionais recentes, que mostram que os níveis de inatividade física no Brasil são consideravelmente elevados em relação a outros países. 

Enquanto a média global de inatividade é de 27,5%, no Brasil temos 47% da população que não consegue cumprir as recomendações mínimas de atividade física semanal determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como se isso não bastasse, o estudo da UFF ainda aponta para dados recentes que indicam uma queda ainda maior da atividade física durante a pandemia de Covid-19.

O aumento da inatividade física e as doenças crônicas

O que preocupa os gestores de saúde é o fato do aumento da inatividade física estar diretamente associado a uma maior incidência de diversas doenças crônicas, incluindo diabetes, hipertensão, diversos tipos de câncer e doenças isquêmicas do coração.

Outra questão importante destacada pelos pesquisadores é como o nível de escolaridade e de renda está associado à prevalência maior de comportamento sedentário.

De acordo com o levantamento da UFF, o nível de inatividade é maior entre os indivíduos com sete anos ou menos de escolaridade (57,92%) em comparação àqueles que possuem 12 anos ou mais de escolaridade (41,18%).

Além disso, o estudo cita dados que apontam uma maior incidência do sedentarismo entre as mulheres. 

Segundo a pesquisa Vigitel, 48,31% dos homens e 58,36% das mulheres maiores de 40 anos residentes nas capitais estaduais brasileiras não realizam o mínimo recomendado de atividade física.

Promoção da saúde por meio da atividade física

Uma das conclusões dos pesquisadores da UFF é que a promoção da atividade física deve ser encarada como parte integrante de uma política de saúde que permita a implementação de programas voltados à prevenção.

Para além da esfera pública, as conclusões do estudo podem também ser úteis para os gestores de planos de saúde, que estão cada vez mais se voltando para uma abordagem preventiva e focada na qualidade de vida do usuário.  

Buscar alternativas para combater o aumento do sedentarismo e reduzir os custos com doenças que poderiam ser evitadas pela prática de exercícios é uma decisão estratégica, que demanda investimentos em recursos humanos e tecnologia.

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