Transtornos mentais e doenças crônicas: uma combinação de alto custo para a saúde


A ligação entre os transtornos mentais e as doenças crônicas nunca esteve tão em evidência quanto hoje, quando temos 86% da população brasileira sofrendo de depressão, ansiedade ou estresse.

Isso se reflete na procura cada vez maior dos beneficiários de planos de saúde pelos serviços de psiquiatras, psicólogos e terapeutas ocupacionais, segundo análise do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Nesse contexto, considerando que um em cada quatro brasileiros sofre de alguma doença crônica, a interação entre ambas as condições deve ganhar atenção especial por parte dos gestores de saúde.

Afinal de contas, ao lado das doenças crônicas não-transmissíveis, os transtornos mentais são apontados por especialistas como um dos principais impulsionadores dos custos de saúde nos próximos cinco anos.

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Multimorbidade de transtornos mentais e doenças crônicas

Ainda não há dados disponíveis sobre a população brasileira, mas um recente estudo nos EUA apontou que a multimorbidade de transtornos mentais e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) é bastante comum.

Naquele país, metade dos adultos com transtornos mentais tem ao menos quatro doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores alertam que tratar esses pacientes custa entre duas a três vezes mais caro do que tratar pessoas com as mesmas doenças crônicas, sem problemas de saúde mental.

Doenças crônicas podem causar transtornos mentais?

Conviver com uma rotina difícil de tratamento ou com os sintomas de uma doença incapacitante prejudica a qualidade de vida e pode acabar afetando a saúde mental dos pacientes.

Certas DCNTs, como a artrite reumatoide e a fibromialgia, causam dores constantes em diferentes partes do corpo.

Pessoas obesas muitas vezes podem ter limitações de movimentos, problemas respiratórios ou má-qualidade do sono.

Diabéticos podem sofrer sequelas incapacitantes nos olhos e membros inferiores.

Sem contar os casos de câncer, onde todo o processo do diagnóstico até o tratamento costuma gerar um profundo desconforto emocional e físico.

Tais limitações implicam muitas vezes na perda da autonomia do paciente e podem levar a quadros de ansiedade, estresse e depressão.

Em certos casos, a situação do paciente crônico pode afetar também a saúde mental da família.

Em busca de uma abordagem preventiva

Para os gestores de operadoras de saúde, esse quadro atual vem reforçar o alerta sobre a importância de se investir em uma abordagem preventiva envolvendo os cuidados com a saúde mental.

Contar com a presença de um psicólogo nas equipes que desenvolvem programas voltados a pacientes crônicos pode ser uma boa estratégia, assim como direcionar campanhas de conscientização e monitoramento focadas nesses pacientes.

Além de introduzir o cuidado com a saúde mental no tratamento de crônicos, também é importante oferecer programas e ações de apoio específicos para beneficiários que apresentam quadros de ansiedade ou depressão.

Outra forma de contribuir para reduzir os índices de transtornos mentais é trabalhar com mais intensidade na prevenção de transtornos alimentares, alcoolismo e tabagismo.

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