Trabalhar sentado pode ser tão prejudicial quanto fumar! A não ser que sua operadora invista em prevenção

Ao longo dos últimos anos, diversos estudos demonstraram que trabalhar sentado (ou passar grande parte do tempo nessa posição) pode causar tanto mal à saúde quanto o tabagismo.

Quanto mais tempo uma pessoa passa sentada, mais propensa ela se torna a desenvolver problemas crônicos como diabetes e doenças cardiovasculares, além de outras condições adversas para a saúde. Incluindo aí uma chance maior de morrer de forma prematura, mesmo se tiver o hábito de se exercitar regularmente.

É por isso que muitas empresas e operadoras de planos de saúde estão focando em ações para prevenir estes males entre seus colaboradores e beneficiários. Vamos mostrar a seguir algumas estratégias que você também pode adotar na sua empresa, com o objetivo de racionalizar os custos com saúde, melhorar a qualidade de vida e reduzir o absenteísmo.

Mas antes de começarmos, quero que você assista a esse vídeo. Ele mostra rapidamente e de forma bem explicativa quais são os riscos para a saúde de quem trabalha sentado:

O vídeo acima demonstra o problema com clareza. Mas a pesquisa médica em torno desse tema continua avançando. Um estudo feito por pesquisadores suecos publicado em 2014 no British Journal of Sports Medicine sugere que, quando uma pessoa passa o dia todo sentada, isso acaba encurtando seus telômeros (pequenas estruturas que protegem as pontas dos filamentos de DNA).

À medida em que os telômeros vão ficando menores, aumenta a velocidade do desgaste das células e, consequentemente, do envelhecimento. Segundo os pesquisadores, quem passa menos tempo sentado não apenas tem esse processo interrompido como em alguns casos os telômeros acabam ficando até maiores.

Trabalhar sentado engorda e faz mal para o coração

Outras pesquisas sugerem que o açúcar e a gordura são metabolizados de forma diferente quando estamos sentados. E é exatamente isso que faz aumentar os riscos de desenvolver diabetes, obesidade ou problemas do coração.

Permanecer sentado por períodos prolongados induz alterações bioquímicas na atividade de uma enzima chamada lipase lipoprotéica. Sua função normalmente é ajudar os músculos a eliminar gorduras da corrente sanguínea.

Mas quando ficamos muito tempo sentados, esta enzima simplesmente “desliga”. O que faz com que a gordura no sangue se acumule toda em certas partes do corpo que tendem a formar depósitos. Ou seja: mais gordura e menos músculos.

Além disso, você queima 30% mais calorias quando está em pé do que quando está sentado. Se somarmos os dias, meses e anos em que a pessoa permaneceu sentada, é possível imaginar a quantidade de quilos adicionais que ela acumulou devido a isso. O que leva, invariavelmente, a um risco maior de desenvolver doenças crônicas.

Os riscos ergonômicos de trabalhar sentado

Quem quer que tenha passado um longo período nessa posição já percebeu que trabalhar sentado causa dor nas pernas, dor nas costas e outros tipos de incômodos posturais.

Isso ocorre porque, quando nos sentamos, geralmente temos a tendência de nos inclinarmos para a frente, o que acaba resultando uma curvatura inadequada da coluna. Isso acontece especialmente em funcionários de escritório, por exemplo.

Ficar sentado provoca uma pressão desigual em algumas partes do corpo, forçando a coluna, os músculos e as articulações. Além disso, pelo fato da pessoa estar encurvada, os pulmões têm menos espaço para se expandir. Isso torna a respiração limitada, reduzindo o volume de oxigênio na corrente sanguínea.

Isso inclui uma redução nos níveis de irrigação do cérebro, condição essencial para manter a concentração e a produtividade no trabalho. Isso explica por que o indivíduo vai se tornando cada vez menos produtivo ao trabalhar sentado por um longo período de tempo.

Outro problema ocorre porque, ao sentarmos, acabamos comprimindo alguns tecidos na região dos glúteos e das coxas. Permanecer muito tempo sentado corta a circulação nessas áreas, causando inchaço nas extremidades inferiores do corpo.

Então quer dizer que quem trabalha sentado vive menos?

É isso mesmo!

Ao menos é o que aponta um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Eles compilaram artigos e inquéritos da Organização Mundial da Saúde sobre o tempo médio de permanência sentado em 54 países e relacionaram esses dados com uma meta-análise publicada na revista científica PLoS ONE.

Como resultado, chegou-se à conclusão de que até 4% de todas as mortes no mundo (ou seja: cerca de 433 mil óbitos por ano) poderiam ser evitadas se as pessoas ficassem três horas a menos sentadas.

Segundo Leandro Rezende, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores da pesquisa, ficar sentado por quatro horas diariamente aumenta o risco de morte em 2%. Se forem cinco horas diárias, esse risco sobe para, 4%. Com seis horas horas sentado o risco é de 6%, e com sete horas, 8%.

A partir daí o risco aumenta consideravelmente: com oito horas diárias é de 13% e com nove horas chega a assombrosos 18%!

Promovendo exercícios para quem trabalha sentado

Analisando todos os riscos expostos neste artigo, fica claro para os gestores da área de saúde suplementar que é preciso focar em ações específicas para esclarecer seus beneficiários e prevenir os riscos de permanecer sentado por tempo demais.

Essa preocupação deve ser ainda maior caso sua operadora administre um plano empresarial.

Mas, seja qual for o público, o importante é fazê-lo se movimentar!

Nossos corpos são feitos para estar em movimento. Não é à toa que temos mais de 360 articulações e 700 músculos!

Um estudo feito em 2008 por pesquisadores australianos mostrou que as pessoas que fazem mais pausas para se levantar no trabalho têm cinturas menores, menos peso e menores taxas de colesterol.

E o mais interessante é que a duração média dessas pausas é de apenas quatro minutos e meio!

Ou seja: vale muito a pena investir em ações como programas de ginástica laboral, pausas para alongamento e materiais educativos para criar novos hábitos nos trabalhadores que permanecem muito tempo sentados.

7 dicas para reduzir o tempo sentado

A seguir sugerimos algumas práticas simples para reduzir os danos à saúde ao trabalhar sentado ou permanecer muito tempo nessa posição. Confira:

  • A cada meia hora de trabalho, faça pausas de um a três minutos para levantar e permanecer em pé.
  • Programe o alarme do celular ou do computador para avisá-lo a cada meia hora.
  • Para cada 20 minutos sentado, devemos ficar de pé por oito minutos e em movimento por ao menos dois minutos.
  • Procure ficar de pé ou se exercitar enquanto estiver vendo TV ou fazendo outra atividade que permita ficar nesta posição.
  • Fique em pé ou caminhe quando estiver falando ao telefone.
  • Determine metas possíveis de alcançar e vá aumentando aos poucos. Por exemplo, você pode reduzir 15 ou 20 minutos do tempo em que passa sentado diariamente e a cada semana tentar aumentar um pouco esse tempo. O objetivo é cortar de duas a três horas de tempo sedentário no dia, incluindo o tempo fora do ambiente de trabalho.
  • MEXA-SE durante todo o dia, todos os dias. Lembre-se que fazer uma hora diária de exercícios é ótimo mas não vai compensar os danos causados pelo tempo que você passou sentado. Movimentos frequentes e variados durante o dia ajudam a neutralizar esses danos.

Gestores de operadoras: mexam-se em direção à prevenção!

Agora que você já sabe dos riscos para a saúde de quem permanece sentado por muito tempo, pode planejar uma estratégia de medicina preventiva especialmente para este público.

Caso seu plano não seja empresarial, faça uma pesquisa em sua base de beneficiários por aqueles indivíduos cujas profissões exigem que se trabalhe sentado e entre em contato com eles para repassar essas informações. Se a sua conta for de uma empresa, procure dividir as ações e as sessões de ginástica laboral por departamento, de acordo com o porte da empresa.

Em ambos os casos, é importante contar com um sistema especializado em medicina preventiva para ajudá-lo a pesquisar os dados, estruturar o programa e contactar os beneficiários.

Ao realizar ações para reduzir estes riscos sua operadora vai proporcionar mais bem-estar para seus beneficiários, menos faltas para as empresas e custos menores com tratamentos de doenças crônicas e desvios posturais que afetam quem costuma trabalhar sentado.

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