Telemedicina preventiva: vantagens e formas de aumentar o uso

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telemedicina preventiva já é uma realidade na relação entre médicos e pacientes com tendência para crescer e potencial para revolucionar as ações de prevenção de saúde, inclusive no Brasil. O cenário positivo é fruto das inúmeras vantagens geradas pelo uso de ferramentas da telemedicina preventiva, como as teleconferências, por exemplo. Entre as vantagens estão a agilidade no atendimento, a otimização do tempo (de médicos e pacientes), o aumento no número de atendimentos e a redução nos custos operacionais.

Sem contar a questão geográfica e as barreiras para o deslocamento, que pode tanto envolver aspectos financeiros quanto aspectos inclusivos, no caso de atendimento à distância de pacientes com problemas físicos para sair de casa e se dirigir ao consultório. Contribuindo para isso, temos ainda o impacto cada vez maior que a tecnologia exerce especialmente na gestão de dados na área da saúde, facilitando o controle e o acompanhamento do prontuário dos pacientes.

É certo que todos ganham com a telemedicina preventiva. Não há prejuízos porque em várias especialidades o contato verbal entre médico e paciente já é suficiente para a prestação de um bom atendimento. Ou seja, os médicos podem executar seu trabalho como se estivessem frente a frente com o paciente. Podem questioná-lo sobre as rotinas, comentar resultados de exames, propor novos hábitos e recomendar novos exames e medicamentos. Do outro lado da tela, o paciente pode contar ao médico como anda sua saúde e pedir as orientações para lidar com alguma doença crônica ou para simplesmente adotar medidas de prevenção de saúde.

Um dos papeis que as operadoras de saúde que investem em medicina preventiva precisam desempenhar é o de promotoras da telemedicina. É preciso haver um esforço não apenas para que a oferta desta modalidade de atendimento cresça, mas também para mostrar ao público-alvo que é possível fazer uma consulta de qualidade mesmo à distância. É praticamente um processo de educação diante de uma novidade que dependendo do perfil do público pode ser algo completamente estranho ao seu dia a dia. É mais ou menos como convencer um correntista de um banco a usar o home banking em seu smartphone ou até mesmo fazer operações no caixa de autoatendimento: precisa garantir uma série de fatores, como a segurança na plataforma usada, para conquistar a confiança do paciente para que ele faça uso da tecnologia.

Para evitar este estranhamento dos pacientes, uma das primeiras medidas para quem decide promover a telemedicina preventiva é conhecer o perfil do público, saber qual a relação e a reação dele diante da possibilidade de um atendimento que não seja presencial podendo ser via teleconferência, via internet ou até mesmo por telefone. De nada adianta querer impor algo neste sentido sob o risco de perder pacientes com dificuldades para trazê-los de volta. Os pontos positivos são muitos para desperdiçá-los pecando na comunicação com os pacientes.

Diante das vantagens, neste processo de usar ainda mais a telemedicina preventiva, é importante ressaltar a necessidade de incentivar o incremento na formação de médicos e enfermeiros. O objetivo é torná-los ainda mais capacitados no uso das ferramentas da telemedicina preventiva para um atendimento mais eficiente dos pacientes. Uma das formas de fazer isso é buscar o engajamento dos profissionais mostrando as vantagens e promovendo eventos de capacitação como palestras e workshops, além de amplo material educativo como blogs e e-books, por exemplo.

Também, assim como no caso dos pacientes, haverá um processo de convencimento para a adoção da telemedicina preventiva na rotina dos profissionais. A recepção à ideia tende a ser positiva. Segundo uma pesquisa divulgada em 2015 pela gigante de tecnologia Cisco, 84% dos entrevistados disseram estar mais preocupados com a qualidade do atendimento do que com o contato pessoal com o médico.

Um argumento que pode ajudar nesta etapa vem do relatório TIC Saúde, realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que pesquisa dados sobre o uso de tecnologia e comunicação no segmento da saúde. Em sua edição de 2014, o relatório diz que, embora a maioria dos médicos e enfermeiros declare não perceber a diminuição na carga de trabalho por conta do uso de tecnologias, a percepção em relação ao cuidado com o paciente e gestão das rotinas médicas é positiva. Para 72% dos médicos e 76% dos enfermeiros, o uso de sistemas eletrônicos possibilitou a melhora da qualidade do tratamento como um todo.

Como se vê, o uso da telemedicina preventiva é um caminho sem volta. Desde o surgimento da telemedicina, na década de 1950, a modalidade de atendimento só cresceu, tendo como aliada a evolução tecnológica com o desenvolvimento dos computadores, da internet e da telefonia. Temos canais como as teleconferências, mas estamos marchando para a era da internet das coisas ou da tecnologia vestível, com grande apelo no setor da saúde, abrindo um grande campo para a aplicação da telemedicina preventiva. A geladeira conectada com a nutricionista transmite informações sobre alimentação ou o relógio com aplicativos ajudam a monitorar com precisão os resultados das recomendações do cardiologista. É inovação em nome da prevenção.

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