Qualidade de vida na terceira idade: quem são os superidosos?


A preocupação cada vez maior com a qualidade de vida na terceira idade é reflexo direto do processo de envelhecimento da população brasileira. A prova disso é o aumento no número de pessoas que chegam aos 80 anos gozando de plena saúde.

No meio médico, esse novo perfil já ganhou um nome: são os superidosos.

Eles representam apenas 10% da população que atinge a chamada “quarta idade”, mas seu número vem crescendo no mesmo ritmo da adoção de hábitos saudáveis pela população em geral.

superidosos

Isso sem contar que o número total de pessoas que atingem os 80 anos cresce exponencialmente no país.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), temos hoje 3,5 milhões de pessoas nessa faixa etária.

Em 2060 serão 19 milhões!

E, ao que tudo indica, os superidosos serão muito mais do que 10% deles.

O que define um superidoso?

Superidosos são indivíduos acima dos 80 anos que apresentam desempenho igual ou superior a pessoas na faixa dos 50-60 anos em testes de memória, autoconhecimento e raciocínio lógico.

Também não utilizam nenhuma medicação continuada e não sofrem de nenhuma doença crônica característica da idade.

Como surgem os superidosos?

Como se trata de um conceito ainda não totalmente incorporado aos critérios clínicos e acadêmicos na área de saúde, poucos estudos foram realizados focando essa população em especial.

O que se sabe até agora é que, além de uma forte predisposição genética, o superidoso parece ser resultado de uma série de comportamentos e hábitos adotados ao longo da vida.

Tais comportamentos incluem a prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, boas relações sociais e familiares, além de uma postura positiva diante das adversidades.

A dieta dos superidosos

Com relação à alimentação, os superidosos geralmente seguem padrões semelhantes aos da dieta mediterrânea e da dieta de Okinawa, que estão entre os hábitos alimentares mais saudáveis do mundo.

Isso inclui muito peixe, grãos integrais e vegetais, além de um baixo consumo de sal, açúcar, carne vermelha e gordura saturada.

Esses idosos costumam apresentar um perfil de microbiota intestinal próprio, com aumento de bactérias simbióticas e melhor controle da glicemia.

Isso resulta em uma menor prevalência de obesidade nesse público, sendo que a maior parte deles nunca foram considerados obesos durante a vida.

O cérebro dos superidosos

Com o avanço da idade, é comum ocorrer uma perda acentuada das faculdades cognitivas do indivíduo.

Algo em torno de ⅓ da população acima dos 85 anos sofre de alguma doença degenerativa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),

Contudo, os superidosos chegam a essa idade sem qualquer sinal de demência, Mal de Alzheimer ou qualquer perda significativa das faculdades mentais.

Essa característica levou pesquisadores do Instituto do Cérebro da PUC do Rio Grande do Sul a promover um estudo sobre envelhecimento comparando casos de superidosos com a população que apresenta declínio cognitivo.

O objetivo é identificar os mecanismos neurais que permitem chegar a essa fase da vida com uma capacidade cognitiva muito superior à média.

Os pesquisadores estimam que um em cada três casos de demência poderia ser prevenido se o paciente tivesse se preocupado mais com a saúde mental ao longo da vida.

A importância econômica dos superidosos

O aumento no número de superidosos na população também é algo economicamente relevante, se levarmos em conta o controle dos custos assistenciais na saúde.

Afinal de contas, as doenças que eles conseguiram evitar estão entre as mais dispendiosas tanto no sistema público quanto na saúde suplementar. Principalmente quando consideramos o alto índice de multimorbidade entre idosos.

Não é coincidência que todas essas doenças ocorram ao mesmo tempo e os pesquisadores acreditam que há processos básicos de envelhecimento que causam todas  elas.

Com o crescimento do número de idosos nos planos de saúde, é de fundamental importância que os gestores das operadoras desenvolvem ações e programas para aumentar os índices de superidosos entre seus beneficiários.

Pense nisso.

Que tal ter essa nova perspectiva estratégica na sua operadora?

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