Sedentarismo e mortalidade: falta de exercícios traz mais riscos do que excesso de peso


A relação entre obesidade e a falta de atividade física é amplamente conhecida pelos profissionais de saúde e até mesmo pelo público em geral. Mas o que muita gente não sabe é que há uma ligação direta entre sedentarismo e mortalidade, independente do peso do indivíduo.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, detectou que a associação entre sedentarismo e mortalidade prematura não tem necessariamente a ver com o índice de massa corporal (IMC) apresentado pelos pacientes.

Ou seja: pessoas mais magras e inativas têm maior risco de morrer por problemas de saúde do que pessoas obesas que se exercitam.

sedentarismo e mortalidade

Sedentarismo e mortalidade

A pesquisa foi publicada em 2015 pelo American Journal of Clinical Nutrition e se baseou nos dados mais recentes sobre a mortalidade na Europa até aquela data. Analisando estas informações, os pesquisadores concluíram que a falta de exercício representa um risco maior de morte do que a obesidade em si.

De um total de 9,2 milhões de mortes anuais registradas no continente europeu, estima-se que cerca de 337 mil podem ser atribuídas à complicações decorrentes da obesidade (IMC superior a 30).

Entretanto, quase o dobro desse número – cerca de 676 mil mortes – estão ligadas aos hábitos sedentários.

Como o sedentarismo afeta a saúde

Um estilo de vida sedentário pode prejudicar a saúde de várias formas.

Veja a seguir algumas delas:

  • Por queimar menos calorias, a pessoa fica mais propensa a ganhar peso
  • Por falta de uso, os músculos perdem força e resistência
  • Os ossos enfraquecem e perdem minerais importantes
  • O metabolismo fica prejudicado e torna-se mais difícil para o organismo quebrar gorduras e açúcares
  • O sistema imunológico começa a falhar
  • A circulação sanguínea fica mais difícil
  • As inflamações tornam-se mais frequentes
  • O equilíbrio hormonal é comprometido

Pouco exercício é melhor do que nenhum

Os pesquisadores ingleses passaram 12 anos analisando dados de 334.161 adultos em toda a Europa. Além de acompanhar medidas como altura, peso e circunferência abdominal, eles procuraram monitorar o nível de atividade física dessas pessoas e registrar as causas de mortes entre elas nesse período.

O estudo revelou que a maior redução no risco de morte prematura está na comparação entre os grupos de indivíduos considerados “inativos” e “moderadamente ativos”.

Entre estes últimos, o risco de morrer por causas relacionadas ao sedentarismo é de 16% a 30% menor. Os benefícios variam de acordo com o peso, mas mesmo aqueles com maior IMC entre os pesquisados tiveram benefícios ao adotar a prática de uma atividade regular, mesmo que leve.

Segundo os pesquisadores, basta o equivalente a 20 minutos diários de caminhada rápida para que uma pessoa passe de “inativa” para “moderadamente ativa” e reduza consideravelmente os riscos para a saúde.

Ou seja: desde que feito com qualidade e regularidade, um pouco de exercício é melhor do que nenhum!

E o que já é um grande avanço na qualidade de vida das pessoas pode ser também uma vantagem operacional para as operadoras de saúde, diante dos altos custos gerados pela inatividade física.

A realidade brasileira

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças relacionadas ao sedentarismo matam 300 mil pessoas por ano no Brasil.

Esse número tende a continuar crescendo à medida em que as pessoas dizem “não ter tempo” para praticar atividades físicas.

De acordo com dados do IBGE 2017, estes são os principais motivos pelos quais os brasileiros não praticam atividades físicas:

  • 51% não se exercitam por falta de tempo
  • 20,3% por problemas saúde ou pela idade avançada
  • 13,9% por não gostarem ou não terem vontade

Estratégias para combater o sedentarismo

Os índices apresentados acima trazem uma importante mensagem para as operadoras de saúde que desejam promover a prática de atividade física entre seus beneficiários:

O problema crucial a ser trabalhado em campanhas de conscientização e programas de promoção da saúde é o tempo reservado para o exercício.

É preciso oferecer alternativas e opções para que os beneficiários possam incorporar a atividade física no seu dia a dia, nem que sejam apenas os 20 minutos de caminhada mencionados pelos pesquisadores ingleses.

Aliás, por que não tornar as informações que apresentamos neste artigo conhecidas por mais pessoas? Sinta-se livre para reproduzir este conteúdo nos seus materiais de educação para a saúde e compartilhe o link nas suas redes sociais.

Afinal, todo o esforço é válido para reduzir os índices de sedentarismo e mortalidade entre seus beneficiários.

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