Saúde do homem: mesmo sabendo dos riscos, brasileiros fazem pouco esforço para se manterem saudáveis


No Brasil, muitos homens até chegam a se preocupar com o risco de desenvolver doenças crônicas, mas poucos tomam medidas preventivas e a maioria procura ajuda médica somente quando se sente mal.

Foi o que constatou a pesquisa Um Novo Olhar para a Saúde do Homem, promovida pelo Grupo Abril, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

saúde do homem

O estudo mapeou as percepções e os cuidados de 2.405 brasileiros para revelar de que maneira eles costumam encarar problemas de saúde como câncer de próstata e doenças do coração.

O objetivo desta iniciativa foi levantar algumas questões sobre como a saúde do homem é encarada pela população masculina brasileira.

Eles estão atentos a hábitos equilibrados e fatores de risco? O que têm feito para prevenir ou detectar enfermidades que podem comprometer sua expectativa e a qualidade de vida? Com que frequência consultam um médico? Como anda a sua saúde emocional e psicológica?

Informação para mudar comportamentos

Em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, a psiquiatra Carmita Abdo, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, apresentou alguns resultados da pesquisa estudo.

Um deles apontou qual é o problema de saúde mais grave na opinião dos homens. O câncer foi o mais mencionado pelos entrevistados, seguido pelo acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto.

Contudo, grande parte desses homens pouco (ou nada) fazem para prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

Na entrevista, a psiquiatra ressaltou que, apesar de estarem conscientes da necessidade de se cuidar, a maior parte dos brasileiros ainda não se esforça para promover uma real mudança de hábitos.

Segundo ela, essa é uma questão predominantemente cultural e pode ser revertida por meio do diálogo e da informação.

O fato é que a maioria das doenças que hoje são comuns a partir de determinada idade poderiam ser prevenidas se os homens tivessem o hábito de visitar periodicamente profissionais como cardiologista e urologista, entre outros.

Pela saúde integral do homem

Apesar da pesquisa apresentar recortes sobre a saúde cardiovascular, emocional e urológica do brasileiro, seus organizadores alertam que o homem precisa ser tratado desde a infância até a vida adulta de forma integral.

Isso significa que as ações preventivas e de conscientização sobre a saúde do homem podem ir muito além do tradicional alerta sobre a prevenção do câncer de próstata.

Mapeando sentimentos e emoções

A pesquisa também revelou uma grande preocupação com a saúde mental e emocional dos brasileiros. Um terço (33%) dos homens disse que o maior desafio para ter uma vida saudável é “estar bem emocionalmente”.

Em contrapartida, 24% responderam que o maior desafio é praticar exercícios e 14% disseram que é ir ao médico regularmente.

Perguntados se tiveram determinados sentimentos recentemente, os mais citados foram ansiedade (63%), preocupações com temas familiares/afetivos (61%), preocupação excessiva com finanças (56%), estresse (56%) e desânimo (55%).

Outro fato que chamou a atenção dos pesquisadores foram os altos percentuais de ansiedade, depressão, pânico e estresse entre os mais jovens.

Frequência das consultas e exames preventivos

Questionados a respeito da frequência com que visitam o médico, 54% dos entrevistados afirmaram a especialidade médica que mais frequenta é o clínico-geral. O cardiologista foi citado por 13% e o urologista por 7%.

Mas quando apontam a principal especialidade responsável pela saúde do homem, na sua opinião, 37% responderam urologista, enquanto 33% dizem clínico-geral e 16% cardiologista.

A preocupação com exames preventivos para homens também é pequena. Um dado preocupante é que 59% dos entrevistados não costumam ir ao urologista e 43% não fazem exames cardiológicos com regularidade.

É preciso transformar consciência em ação

Estes resultados, entre diversos outros que você pode conferir na pesquisa original, mostram que há ainda uma grande dificuldade dos homens para transformar em realidade a consciência de que é preciso manter hábitos saudáveis.

Apesar de saberem a importância de praticar atividades físicas, apenas 35% disseram fazer exercícios ao menos três vezes por semana.

Quando se trata de manter uma alimentação balanceada, 80% dos homens confessam que se excedem no consumo de açúcar, gordura, sal ou alimentos industrializados.

O gerenciamento do peso é um dos grandes desafios detectados pela pesquisa, sendo que metade dos entrevistados se considera acima ou muito acima do peso.

Para piorar, muitos não veem a obesidade como problema sério e sequer acreditam que perder ou manter o peso é essencial para a saúde.

Esses dados só vêm reforçar a necessidade de promover a conscientização, seja entre os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ou entre os beneficiários das operadoras de saúde suplementar.

Ao analisarmos os resultados da pesquisa Um Novo Olhar para a Saúde do Homem, fica clara a necessidade de investir cada vez mais em ações de prevenção e promoção da saúde, buscando criar um ambiente propício para a manutenção de um estilo de vida equilibrado.

Vale a pena ler o estudo na íntegra. Com certeza você tirará dele diversos insights sobre como aprimorar os cuidados com a saúde do homem na sua operadora.

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