Promoção da saúde na pandemia: como manter as atividades dos programas de Promoprev?


Como adaptar as ações de prevenção e promoção da saúde e garantir a manutenção dos programas de Promoprev durante a pandemia de Covid-19?

O que as operadoras estão fazendo na prática para continuar atendendo e monitorando os beneficiários inscritos nesses programas?

Neste artigo você vai conhecer as soluções e estratégias adotadas por algumas empresas que atuam no mercado de saúde suplementar brasileiro.

Talvez alguma delas possa inspirar iniciativas semelhantes na sua operadora.

Vamos lá?

promoção da saúde na pandemia

Promoção da saúde na pandemia é fundamental

Como medida de prevenção ao contágio da Covid-19, a maior parte das operadoras do país suspendeu as ações presenciais de promoção da saúde, seja de forma individual ou coletiva.

Apesar disso, é fundamental organizar as equipes de Medicina Preventiva e Atenção Primária à Saúde (APS) para que possam se manter atuando de forma não-presencial durante a pandemia, considerando que essas ações podem contribuir para a estabilização de 80% das condições crônicas.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recomenda que, sempre que possível, os beneficiários sejam contatados por telefone ou outras tecnologias que possibilitem a troca de informações para diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças.

Nesse período, além de adaptar as atividades dos programas já existentes, o trabalho das equipes de promoção da saúde deve incluir ações específicas para conscientizar os beneficiários a respeito das medidas de prevenção contra o novo coronavírus.

Ainda assim, um levantamento publicado no jornal Nexo mostra que nem todas as operadoras brasileiras estão atentas para essa necessidade.

Dos 206 beneficiários de planos de saúde ouvidos, menos da metade (44%) disse ter recebido qualquer contato da sua operadora sobre cuidados relacionados ao coronavírus. E apenas quatro afirmaram ter passado por um contato mais personalizado, via telefone.

A internet como plataforma para a promoção da saúde

Uma das operadoras que já trabalham de forma estratégica com essa nova realidade é a Unimed Grande Florianópolis, onde parte das atividades coordenadas pela área de promoção da saúde foi substituída por uma programação de lives, webinars e oficinas online.

A operadora aproveitou as restrições impostas pela pandemia para reinventar seu Programa Viver Bem, que antes coordenava diversas atividades presenciais voltadas à prevenção de doenças e promoção da saúde.

Em meados de junho foi lançado um portfólio amplo de atividades físicas, oficinas e webinars sobre saúde que abrangem todos os ciclos de vida da pessoa. Com o nome de Movimento Unimed, essa iniciativa será oferecida aos beneficiários de forma gratuita nas plataformas digitais.

No perfil da operadora no Instagram, até mesmo quem não é beneficiário poderá participar de treinamentos funcionais, aulas de yoga, dicas de profissionais sobre saúde mental e emocional, cuidados com a gestante, bebê e idoso, além de orientações nutricionais para esse período.

Ação virtual e foco nos pacientes crônicos

“Com a chegada da pandemia tivemos que alterar o funcionamento dos programas, inclusive cancelando atividades que estavam agendadas ou ainda em andamento”, diz Bruna Lazzarin, coordenadora de Promoção à Saúde da Unimed Grande Florianópolis. “Mas realmente foi necessário, poIs atuamos justamente com clientes que estão em grupo de risco (gestantes e idosos, por exemplo).”

De acordo com ela, essa necessidade veio a partir do momento em que o isolamento social se tornou imprescindível e os gestores perceberam que todas as atividades realizadas na promoção da saúde eram até então presenciais.

“Nunca havíamos tido essa experiência de ação virtual. Então imediatamente adotamos o home office para nossa equipe e começamos a avaliar quais eram as prioridades”, lembra Bruna.

Ela cita o caso do maior programa da operadora, que é responsável pelo gerenciamento de pacientes crônicos. “Como se trata do principal grupo de risco para Covid-19, decidimos voltar a ação de toda a equipe para esse monitoramento. Fizemos uma classificação por comorbidades, por idade e verificamos quem tinha procurado o pronto atendimento recentemente”.

Bruna conta que a equipe de promoção da saúde passou cerca de dois meses focando o atendimento exclusivamente nos crônicos. Profissionais que atuavam em outros programas (incluindo psicólogos e nutricionistas) voltaram a sua atenção para estes beneficiários, em especial para os idosos.

Depois desse esforço conjunto inicial, a partir de junho cada um voltou a atuar no seu programa de origem. Mas agora o atendimento em todos os programas é exclusivamente não-presencial, seja via telefone, via whatsapp ou via videoconferência.

“Nossa preocupação foi justamente manter esses clientes em casa, orientados e seguindo o tratamento que o médico deles prescreve, bem como as orientações da nossa equipe de enfermagem”, conclui Bruna.

Teleatendimento e unidades exclusivas para medicina preventiva

No Grupo NotreDame Intermédica (GNDI), operadora de saúde com sede em São Paulo, 40% dos atendimentos nos Programas de Medicina Preventiva durante a pandemia foram virtuais.

Com o objetivo de evitar a exposição desnecessária dos 90 mil beneficiários atendidos mensalmente por estes programas, a operadora manteve apenas 60% dos atendimentos presenciais concentrados em suas 14 unidades exclusivas de Medicina Preventiva.

Segundo Walter Moschella, diretor médico responsável pelos Programas de Medicina Preventiva do GNDI, o fato de contar com unidades exclusivas de prevenção é uma garantia a mais para a segurança dos beneficiários.

“Nas situações possíveis realizamos o serviço de teleatendimento com uma equipe multiprofissional e, quando necessário, para os atendimentos presenciais, redobramos a segurança nas nossas unidades”, afirma Moschella.

Um exemplo é o Programa Gestação Segura, que acompanha mais de 15 mil gestantes e puérperas beneficiárias do GNDI. Com o cancelamento das atividades presenciais, elas estão recebendo suporte de uma equipe especializada por telefone e também por meio de um chatbot.

As consultas por teleatendimento também foram adotadas para o acompanhamento de pacientes idosos e oncológicos, cujos cuidados precisam ser mantidos mesmo durante o isolamento social. Para os casos que necessitam de atendimento presencial, a operadora estabeleceu um fluxo de diferenciado, com salas de espera respeitando o distanciamento social, ampliação do horário de atendimento entre pacientes, consultas para checar sintomas gripais e direcionamento do atendimento inicial por telefone.

“Lives, webtraining, dicas de saúde, materiais de conscientização e medidas de prevenção estão sendo enviadas o tempo todo com atendimento exclusivo e online. Nossa preocupação vai além de nossos beneficiários e pacientes de alto risco e atinge, também, a comunidade como um todo”, ressalta o Dr. Moschella.

Telemonitoramento de crônicos: como e porque investir neste serviço

Cuidados com a saúde mental

Outra operadora que tem apostado no atendimento virtual para a promoção da saúde é a Unimed Votuporanga, no interior de São Paulo. Os participantes do Programa de Medicina Preventiva continuam sendo acompanhados à distância pela equipe de saúde durante o período de isolamento social.

Uma das prioridades neste momento é evitar o ócio e cuidar da saúde mental desses beneficiários, em sua maioria idosos. Por isso, a operadora tem incentivado a prática de atividades como pintura espelhada, palavras cruzadas, testes de lógica e raciocínio, jogo dos sete erros e leitura.

Além disso, os inscritos no programa vêm recebendo constantemente orientações sobre a importância da vacinação contra a gripe e os cuidados essenciais para evitar a contaminação pelo coronavírus.

A preocupação com a saúde mental dos beneficiários durante a pandemia também está presente na Unimed Curitiba, que produziu uma série de videoaulas onde profissionais de saúde dão dicas de como manter o corpo e a mente saudável em tempos de Covid-19.

Veja a seguir um dos programas da série “Unimed em casa com você”, onde a psicóloga na área de Promoção da Saúde da Unimed Curitiba, Jenima Prestes, fala sobre como evitar sentimentos negativos durante o isolamento social.

Promoção da saúde e pandemia: trocando experiências

No dia 30 de junho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoveu um debate virtual com quatro gestores de operadoras para discutir as soluções adotadas por suas empresas para coordenar a gestão de pacientes crônicos durante a pandemia de Covid-19.

Com o título “Cuidados em saúde durante a pandemia: experiências na saúde suplementar”, o encontro reuniu o diretor executivo médico da Prevent Senior, Pedro Batista; o superintendente executivo da Copass Saúde, Reginaldo Resende; a coordenadora de serviços de saúde da Clínica de Saúde BRB, Maria Luiza Barros Fernandes Bezerra; e o vice-presidente da Unimed São Carlos, Ivan Carlos M. Linjardi.

No caso da Prevent Senior, foram mantidas as agendas eletivas, com ampliação da teletriagem e das teleconsultas. Também foram implementadas soluções tecnológicas, como a certificação eletrônica para médicos e a integração dos dados das unidades próprias e dos parceiros para atendimentos ativos de reavaliação.

Segundo o diretor executivo da operadora, a equipe médica fez contato remoto com todos os pacientes para prestar orientações e quem tinha diagnóstico ou suspeita de Covid-19 passou a ser monitorado diariamente.

Batista destacou ainda a implementação do prontuário clínico eletrônico unificado, que auxiliou no processo de busca ativa disponibilizando sistemas múltiplos para acompanhamento e orientação aos pacientes.

Para a Copass Saúde – Associação de Assistência à Saúde dos Empregados da Copasa, autogestão com 43 mil vidas, a solução foi priorizar canais como o site, mídias sociais, whatsapp e e-mail para orientação aos beneficiários sobre o uso da telessaúde.

O superintendente executivo Reginaldo Resende destacou ainda a campanha de imunização ao H1N1 e a adoção de medidas com foco na manutenção de todos os beneficiários nos planos, suspendendo exclusões mesmo em caso de inadimplência.

Já a coordenadora de serviços de saúde da Clínica de Saúde BRB, Maria Luiza Bezerra destacou o investimento em atenção primária, com a reorganização do fluxo de atendimento e a sinergia com a saúde ocupacional.

Ela apontou os resultados de ações como o monitoramento de grupos de risco (diabéticos, gestantes, cardiopatas, bariátricos e idosos), a ampliação da teleconsulta, as realização de atendimentos nos finais de semana e feriados, acompanhamento de casos suspeitos e confirmados, emissão de receitas e pedidos médicos remotamente e a adequação do espaço físico para segurança dos pacientes e equipe.

Com estas práticas, a autogestão ampliou as consultas e atendimentos feitos pela equipe multidisciplinar e conseguiu reduzir as internações e comparecimentos ao pronto-socorro, conferindo maior segurança à saúde dos seus beneficiários.

A Unimed São Carlos, por sua vez, buscou promover ações preventivas envolvendo a comunidade local. Em parceria com a Santa Casa e a prefeitura do município, a operadora está promovendo uma testagem por amostragem junto à comunidade com o objetivo de fazer um levantamento epidemiológico da região e orientar as estratégias de combate ao coronavírus.

O vice-presidente da operadora, Ivan Carlos Linjardi, apresentou as mudanças de fluxo na unidade hospitalar, transferindo a pediatria e isolando o pronto-socorro. A estrutura de teleatendimento e teleorientação passou a ficar disponível em plantões de 12h, incluindo atendimento online por psicólogos através da telessaúde.

Para o acompanhamento dos idosos, foi criado o Programa Fique em Casa, que promoveu uma busca ativa entre os beneficiários e segue prestando orientações sobre a pandemia por telefone.

Além de salientar a importância do engajamento social, a Unimed São Carlos também investiu em testagem. Ao todo, foram disponibilizados cerca de 1,5 mil testes RT-PCR, extensivos aos colaboradores das equipes de saúde.

Vale a pena ver na íntegra o vídeo da reunião virtual realizada pela ANS:

E a sua operadora? O que está fazendo para manter as atividades dos programas de promoção da saúde durante a pandemia? O que mudou na rotina da sua equipe?

Esperamos que os exemplos citados neste artigo possam inspirar ações semelhantes para garantir a saúde e a qualidade de vida dos seus beneficiários neste momento grave e sem precedentes para o mercado de saúde suplementar.

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