Prevenção ou tratamento: qual a melhor abordagem para reduzir custos na sua operadora?


O dilema entre prevenção ou tratamento já parece estar resolvido no mercado de saúde suplementar.

Segundo a maioria dos especialistas na área, não há outra opção para as operadoras que não seja apostar na medicina preventiva como a melhor estratégia para controlar os custos assistenciais.

O problema é que montar uma estrutura voltada para a prevenção de doenças e a execução de programas de promoção da saúde sempre exige, em um primeiro momento, um investimento de tempo e dinheiro por parte da operadora.

Com o passar do tempo, contudo, o investimento inicial tende a se converter em uma redução cada vez mais significativa no número de beneficiários afetados por doenças crônicas, nos índices de hospitalização e no tempo médio de internação por paciente, entre outros indicadores.

Tudo isso graças a uma diferente abordagem da medicina, que prioriza a prevenção ao tratamento.

Por isso, antes de mais nada, é preciso ter em mente que o negócio da sua operadora é vender saúde e não suporte a doenças.

prevenção ou tratamento

Uma mudança de foco

Por muito tempo, os serviços de saúde focavam apenas em tratar e “curar” as pessoas já doentes. Não havia a ideia de que prevenir o desenvolvimento da doença ou reduzir suas complicações era uma estratégia válida.

Hoje, principalmente diante do aumento nos custos assistenciais, chegou-se ao consenso de que a medicina preventiva pode contribuir não apenas para melhorar a qualidade de vida das pessoas como também para controlar despesas desnecessárias.

Enquanto o tratamento envolve gastos com medicamentos, procedimentos cirúrgicos, internações e exames de alta complexidade, a abordagem preventiva tenta reduzir essa demanda focando no diagnóstico precoce e na adoção de hábitos saudáveis.

Os programas de prevenção funcionam dando suporte aos beneficiários, de forma a empoderá-los em relação ao cuidado com sua própria saúde, facilitando, orientando o andamento e a utilização dos serviços oferecidos pela operadora.

Com o correto levantamento do perfil epidemiológico, a operadora pode dividir os beneficiários em diversos grupos e promover ações de prevenção e incentivo aos exames preventivos.

Um exemplo prático

Para entendermos melhor a questão, veja um caso concreto onde se pode observar bem a diferença de se optar entre prevenção ou tratamento.

Imagine um indivíduo que possui casos de doença cardíaca em seu histórico familiar. O ideal é que ele faça exames rotineiros (a frequência vai depender da indicação médica) para fazer o diagnóstico precoce e prevenir algumas complicações.

Um eletrocardiograma convencional, que é feito em repouso e leva menos de um minuto, pode custar entre R$50 e R$120 para a operadora.

Em contrapartida, caso essa pessoa sofra um infarto e precise ser hospitalizada, uma diária de UTI pode ultrapassar o valor de R$ 1,2 mil. Claro que pensando no paciente com plano de saúde, ele não precisa arcar com esse custo, mas a operadora tem o compromisso de efetuar o pagamento do tratamento realizado ao hospital.

Prevenção ou tratamento: eis a questão

Para encerrar, vale a pena destacar um trecho do artigo publicado pelo médico português Luís Gouveia Andrade no site Saúde Online, abordando as dificuldades de se implantar uma abordagem preventiva nas instituições de saúde.

Apesar de ter experiência no sistema de Portugal, o Dr. Andrade faz observações muito interessantes e que podem servir perfeitamente para a realidade da saúde brasileira.

Temos (…) estratégias de prevenção altamente eficazes, com inquestionáveis benefícios financeiros e, sobretudo, para a saúde das populações, mas que continuam vítimas da inércia, da visão a curto-prazo, do desconhecimento, da relutância em fazer diferente

Como mudar?

As ferramentas existem, e são cada vez melhores. O acesso à informação, as plataformas de ensino e formação à distância encurtam distância e reduzem tempo. Desse modo, diversos programas-piloto têm conseguido excelentes resultados preventivos ultrapassando as barreiras geográficas e os constrangimentos do calendário de cada um.

O trabalho dos profissionais da saúde deve ser pensado em termos de valor e não de volume e a prevenção tem de ser tão bem coberta pelas seguradoras como o tratamento, de modo a que os profissionais se sintam confortáveis para sugerir esse tipo de programas.

A noção de que a prevenção só é válida se demonstrar reduzir custos e o tratamento apenas tem de provar ser benéfico e seguro, com escassa preocupação com o preço, tem de ser revista e ambas as estratégias devem ser avaliadas com base nos mesmos critérios e em molduras temporais mais amplas. Só assim se perceberá que prevenir, em muitos casos, é mais barato e eficaz do que tratar.

Quando, todos em conjunto, formos capazes de avaliar prevenção e tratamento em pé de igualdade, usando as mesmas métricas, esta mudança de paradigma revelar-se-á mais simples e intuitiva.

Interessante, não é? Você concorda com a visão do Dr. Andrade? Acha que é possível acelerar essa mudança no nosso sistema de saúde?

E a pergunta mais importante, que vai ajudá-lo a responder as anteriores:

Na sua operadora, a prioridade é prevenção ou tratamento?

programa de medicina preventiva

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