Pré-diabetes: como diagnosticar essa condição e prevenir o seu avanço


Para as operadoras de saúde, uma importante medida na prevenção do diabetes tipo 2 é atuar junto aos beneficiários que possuem uma condição chamada pré-diabetes.

Sabendo que os gastos com o diabetes no Brasil vão quadruplicar nos próximos dez anos, é cada vez mais importante rastrear em sua carteira de clientes os perfis de alto risco de desenvolver a doença.

Ou seja: os pré-diabéticos.

E por que é tão importante identificá-los?

Porque, de cada quatro indivíduos com pré-diabetes, um deles (25%) vai desenvolver diabetes tipo 2 no período de três a cinco anos.

E também porque, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), existem hoje mais de 35 milhões de brasileiros nessa condição.

Neste artigo você vai saber mais sobre como diagnosticar, prevenir e tratar o pré-diabetes.

Confira!

pré-diabetes

O que é pré-diabetes?

O pré-diabetes ocorre quando a pessoa apresenta níveis de glicemia acima do normal, mas ainda assim inferiores aos níveis que definem a instalação do diabetes.

Se enquadram nesta condição indivíduos com glicemia de jejum alterada (GJA) e tolerância diminuída à glicose (TDG).

Caso a pessoa apresente esses dois quadros combinados, o risco é ainda maior.

Como identificar e rastrear o pré-diabetes?

A GJA é diagnosticada pela medição do nível glicêmico após 8 horas de jejum, mas para identificar a TDG é preciso fazer um teste oral de tolerância à glicose (TTG)

Os critérios para confirmar um diagnóstico de pré-diabetes nestes dois exames podem ser encontrados em detalhes neste artigo.

O rastreamento em adultos assintomáticos deve incluir indivíduos de qualquer idade com índice de massa corporal superior a 25 kg/m2 e que apresentem um ou mais fatores de risco para diabetes tipo 2.

Apesar de não existir um padrão determinando o intervalo ideal entre os testes, recomenda-se que o rastreamento seja feito a cada três anos.

Fatores de risco que indicam pré-diabetes

Estes são os principais fatores de risco que devem ser observados ao rastrear beneficiários propensos ao pré-diabetes:

  • idade de 45 anos ou mais;
  • parentes com diabetes;
  • estar acima do peso e com acúmulo de gordura no abdômen;
  • hábitos sedentários;
  • pressão alta, mesmo controlada com medicamentos;
  • níveis baixos de colesterol HDL e/ou triglicérides elevados;
  • diabetes durante a gravidez;
  • Síndrome do Ovário Policístico (SOP).

Prevenção e controle do pré-diabetes

Para as operadoras de saúde, promover intervenções em pacientes com pré-diabetes é uma estratégia fundamental na prevenção primária do diabetes tipo 2 e de suas complicações.

Nos casos de pré-diabetes, promover mudanças no estilo de vida (mudar a alimentação, praticar exercícios, parar de fumar) é forma mais recomendada para reduzir o risco de evolução para diabetes.

Estudos já demonstraram que a intervenção medicamentosa também é efetiva, mas seu benefício não é maior do que a adoção de hábitos saudáveis.

Um desses estudos foi feito indivíduos acompanhando indivíduos com sobrepeso ou obesidade e pré-diabetes na Finlândia.

Os pacientes foram submetidos a uma intervenção que visava reduzir no mínimo 5% no peso por meio de atividade física moderada (pelo menos 150 minutos por semana), redução na ingestão de gorduras e aumento no consumo de fibras.

Três anos depois, os indivíduos apresentaram uma queda de 58% no índice de evolução para diabetes tipo 2, na comparação com o grupo de controle.

Mudança de hábito antes dos remédios

Outro estudo foi realizado nos EUA e demonstrou que a redução na incidência de diabetes devido à mudanças na dieta e na prática de atividades físicas foi maior do que a alcançada pelo uso de medicamentos.

Entretanto, nem todos os pacientes conseguem controlar o pré-diabetes apenas com boa alimentação e exercícios, e acabam progredindo para o diabetes tipo 2.

Nesses casos, as intervenções farmacológicas tornam-se necessárias.

Atualmente, a droga mais indicada para a prevenção do diabetes é a metformina, devido a seu baixo custo, fácil disponibilidade e segurança para o paciente.

Mas o impacto da medicação sobre os fatores de risco para doenças cardiovasculares ainda não é tão claro.

Isso quer dizer que os benefícios e o custo-efetividade a longo prazo do tratamento farmacológico precoce do pré-diabetes ainda não são totalmente comprovados.

Por isso reforçamos a importância de promover a mudança de hábito entre os beneficiários identificados como pré-diabéticos.

Seja por meio de campanhas de conscientização ou convidando-os a participar de programas de promoção da saúde organizados pela sua operadora.

O importante é descobrir quem são eles e agir de forma proativa, evitando que o quadro de pré-diabetes evolua.

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