Por que sua operadora deve investir em programas de atenção domiciliar


Atenção Domiciliar

Um diferencial dentro da estratégia de medicina preventiva de uma operadora de saúde são os programas de atenção domiciliar. Neste modelo de atendimento a equipe de saúde acompanha o paciente por meio de visitas periódicas de enfermeiros e outros profissionais à sua residência. Fundamentais para cuidar de indivíduos com limitações físicas de autocuidado ou de acesso aos serviços de saúde, os programas de atenção domiciliar também são importantes ferramentas para reduzir os índices de hospitalização e os custos gerados pelas internações.

Ao deixar o paciente próximo da família, com um cuidador que ele conhece e em um ambiente ao qual está acostumado, os programas de atenção domiciliar podem acelerar o processo de recuperação no caso de enfermidades agudas e melhorar a qualidade de vida de doentes crônicos. Além disso, o simples fato de manter o paciente longe do ambiente hospitalar já contribui para reduzir consideravelmente o risco de infecções.

As vantagens para todos os envolvidos no processo – paciente, família e operadora – são evidentes. Por isso, certifique-se de que sua operadora disponibiliza este serviço a todos os seus beneficiários e mantém uma equipe multidisciplinar capacitada e bem equipada para atender em domicílio. O investimento vale a pena. Segundo estudos de administração em saúde, o custo médio de uma internação hospitalar é cerca de quatro vezes maior que o custo médio da internação domiciliar.

Este vídeo faz um resumo rápido e acessível do que é a atenção domiciliar. Confira:

A quem se destina a atenção domiciliar?

Podemos dividir os usuários de cuidados domiciliares em três perfis:

Internação domiciliar: são aqueles pacientes sem perspectivas terapêuticas e com doenças de base em estágio avançado. Envolve basicamente cuidados paliativos, visando a manutenção da qualidade de vida e a desospitalização.

Internação domiciliar transitória: são pacientes internados para tratar quadros agudos, com perspectiva de alta. Geralmente têm necessidade de medicação endovenosa no domicilio para dar continuidade ao tratamento iniciado no hospital. Também inclui a aplicação de curativos em domicílio para a recuperação de lesões.

Suporte domiciliar: são pacientes crônicos, com limitações de diferentes níveis. Geralmente têm idade avançada e dificuldades para se locomover. Muitos dependem de auxilio de equipamentos para respirar, mas têm estabilidade suficiente para permanecer em domicilio. O objetivo, neste caso, é evitar internações.

Estes três grupos abrangem doenças crônicas e degenerativas, como tumores em fase avançada, mal de Alzheimer, acidentes vasculares, traumatismos, diabetes, insuficiência respiratória e doenças cardíacas compensadas. Cerca de 90% dos pacientes atendidos em domicílio tem mais de 60 anos.

Sem a opção de contar com a atenção domiciliar, os beneficiários dos dois primeiros grupos necessariamente estariam internados em hospitais. No caso do grupo de suporte domiciliar, o risco de internação hospitalar é proporcional à evolução do quadro clínico da doença.

Critérios de ingresso

A prioridade é sempre para os idosos, mais suscetíveis ao adoecimento e muitas vezes portadores de doenças crônicas que demandam cuidados prolongados. Mas, mesmo havendo um critério de elegibilidade pela faixa etária, outros fatores podem definir o ingresso do beneficiário em um programa de atenção domiciliar, como tempo de internação prolongado ou alta utilização de recursos hospitalares.

De maneira geral, o serviço deve ser disponibilizado a portadores de condições crônicas degenerativas e neurológicas, pacientes com alto grau de dependência de cuidados de terceiros ou mesmo com semidependência, adultos portadores de necessidades especiais, pacientes em cuidados paliativos (fase terminal), pacientes com limitação funcional (fraturas de fêmur, por exemplo) e ainda pacientes com necessidade de intervenções específicas (antibioticoterapia, curativos).

O beneficiário pode aderir ao programa de atenção domiciliar por indicação médica, por demanda espontânea (dele ou de seu responsável) ou mesmo depois de um processo de auditoria que vai analisar suas contas hospitalares e encaminhá-lo ao programa.

Outra forma de ingresso se dá por meio de uma análise dos dados da operadora, usando um software especializado. A equipe de coordenação poderá trabalhar com dados sobre a saúde dos beneficiários para cadastrá-los no programa. Entre os dados que podem ser utilizados estão o número de ocorrências relacionadas a especialidades como cardiologia, pneumologia e endocrinologia, bem como a frequência destas ocorrências, a realização de algum procedimento ou exame que exija internação ou mesmo os custos recorrentes em internações hospitalares.

Equipe e infraestrutura

O quadro de profissionais necessário para o bom funcionamento de um programada de atenção domiciliar envolve diversas especialidades. O núcleo básico é composto por enfermeiros e técnicos de enfermagem, mas também devem incluir  médicos, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e farmacêutico.

Entre os serviços realizados por estes profissionais estão a aplicação de medicamentos, avaliação e orientação para curativos, soroterapia, entre outros.  Eles devem estar capacitados para atender quadros clínicos complexos, que necessitam de equipamentos específicos e de acompanhamento 24 horas. Muitos dos pacientes necessitam de ventilação mecânica, BIPAP, CIPAP, nutrição parenteral e outros cuidados especiais.

Muitas operadoras montam suas equipes de atenção domiciliar mesclando pessoal próprio e contratos com cooperativas de profissionais ou mesmo profissionais autônomos. Há uma razoável oferta de formação na área, com o objetivo de melhor adaptar os trabalhadores a esta modalidade de atendimento.

Para funcionarem de forma eficaz, os cuidados domiciliares também dependem de uma boa infraestrutura e logística. Isso se torna ainda mais fundamental quando se trata de internação domiciliar, o que envolve muitas vezes prótese respiratória e outros equipamentos de maior densidade tecnológica.

Neste aspecto também é interessante contar com um software para auxiliar no gerenciamento do time multidisciplinar. Com o uso de um sistema especializado, o gestor pode controlar todos profissionais nas suas visitas domiciliares para garantir a eficiência logística do programa. É possível, por exemplo, analisar as visitas por região para evitar custos desnecessários de deslocamento das equipes. Assim cada time pode se organizar e planejar seu roteiro acompanhado remotamente pelo gestor.

Também é importante que todas as equipes estejam conectadas online com o sistema, mesmo quando em trânsito, para poderem lançar os dados durante a visita. Isso é essencial para manter a fidelidade dos dados.

O papel da família

A participação e o apoio dos familiares é de fundamental importância para melhora das condições de saúde e qualidade de vida do assistido. Por isso, um dos objetivos dos programas de atenção domiciliar é capacitar o indivíduo e sua família para que sejam capazes de cuidarem de si, sozinhos.

A equipe de atendimento deve sempre procurar orientar os familiares e cuidadores dos pacientes quanto ao uso correto de medicamentos, curativos e outros cuidados necessários. Ao assistir e apoiar a família, ajudando-a a assumir as atribuições com o familiar doente, os profissionais estarão capacitando cuidadores domiciliares leigos para atenção à saúde. A ideia é transferir tecnologias de cuidado aos familiares para que eles possam se tornar cuidadores autônomos.

 

Neste post resumimos algumas das características principais dos programas de atenção domiciliar. Mas há muito mais a explorar dentro dessa modalidade de atendimento. Cabe à sua operadora tomar a iniciativa, conhecer bem seu universo de beneficiários e desenvolver ações eficazes para atendê-los da melhor forma possível em seus lares, dentro de um conceito de desospitalização e humanização dos cuidados.

Foto: CQCJoe D Miles – ImageCapture

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