Parto prematuro: o que sua operadora pode fazer para prevenir?


Parto prematuro: o que sua operadora pode fazer para prevenir?

Uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil, o parto prematuro pode trazer resultados adversos para a saúde do bebê e da mãe por até três anos após o nascimento. Além disso, por envolver medicação, tratamento hospitalar e tratamento ambulatorial, os partos prematuros implicam em um aumento significativo nos custos assistenciais.

A taxa de prematuridade no Brasil é de 11,5% quase duas vezes superior aos índices registrados em países europeus. Isso significa que, a cada ano, cerca de 351.750 crianças nascem antes da gestação completar 37 semanas. Uma média de 964 por dia, aproximadamente sete partos prematuros a cada 10 minutos. É o que aponta a nova edição da pesquisa “Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento”, organizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp-Fiocruz) e divulgada em dezembro de 2016.

Segundo os pesquisadores da Fiocruz, muitos destes casos decorrem de uma prematuridade iatrogênica, ou seja, bebês retirados sem indicação, em mulheres com cesarianas agendadas ou com avaliação incorreta da idade gestacional. No Brasil, quase todos os partos prematuros (90%) ocorrem por cesariana sem trabalho de parto, enquanto nos países desenvolvidos essa taxa é de 30%.

Quanto às formas de ocorrência, a prematuridade espontânea (com ou sem ruptura de membranas) correspondeu a 59% dos casos, enquanto a prematuridade terapêutica (provocada por indução do parto ou cesariana anteparto) foi de 41%. Na avaliação dos pesquisadores, a taxa de prematuridade no Brasil é elevada e ocorre na maioria das vezes de forma espontânea, mas apresenta alta frequência de início por intervenção médica, predominantemente por cesariana anteparto, com menos de 10% de indução do trabalho de parto.

A pesquisa também constatou que a prematuridade terapêutica é geralmente associada à assistência privada para o parto e à gravidez em idade avançada, condições características de populações que apresentam melhor nível de emprego formal, escolaridade e renda.

Prevenindo o parto prematuro

A pesquisa da Fiocruz apontou que as intervenções obstétricas no parto  – especificamente as cesarianas têm cada vez mais efeito no aumento da taxa de prematuridade no país. O Brasil tem a maior taxa de cesarianas do mundo, correspondendo atualmente a 56% dos partos e a quase 90% no setor privado, o que leva a supor que essas cirurgias estão sendo realizadas por motivos não clínicos.

De acordo com os resultados da pesquisa, 45% das cesarianas são realizadas em mulheres de baixo risco, sem nenhuma complicação obstétrica e que, simultaneamente, tornaram-se mães de recém-nascidos saudáveis.

Diante de um quadro como este, fica claro que a redução do número de partos prematuros deve ser uma meta a ser priorizada pelos gestores de operadoras de saúde. E há muito o que se pode fazer dentro da estratégia de medicina preventiva para atingir esta meta.

Em primeiro lugar: informação. É essencial garantir que, dentro do seu universo de beneficiários, todas as mulheres em idade reprodutiva sejam informadas dos riscos do parto prematuro e das cesarianas eletivas. Organize campanhas de conscientização sobre o parto natural e sobre a importância de um bom acompanhamento pré-natal.

Produza material impresso (folders, cartihas, cartazes et.) e invista também nos meios eletrônicos (e-mail, redes sociais, whatsapp). Além de informações sobre o desenvolvimento da gravidez e dos tipos de parto, este material pode conter também orientações para a prevenção do parto prematuro.  

Medidas de prevenção

Basicamente, há algumas recomendações essenciais para prevenir um nascimento prematuro. São atitudes simples, mas muito importantes para garantir uma gravidez sem problemas. Se sua operadora conseguir conscientizar as beneficiárias a respeito destas sete dicas, já estará avançando direção de reduzir os índices de prematuridade e controlar um importante fator de elevação dos custos assistenciais. São elas::

  • Abster-se de bebidas alcóolicas
  • Manter uma dieta equilibrada e nutritiva
  • Praticar atividade física
  • Checar os níveis de vitamina B12
  • Manter a vacinação em dia
  • Revelar ao obstetra seu histórico de saúde
  • Tomar ácido fólico

Grupos de apoio a gestantes

Outra forma de acompanhar de perto o desenvolvimento da gestação de suas beneficiárias e garantir que elas tenham contato com as medidas de prevenção do parto prematuro é organizar grupos de apoio a gestantes. Por meio de reuniões periódicas, elas terão a oportunidade de trocar experiências e, com isso, reduzir a ansiedade e sanar algumas dúvidas com relação à gravidez e ao trabalho de parto.

Com o acompanhamento de um grupo multidisciplinar de profissionais, que geralmente inclui médicos, enfermeiros e psicólogos, é possível passar as informações sobre os riscos da prematuridade com mais eficiência e atenção. Todos os encontros devem também ser abertos aos pais, oferecendo a oportunidade de familiarizar o casal e em especial, os pais de primeira viagem com todos os aspectos que envolvem a gravidez.

Se você é gestor de uma operadora de saúde e deseja implantar este tipo de iniciativa, ou mesmo aprimorar as ações dos grupos de apoio à gestante já existentes, não deixe de ler o e-book “Como organizar um programa de cursos para gestantes”, que o Previva oferece para download gratuito.

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