Obesidade infantil: investir na prevenção é apostar no futuro


combate à obesidade infantil

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há hoje no mundo cerca de 41 milhões de crianças menores de cinco anos com sobrepeso ou obesidade. Na faixa entre cinco e nove anos, a obesidade atinge 15% das crianças brasileiras, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os adolescentes na faixa de 12 a 17 anos, 17,1% apresentam sobrepeso e 8,4% são obesos, de acordo com o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), divulgado em 2016.

Apesar desses números traçarem um panorama sombrio sobre a saúde da população brasileira nos próximos anos, é importante lembrar que a obesidade é uma condição reversível. Um trabalho focado na sua prevenção desde os primeiros anos de vida vai resultar em benefícios futuros, na forma de redução de custos assistenciais para a operadora e mais qualidade de vida para seus beneficiários.

Os riscos da obesidade infantil

A importância de organizar ações de medicina preventiva focadas no combate à obesidade infantil fica clara se lembrarmos que esta condição está ligada a fatores de risco cardiovasculares e metabólicos, como elevação na pressão arterial e nos índices de triglicerídeos.

Da mesma forma que os adultos, uma criança obesa tem aumento nos índices de colesterol total e de baixa densidade (LDL-C), aliado a uma redução nos índices de colesterol de alta densidade (HDL-C).

Por aumentar a resistência a insulina, o sobrepeso ou a obesidade na infância também são fatores preponderantes para o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e complicações na carótida na idade adulta.

O que sua operadora pode fazer?

O caminho para a prevenção da obesidade em crianças e jovens passa necessariamente pela conscientização sobre a importância da atividade física e da alimentação adequada, de forma a incentivá-los a construir uma rotina de hábitos saudáveis.

Para que isso aconteça de forma efetiva, a participação da família – e a própria conscientização dos pais – se faz necessária. Segundo analistas do mercado de saúde suplementar, a falta de orientação e o desconhecimento da população quanto à manutenção de bons hábitos alimentares é hoje uma das principais ameaças aos planos de saúde.

Dentro da sua estratégia de medicina preventiva, uma operadora de saúde pode promover ações específicas voltadas aos filhos e dependentes dos beneficiários ou até mesmo criar programas específicos para atender jovens com problemas de peso, indicados pelo pediatra.

Nesse contexto, é fundamental contar com a participação de uma equipe de profissionais que inclui nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e educadores físicos, que devem atuar como um suporte ao médico pediatra no acompanhamento do paciente.

Grupos de apoio

Com a formação de grupos de apoio, a operadora tem a oportunidade de abordar diversas questões importantes, como alimentação adequada, cuidados com a saúde, atividade física, compulsão alimentar, ansiedade, depressão e bullying.

Para tratar desses temas, os organizadores do programa podem oferecer palestras com profissionais de saúde, coordenar discussões para que os jovens possam trocar experiências, promover oficinas para preparação de receitas saudáveis, além de produzir material informativo na forma de impressos, mídias sociais ou vídeo.

Reeducação alimentar

Informar e esclarecer sobre a importância de uma dieta saudável para a manutenção do peso é um dos pilares de qualquer programa de combate à obesidade. No caso das crianças e jovens, muitas vezes a reeducação alimentar deve ser direcionada para toda a família.

Os pais devem aprender a se alimentar bem se quiserem que seus filhos façam o mesmo, assumindo a responsabilidade de escolher os alimentos mais adequados, estabelecer horários definidos para as refeições, desestimular os “beliscos” e a compulsão.

Confira algumas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria para reeducação alimentar de crianças obesas:

  • Ao invés de proibir alimentos, o melhor é controlar a porção a ser ingerida
  • Estabelecer horários fixos e cinco ou seis refeições diárias com um intervalo de três horas entre elas
  • Comer devagar e em local tranquilo, longe da televisão, videogame ou computador
  • Diminuir gradualmente a ingestão de líquidos durante as refeições, oferecer um copo de suco, no máximo. Preferir sempre os sucos da fruta, que contêm mais vitaminas e sais minerais
  • Utilizar menos óleo na preparação dos alimentos. Preferir pratos assados ou grelhados. Diminuir a quantidade de alimentos gordurosos e de frituras.
  • Aprender a ler a tabela dos alimentos e a evitar os mais calóricos e os ricos em gordura
  • Incentivar o consumo de frutas (com casca, sempre que possível), verduras e evitar consumo de alimentos congelados e pré-prontos
  • Cuidar da apresentação do prato, para favorecer o paladar
  • Estimular a criança a tomar bastante água ao longo do dia, inclusive na escola.
  • Retirar o saleiro da mesa
  • Evitar refrigerantes, que, além de conterem muito açúcar, prejudicam a saúde dos ossos, causam irritabilidade gástrica e cáries.

Atividade física

Outro aspecto essencial para o sucesso de um programa de controle da obesidade infantil é o estímulo à prática regular de atividades físicas. As crianças têm necessidades específicas de se movimentar que envolvem não apenas o controle do peso, mas seu próprio desenvolvimento neuro-motor. Isso faz com que ficar parado na frente da TV definitivamente não seja uma opção para os pais que se preocupam com o futuro da saúde dos filhos.

Além de palestras com orientações sobre as mais diversas formas de praticar atividades físicas de forma saudável, sua operadora também deve promover constantemente eventos ao ar livre, com atividades de lazer e entretenimento capazes de atrair a atenção dos mais jovens. Tais eventos são ambientes ideais para transmitir informações sobre atividades físicas e estimular sua prática envolvendo toda a família.

É importante lembrar que cada faixa etária tem atividades específicas que podem ser desenvolvidas, de acordo com recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria. A partir dos cinco anos, quando as crianças começam a aprender as habilidades específicas de cada prática, elas se beneficiam dos esportes coletivos, da ginástica artística e das danças em geral. Até os sete anos deve-se oferecer opções para a criança exercitar as habilidades básicas: correr, saltar, arremessar, segurar, chutar. Natação, corrida, salto, futebol, capoeira, surfe e danças são boas sugestões.

Dos sete aos dez ela pode fazer atividades com velocidade e combinação das habilidades anteriores. E a partir dos 11 deve-se escolher a modalidade levando em conta o tipo e a carga do exercício físico. Como regra geral, as atividades físicas recreativas são indicadas após os sete anos de idade e as competições, após os 13.

Obesidade se combate na infância

Se sua operadora ainda não se dedica a reduzir a incidência da obesidade infantil entre seus beneficiários, nunca é tarde para começar. Inspire-se nas informações contidas neste post e mobilize seu departamento de medicina preventiva para criar um programa voltado a esse público. Para saber mais, baixe grátis o e-book “Como montar um programa de combate à obesidade” e mãos à obra!

 

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