A relação entre obesidade e desnutrição


obesidade e desnutrição

Quando se fala em obesidade logo imaginamos uma série de quadros patológicos comumente associados ao excesso de peso: diabetes, hipertensão, apnéia do sono, osteoartrite, entre outros. Mas o que muita gente não sabe é que grande parte das pessoas obesas também podem estar desnutridas, mesmo consumindo alimentos em excesso.

De acordo com o Relatório Global de Nutrição de 2016, o mundo enfrenta hoje níveis muito severos de obesidade e desnutrição, com centenas de milhões de pessoas apresentando distúrbios nutricionais por terem muito açúcar, sal ou colesterol no sangue. “Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma”, diz Lawrence Haddad, um dos responsáveis pela pesquisa.

Estar desnutrido não significa apenas não ter acesso a alimentos em quantidade suficiente. O que caracteriza a desnutrição é um desequilíbrio entre a ingestão e a capacidade do organismo de absorver corretamente nutrientes essenciais. No caso dos obesos isso acontece devido a hábitos alimentares errados, que na maior parte das vezes combinam uma deficiência de micronutrientes (vitaminas e minerais) com a ingestão dos chamados antinutrientes (como o glúten). Essa carência ocorre tanto em adultos quanto em crianças, e pode envolver a falta de vitaminas do complexo B, selênio, ácido fólico, vitamina A, por exemplo.

Como a maioria dos obesos tem uma dieta inadequada – ingerindo uma grande quantidade de alimentos pobres em nutrientes em detrimento de frutas, verduras e grãos integrais – a relação entre obesidade e desnutrição tem se tornado cada vez mais comum. Por participarem do metabolismo energético e da produção de insulina, os micronutrientes têm grande influência no aumento ou diminuição do peso. Estudos recentes demonstram que a deficiência de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais dificulta a perda de peso e favorece o ganho de gordura corporal.

Alguns dos sintomas que podem ser indicativos de desnutrição em uma pessoa obesa são a sensação de cansaço frequente, a diminuição do ritmo de crescimento (em crianças), infecções recorrentes, mau humor, alteração do funcionamento intestinal, enfraquecimento de unhas e cabelos e queda capilar. De qualquer forma, a confirmação de um quadro patológico que associa obesidade e desnutrição só pode ser feita por meio de exames laboratoriais.

Como reduzir os índices de obesidade e desnutrição

Além dos males mais comuns causados pelo excesso de peso, uma pessoa obesa que tem uma dieta pobre em nutrientes torna-se mais suscetível a vários tipos de infecções a afecções devido ao enfraquecimento do sistema imunológico. É por isso que as operadoras de saúde estão investindo cada vez mais em ações de reeducação alimentar para diminuir a incidência da obesidade entre seus beneficiários.

Especialistas em nutrição afirmam que investir em educação alimentar pode evitar gastos dez vezes maiores em atenção médica no futuro. As intervenções para enfrentar precocemente o problema têm custo muito mais baixo do que o tratamento das consequências da desnutrição, considerando despesas com remédios e internações hospitalares. Segundo a pesquisa Overcoming obesity: An initial economic analysis, lançada em 2014 pela consultoria McKinsey Global Institute, a obesidade causa no Brasil um prejuízo equivalente a 2,4% do PIB nacional, o que significa algo em torno de R$ 110 bilhões.

Iniciativas como o Grupo Viva Leve, organizado pela São Francisco Saúde Plena de Ribeirão Preto (SP), ou o programa Viva Mais Leve, promovido pela Servmed Saúde de Blumenau (SC), são exemplos de como é possível organizar ações de medicina preventiva e promoção à saúde capazes de reduzir os índices de obesidade e desnutrição por meio da informação e do acompanhamento profissional.

Tais programas devem ser realizados por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. Entre as ações que podem ser realizadas estão avaliações metabólicas, exames antropométricos e clínicos, além de palestras e workshops para disseminar boas práticas alimentares e promover a troca de experiência entre os participantes.

Para garantir a eficácia e a abrangência das ações é recomendável que a coordenação destes programas seja feita por meio de um sistema automatizado capaz de identificar os beneficiários em situação de risco devido a obesidade e desnutrição, além de monitorar a evolução de seus indicadores de saúde e possibilitar um acompanhamento personalizado. O uso de um software especializado em gestão de programas de promoção à saúde – como o Previva – é a forma mais indicada para obter os melhores resultados nas ações voltadas à reeducação alimentar, garantindo mais qualidade de vida para os beneficiários e economia de custos para as operadoras.

Sua operadora também promove programas desse tipo? Como eles estão contribuindo para reduzir os índices de obesidade e desnutrição entre seus associados? Compartilhe conosco sua experiência!

Entre em contato

Solicite uma demonstração ou deixe sua mensagem

Ficou com dúvida sobre o Previva?