Obesidade: como sua operadora pode combater o avanço desta epidemia

Como sua operadora pode combater o avanço da obesidade

Segundo relatório publicado em janeiro de 2017 pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a obesidade já atinge 20% da população adulta no país e mais da metade dos brasileiros apresenta sobrepeso.

No universo da saúde suplementar a situação é a mesma. De acordo com o estudo Vigitel Saúde Suplementar, divulgado em fevereiro, 52,3% dos beneficiários de planos de saúde têm Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 25 kg/m². Os dados da pesquisa foram colhidos em 2015.

Na comparação com 2008, quando o estudo foi realizado pela primeira vez, esse índice já avançou 5,8 pontos porcentuais. No mesmo período, o número de beneficiários considerados obesos (com IMC maior ou igual a 30 kg/m²) também aumentou: foi de 12,5% para 17%.

Tais números preocupam os gestores das operadoras, que cada vez mais estão repensando seus programas de promoção da saúde no sentido de priorizar a adoção de hábitos mais saudáveis por parte dos beneficiários.

Nesse sentido, o tratamento da obesidade deve passar primeiro por um processo reeducação de forma a reduzir a necessidade de intervenções com drogas moderadoras de apetite ou mesmo cirurgia bariátrica.

Esta abordagem mais preventiva, além de resultar em uma melhoria na qualidade de vida dos beneficiários, representa também uma importante economia para as operadoras de saúde. O avanço da obesidade vem pressionando tanto os custos no setor, que em alguns países cogita-se até que as pessoas obesas comecem a pagar mais pelos planos de saúde.

A obesidade custa ao Brasil 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), estimou um estudo internacional conduzido pelo McKinsey Global Institute em 2014. Em nível mundial, esse índice chega a 2,8%, o equivalente a R$ 5,2 trilhões. Nos EUA – um dos países mais afetados pela epidemia de obesidade – a questão é tão importante que a própria primeira-dama Michelle Obama foi “garota propaganda” do principal programa governamental para deter a obesidade infantil.

Doenças causadas pela obesidade

Considerada uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de hipertensão, intolerância à glicose, elevados níveis de lipídios, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoartrite e alguns tipos de câncer (endometrial, de mama e cólon).

Recomendamos a leitura do artigo “Doenças Desencadeadas e Agravadas pela Obesidade”, onde a Dra. Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), explica com detalhes como a ocorrência destas e outras doenças está ligada ao excesso de peso.

Para os gestores da área de medicina preventiva, é importante conhecer bem as comorbidades mais frequentes para orientar a execução dos programas de diagnóstico precoce, além de identificar os beneficiários que podem se beneficiar com a perda de peso. Muitas dessas comorbidades estão diretamente associadas a doenças cardiovasculares, com impacto direto no aumento dos índices de incapacidade funcional, na redução da expectativa de vida e no aumento da mortalidade.

O que sua operadora pode fazer

Estudos epidemiológicos têm confirmado que a perda de peso leva à melhora da maior parte destas doenças, reduzindo os fatores de risco e a mortalidade. Portanto, o foco deve estar na promoção de hábitos que levem ao emagrecimento e à manutenção do peso saudável.

Especialistas apontam o alto consumo de alimentos processados, o baixo estímulo em educação alimentar e o sedentarismo como os principais fatores que levam ao aumento da obesidade no país. E é por aí que sua operadora deve agir. Busque desenvolver programas que envolvam ações educativas focadas em solucionar cada um destes três problemas principais.

Segundo dados da pesquisa Vigitel, ainda são poucas as operadoras que oferecem programas de prevenção e promoção à saúde voltados ao combate à obesidade. Em todo o país há apenas 1.481 programas em execução, ofertados por 379 das operadoras de planos de saúde (34% do total).

Para fazer parte desse grupo e oferecer este diferencial a seus beneficiários, sua operadora pode começar adotando algumas práticas que sugerimos no e-book “Como montar um programa de combate à obesidade”. Ele pode ser baixado gratuitamente na seção de conteúdos do nosso blog, onde você encontra diversos outros e-books voltados para aprimorar a aplicação da medicina preventiva na saúde suplementar.

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