Número de teleconsultas feitas por planos de saúde na pandemia já ultrapassa 3 milhões


De acordo com dados da da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), as operadoras de saúde filiadas à entidade já realizaram mais de 3 milhões de teleconsultas desde o início da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020.

O levantamento feito pela Abramge mostra ainda que 90% dos pacientes atendidos com recursos de telemedicina puderam resolver seus problemas de saúde sem a necessidade de consultas presenciais. 

Com isso, evitou-se a exposição de milhões de pessoas a ambientes médico-hospitalares, reduzindo o risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Os números demonstram que a telemedicina e as teleconsultas deixaram de ser uma “tendência do futuro” e rapidamente se tornaram uma realidade no dia-a-dia da saúde suplementar brasileira. 

Em artigo publicado em julho de 2021 no site Veja Saúde, o presidente da Abramge, Renato Casarotti, faz uma avaliação otimista desse movimento que praticamente obrigou as operadoras de saúde a modernizarem seu atendimento nos últimos meses.

“Pode-se dizer que o sucesso da telessaúde impulsionou não apenas o modelo de atendimento focado na atenção primária, mas também o comportamento das pessoas quanto à adoção da saúde digital”, avalia Casarotti. 

Mais de 75 mil vidas salvas pela tecnologia

Uma pesquisa mais abrangente, feita pela Saúde Digital Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital), avaliou o uso da telemedicina em todo o sistema de saúde brasileiro e chegou à conclusão de que mais de 75 mil mortes foram evitadas apenas com as teleconsultas. 

De acordo com o levantamento, mais de 7,5 milhões de atendimentos via telemedicina foram realizados no país entre 2020 e 2021, envolvendo 52,2 mil médicos. Entre esses atendimentos, 1% foram considerados fundamentais para o salvamento de vidas.  

Outro dado importante é que 87% dos atendimentos foram de atenção primária, o que contribuiu para evitar idas desnecessárias a consultórios e hospitais. Somente após uma teleconsulta inicial e a realização de exames, os pacientes que realmente necessitavam eram encaminhados a uma unidade hospitalar. 

Com isso, não apenas milhares de vidas foram salvas, como mais de 6,5 milhões de idas desnecessárias ao pronto-socorro foram evitadas.

Regulamentação urgente

Diante das experiências bem sucedidas com as teleconsultas, tudo indica que a adoção de tecnologias para o atendimento remoto de pacientes não deve parar com o fim da pandemia. 

Por isso mesmo, tanto a Abramge quanto as demais entidades representativas das operadoras de saúde, consideram fundamental uma regulamentação definitiva da telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A regulamentação atual foi determinada em março de 2020 pela portaria nº 467 do Ministério da Saúde, que permitiu a utilização desses recursos em caráter provisório e emergencial apenas no contexto da pandemia.

A regulamentação definitiva da telemedicina está em discussão no Congresso Nacional, mas o CFM tem se mostrado contrário à sua adoção na atenção primária, defendendo sua liberação apenas para consultas de retorno.

No entanto, grande parte dos profissionais e das prestadoras de serviços de saúde consideram que essa deve ser uma decisão tomada pelo médico, com a anuência do paciente. 

“Cabe a cada profissional, especialmente ao médico, avaliar se a consulta realizada à distância com o uso de tecnologia é adequada ou não. É essa autonomia de escolha que deve nortear o ato de cuidar das pessoas”, afirma Eduardo Cordioli, presidente da Saúde Digital Brasil. 

Teleconsultas avançam na pandemia

Mas enquanto as operadoras aguardam uma regulação definitiva da telemedicina, essa tecnologia mostra que realmente veio para ficar. 

A procura pelas teleconsultas vem crescendo a cada dia e os últimos dados da Abramge indicam que o número de atendimentos em abril de 2021 foi 14,4% maior na comparação com o mês anterior.

É importante lembrar que o levantamento levou em conta apenas as operadoras associadas à entidade, que juntas atendem 9 milhões de beneficiários em todo o país.

De acordo com José Luciano Monteiro, coordenador do comitê de Telemedicina da Abramge, o avanço da telemedicina tem sido impulsionado não apenas pela pandemia, mas também pelo movimento de transformação digital que atinge todos os setores da economia global.  

Além disso, ele ressalta que a adoção e a popularização das teleconsultas trouxeram duas vantagens importantes para as operadoras: economia de tempo e redução de custos (inclusive para os beneficiários dos planos de saúde).

Sua operadora está preparada?

Da mesma forma que outros setores da sociedade, as operadoras de saúde suplementar também foram pegas de surpresa pela pandemia de Covid-19.

O fato é que, mesmo antes da chegada do novo coronavírus, a regulamentação da telemedicina já estava prevista para acontecer em 2020.

Mas o que as operadoras não esperavam era uma nova realidade no atendimento médico-hospitalar causada pela necessidade de distanciamento social decorrente da pandemia.

Quem acreditava que teria tempo para se adaptar e implantar a teleconsulta de forma lenta e gradual se surpreendeu com a explosão da demanda por atendimento de saúde remoto.

Isso fez com que muitas operadoras fossem pegas desprevenidas por essa demanda. Tanto que alguns planos de saúde ainda estão organizando sua estrutura para poder oferecer o serviço de consultas à distância. 

Desde abril de 2020, quando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) obrigou as operadoras a oferecer essa modalidade de atendimento aos beneficiários, muitos gestores se viram em uma verdadeira corrida contra o tempo para implantar a telemedicina.  

Previva telemedicina: uma solução prática e eficiente

Foi pensando nessa necessidade que nós, do Previva, estamos oferecendo ao mercado uma plataforma simples e eficaz para a implantação das teleconsultas em operadoras de saúde. 

Com toda a expertise adquirida por meio da nossa plataforma de gestão de medicina preventiva, desenvolvemos uma solução que pode ser implantada rapidamente, com facilidade de utilização, ganhos operacionais significativos e uma redução média de 63% nos custos.

Ao implantar o Previva Telemedicina, além de contar com uma plataforma dedicada para a realização dos atendimentos remotos, sua operadora ganha agilidade para a marcação das teleconsultas com o auxílio de um verificador de sintomas com inteligência artificial (IA)  

Com o apoio desse software, a triagem pode ser conduzida por telefone por um enfermeiro ou mesmo ser feita de forma inteiramente automática, por meio de um formulário online com perguntas para o paciente.  

Depois da avaliação pelo sistema de IA, o sistema marca a consulta com o médico mais indicado para cada caso (especialista ou clínico geral) e comunica o paciente.

Além da teleconsulta individual por vídeo, também é possível agendar sessões em grupo ou fazer o atendimento pelo telefone, para quem não tem condições de utilizar recursos de videochamada.

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