Por que investir no monitoramento remoto de pacientes?


monitoramento remoto de pacientes

Em um cenário onde as operadoras de saúde precisam buscar novas estratégias para racionalizar seus custos operacionais, a tecnologia de monitoramento remoto de pacientes surge como uma ferramenta de imenso potencial para garantir o bem-estar dos beneficiários, facilitando o acompanhamento de portadores de doenças crônicas e reduzindo consideravelmente a necessidade de hospitalização.

Com os avanços na área de sistemas embarcados e tecnologias sem fio tornou-se possível desenvolver equipamentos que realizam tarefas essenciais para monitorar a saúde de um paciente aliando baixo custo, consumo reduzido de energia e uma grande variedade de funcionalidades.

Diante das possibilidades oferecidas pela tecnologia muitas operadoras estão investindo em programas de monitoramento remoto de pacientes visando a redução dos custos assistenciais e a manutenção da qualidade de vida dos beneficiários. O principal foco são os portadores de doenças crônicas, em especial hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Entre as ferramentas utilizadas nestes programas estão os chamados wearables, dispositivos tecnológicos que podem ser usados como peças de vestuário conectadas com a internet, transmitindo em tempo real atualizações sobre o estado saúde do paciente. São pulseiras, colares ou relógios que enviam automaticamente um sinal para a equipe de saúde caso algum indicador fuja dos parâmetros de controle. Com isso é possível evitar uma série de complicações decorrentes da falta de atendimento, tomando as medidas necessárias o mais rapidamente possível e diminuindo consideravelmente os índices de hospitalização.

O monitoramento remoto da saúde é particularmente indicado para o caso de idosos e pacientes vulneráveis. Atualmente já existem aplicativos para smartphones capazes de monitorar informações como pressão arterial, batimento cardíaco, nível de glicose, quantidade de oxigênio no sangue, entre outros indicadores gerais de saúde. A integração destes aplicativos com gadgets como smartwatches e outros tipos de wearables tem permitido o monitoramento mais eficaz destes pacientes sem que eles precisem sair do conforto de seus lares.

Economia e qualidade de vida

Em 2014, a operadora de saúde norte-americana Geisinger Health Plan (GHP) fez um estudo para monitorar remotamente durante 70 meses um grupo de 541 pacientes maiores de  65 anos e que apresentavam problemas cardíacos. Nos primeiros 30 dias foi registrada uma diminuição de 44% na admissão hospitalar recorrente, estabilizando-se em 38% depois de 90 dias de monitoramento. Com a redução da admissão hospitalar, o programa promoveu uma economia de US$ 3 em internações e medicamentos a cada US$ 1 investido. Segundo informações da GHP, entre 2008 e 2012 o monitoramento remoto gerou uma economia de 11% ao mês por paciente.

Outro estudo, publicado em 2012 pela consultoria internacional Ernst & Young, já apontava que parte importante da assistência médica no futuro será feita em um “terceiro lugar”, ou seja, a casa do paciente ou onde quer que ele estiver. De acordo com a avaliação da consultoria, os pacientes estão cada vez mais confortáveis com as tecnologias móveis e passaram a assumir um papel mais ativo no monitoramento da sua própria saúde com o auxílio da tecnologia.

Segundo especialistas em gestão de saúde, o uso de gadgets de monitoramento remoto vai revolucionar a relação das operadoras de saúde com seus beneficiários. No mercado norte-americano, por exemplo, essa possibilidade já traz benefícios tanto para os prestadores de serviços de saúde quanto para seus associados. De acordo com um levantamento recente da Technology Advice, mais da metade dos não-usuários entrevistados aceitariam usar um dispositivo de monitoramento em troca de uma redução na mensalidade do plano de saúde.

Atendimento inteligente

A consolidação dessas tecnologias tem sido um fator fundamental na redução dos custos hospitalares, pois permite antecipar a alta (em um processo que vem sendo chamado de “internação abreviada”) e facilita o acompanhamento da estabilização do paciente longe do ambiente hospitalar. Para o paciente, a principal vantagem é a oportunidade de ser tratado dentro do ambiente familiar, humanizando o processo de recuperação.

Com o monitoramento remoto, as operadoras de saúde também podem agir proativamente e entrar em contato com o paciente por meio de seu serviço de call center. Quando algum sinal que estiver sendo monitorado apresentar alterações, as atendentes podem entrar em contato imediatamente com o paciente para checar seu estado de saúde, passar orientações ou mesmo enviar uma equipe médica até a casa da pessoa. Medidas como estas, se tomadas em tempo hábil, podem impedir que o caso se agrave e que procedimentos mais custosos precisem ser realizados.

No acompanhamento de doentes crônicos, como hipertensos e diabéticos, o monitoramento remoto contribui ainda para regularizar o consumo de medicamentos controlados. Com a ajuda de um dispositivo móvel é possível controlar o consumo desses medicamentos de diversas formas: seja avisando o paciente sobre a dosagem apropriada de cada medicamento e seu horário de aplicação ou até mesmo emitindo um alerta no momento em que os remédios estiverem acabando.

Após a prescrição médica, toda a evolução do tratamento pode ser acompanhada à distância, evitando o retorno do beneficiário ao centro de diagnóstico ou hospital. Dessa forma, a atenção presencial pode ser direcionada aos casos que realmente precisem dela. Nestas situaçõescaso as informações geradas pelo monitoramento remoto estiverem salvas na nuvemo médico poderá ter acesso a uma espécie de “prontuário eletrônico” do paciente pela internet, o que facilita e agiliza o processo de atendimento.

Ao evitar o deslocamento desnecessário tanto de profissionais como de beneficiários, o monitoramento remoto proporciona economia de espaço e recursos para as operadoras, bem como um aumento em sua produtividade. Além disso, ao se sentirem mais confortáveis e seguros com a tecnologia, os beneficiários tendem a se declarar mais satisfeitos com o serviço prestado.

Apesar de todas estas vantagens, ainda são poucas as operadoras que fazem uso do monitoramento remoto de pacientes para aprimorar seus serviços. Mas a tecnologia chegou para ficar e a tendência para os próximos anos é que seu uso se torne cada vez mais comum no universo da saúde suplementar. Para se ter uma ideia do crescimento acelerado deste novo mercado, um relatório da consultoria Tractica apontou que os embarques mundiais para wearables de saúde vão aumentar de 2,5 milhões em 2016 para 97,6 milhões de unidades por ano até 2021. Ao final desse período, a previsão é de que o mercado wearables de saúde será responsável por uma receita anual de US$ 17,8 bilhões.

Imagem: Samsung Gear Fit by Maurizio Pesce (CC BY 2.0)

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