Quatro ideias para criar ações de medicina preventiva na infância


Medicina preventiva na infância

Nos dias de hoje, é cada vez mais comum encontrarmos crianças sofrendo com problemas típicos de adultos, como obesidade, colesterol alto, diabetes e hipertensão. Apesar de não existirem dados epidemiológicos consolidados, os profissionais de saúde brasileiros já constatam um aumento na incidência de doenças cardiometabólicas em pacientes menores de 10 anos.

Em muitos casos os fatores genéticos são causas importantes, mas o estilo de vida e o ambiente no qual uma criança se desenvolve são fatores determinantes no desenvolvimento de diversas patologias que vão acompanhá-la pelo resto da vida. É por isso que a medicina preventiva na infância não pode ficar de fora do planejamento estratégico de uma operadora de saúde.

Orientações sobre como manter uma rotina saudável – com atenção especial para a boa alimentação e a prática de exercícios físicos – podem e devem ser transmitidas desde a infância. Cabe às operadoras de saúde encontrarem formas criativas e eficientes de alcançar este público, conscientizando também as famílias sobre a importância da medicina preventiva na infância com uma abordagem focada na puericultura.

A seguir listamos quatro dicas para sua operadora aprimorar as ações voltadas à promoção da saúde infantil.

Campanhas de vacinação

Na infância, nosso maior ponto fraco é o sistema imunológico. Nos primeiros anos de vida as defesas do organismo ainda precisam de muito “treino” para se desenvolver plenamente e por isso as crianças são mais suscetíveis a infecções de maneira geral.

Além de promover campanhas para incentivar os pais a vacinarem seus filhos de acordo com o calendário do SUS, é importante que o plano de saúde ofereça vacinação suplementar, especialmente na ocorrência de epidemias.

Muitos gastos com saúde são advindos de doenças facilmente evitáveis com a vacinação. Portante, é essencial informar os beneficiários sobre essa importante forma de medicina preventiva na infância e promover oportunidades para que eles não deixem de vacinar seus filhos.

Conscientização dos pais

Por meio de palestras e seminários é possível reunir beneficiários com filhos em faixas etárias específicas para orientá-los sobre vários aspectos da medicina preventiva na infância e do desenvolvimento infantil de maneira geral. As exposições educativas devem ser feitas por profissionais de saúde de diversas especialidades, incluindo pediatras, odontopediatras, neuropediatras, psicólogos e nutricionistas.

Nestes eventos, que podem ser periódicos, são repassados conceitos e práticas essenciais para promover a saúde e a segurança das crianças, conscientizando os responsáveis sobre à importância de oferecer uma melhor qualidade de vida a seus dependentes, contribuindo para a redução de internações e do adoecimento.

Em paralelo aos eventos, a distribuição de folders, cartilhas e outros materiais informativos relacionados à medicina preventiva na infância é também uma forma eficaz de reforçar este conceito.

Reeducação alimentar

Dados do Ministério da Saúde apontam que três em cada 10 crianças com idade entre 5 e 9 anos no Brasil estão acima do peso. Esta verdadeira epidemia de obesidade infantil é reflexo de uma dieta caracterizada pela ingestão elevada de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos.

Uma pesquisa sobre os hábitos alimentares das crianças brasileiras divulgada em 2015 pelo Ministério da Saúde mostrou que 32,3% das meninas e meninos menores de 2 anos tomam refrigerante e suco de caixinha e que 60,2% deles comem bolacha recheada, biscoitos e bolos prontos.

Uma excelente ferramenta para ajudar a reduzir estes números são os programas de reeducação alimentar. Um bom modelo para começar é formar grupos de no máximo 30 crianças, a partir dos sete anos de idade, e orientá-los na direção de uma mudança de hábitos.

Em encontros semanais de cerca de uma hora de duração, eles terão aulas com uma equipe multidisciplinar de orientadores composta por nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais da área de saúde. As aulas devem ser leves e criativas, com linguagem acessível à faixa etária. Alguns encontros devem contar com a participação dos pais, para que o esforço de reeducação alimentar inclua toda a família.

Atividade física

A partir dos seis anos de idade o excesso de peso corporal não desaparece espontaneamente. Portanto, quanto mais tempo as crianças permanecem acima do limite considerado normal, provavelmente mais eles continuarão neste estado durante a vida adulta. Para mudar este quadro, além da mudança de hábitos alimentares, a promoção da atividade física também deve fazer parte de um programa de medicina preventiva na infância.

Com as crianças se tornando cada vez mais sedentárias, a atividade física regular deve ser incentivada desde infância. Pesquisas apontam que os hábitos de atividade física, quando incorporados na infância e adolescência, são geralmente mantidos nas idades adultas.

Para as operadoras de saúde, promover da atividade física na infância e na adolescência significa estabelecer uma base sólida para reduzir a prevalência do sedentarismo na idade adulta e dar uma melhor qualidade de vida a seus beneficiários. Além de melhorar o condicionamento físico e reduzir gordura corporal, uma rotina ativa reduz o risco de diabetes nas crianças, melhora a cognição e as deixam menos agressivas.

Com o apoio de um profissional de educação física, sua operadora de saúde pode organizar um cronograma de eventos envolvendo atividades de lazer ou esportes, de preferência ao ar livre, para atrair as crianças e suas famílias. A escolha da atividade física deve levar em consideração a faixa etária, os limites e a capacidade física das crianças.

As atividades devem ser divertidas e com foco em aumentar a frequência cardíaca. Podem ser jogos envolvendo corrida, dança ou pular corda até esportes como basquete e futebol, que normalmente combinam momentos de alta intensidade de exercício e períodos de leve descanso, sem interromper totalmente a atividade.

 

Estes são alguns caminhos para as empresas de saúde suplementar implantarem com eficácia a medicina preventiva na infância. Se sua operadora já tem algum programa voltado à promoção da saúde infantil, aproveite a oportunidade para repensar sua estratégia e ver o que pode ser melhorado. Se ainda não oferece a seus beneficiários nada nesse sentido, nunca é tarde para começar. Aproveite as ideias acima, use a criatividade e mãos à obra!

Imagem: SylwiaAptacy / pixabay.com

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