Medicina personalizada: o futuro da prevenção


Medicina Personalizada

Com a evolução das técnicas de mapeamento genético e o progressivo barateamento dos testes capazes de identificar propensões genéticas a determinadas doenças, o conceito de medicina personalizada vem atraindo cada vez mais a atenção e o interesse dos profissionais de saúde. A partir de 2003, com a conclusão do Projeto Genoma, abriram-se inúmeras possibilidades para desenvolver novas formas de diagnóstico baseadas em uma análise individualizada do mapa genético de cada paciente. Desde então, a popularização dessas técnicas tem apontado novos caminhos não apenas para o tratamento de diversas doenças, com também para aprimorar a eficácia da medicina preventiva.  

Atualmente, a maioria das ações de medicina preventiva buscam promover a manutenção da saúde levando em conta estatísticas populacionais, ou seja, as necessidades da média da população. Da análise destes dados surgem recomendações gerais como a prática regular de exercícios e a adoção de uma alimentação balanceada. Mas a medicina personalizada permite ir além. Por meio de testes rápidos e não invasivos já é possível identificar as chances de uma pessoa desenvolver, em algum momento da vida, patologias como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hepatite C, câncer de pulmão, câncer de mama, câncer de próstata, entre outros. Para as operadoras de saúde, trata-se de uma ferramenta precisa e eficaz na avaliação de riscos individuais que não mudam ao longo da vida, proporcionando uma significativa redução de custos e de morbimortalidade.

Além disso, o mapeamento genético permite entender melhor como funciona o metabolismo de cada paciente, fornecendo informações precisas para ajustar seus hábitos alimentares e decidir que tipos de atividades físicas seriam mais eficazes para melhorar sua qualidade de vida. Com esse conhecimento, é possível alterar  a dieta, a frequência de exercícios, o uso de fármacos específicos para cada perfil genético, além de orientar a requisição de exames adicionais para manter o individuo o mais saudável possível.

A popularização da medicina personalizada

A divulgação desta nova forma de tratamento e prevenção tem se intensificado nos últimos anos, principalmente a partir de exemplos de pessoas famosas que fizeram uso da análise genética para melhor lidar com problemas sérios de saúde. Quem não se recorda da atriz Angelina Jolie, que em 2013 decidiu fazer uma mastectomia preventiva depois de ter detectado uma forte propensão genética para desenvolver câncer de mama? Ou então o caso do fundador da Apple, Steve Jobs, que se reunia periodicamente com sua equipe médica para tomar decisões sobre os medicamentos e estilo de vida a ser adotado após cada sequenciamento do seu câncer.

Esse tipo de abordagem personalizada baseada na genética já não é mais restrita à pessoas famosas ou de grande poder aquisitivo, sendo hoje acessível para uma parcela cada vez maior da população e oferecida por diversos operadores de saúde no Brasil. Com o avanço da tecnologia, os custos destes exames tendem a continuar baixando e não demorará a chegar o momento em que toda pessoa, ao nascer, já terá seu genoma mapeado e poderá se prevenir de forma mais eficaz contra o surgimento de um grande número de doenças.

As tecnologias atuais para a gestão de saúde já podem se valer dessa personalização e aproveitar as informações geradas a partir do mapeamento genético para aprimorar os serviços prestados na área de prevenção e promoção da saúde. Ao coletar estes dados sobre seus beneficiários e organizá-los utilizando softwares especializados as empresas podem direcionar seus esforços preventivos com maior precisão, aprimorando o processe de análise e acompanhamento por parte de sua equipe de medicina preventiva.

Por depender em grande parte de novas ferramentas tecnológicas, a medicina preventiva foi tema de um fórum organizado pelo Grupo IT Mídia, em novembro de 2015, reunindo fornecedores de produtos e serviços de TI e executivos com poder de decisão estratégica em TI dentro das maiores empresas brasileiras. Veja a seguir um resumo de como foram as discussões:

Segundo o Dr. Leroy Hood, um dos ícones desta nova fronteira na área de saúde, a medicina do futuro será “preditiva, preventiva, personalizada e participativa”. Assista a entrevista abaixo (em inglês), onde o pesquisador fala um pouco mais sobre como introduzir a medicina preventiva no sistema de saúde:

E sua operadora? Já está por dentro dos novos avanços nesta área? Tem planos para oferecer mais esta tecnologia de prevenção a seus beneficiários? Compartilhe conosco sua experiência.

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