Hipertensão e diabetes: assassinas silenciosas na mira da prevenção

hipertensão e diabetes

Hipertensão e diabetes são duas das doenças crônicas que mais preocupam os profissionais da saúde em todo o mundo. Ambas são consideradas “assassinas silenciosas”, por não apresentarem maiores sintomas até o momento em que colocam em risco a vida do portador. Segundo dados do Ministério da Saúde, um em cada quatro brasileiros vive sob este risco por causa da pressão alta. No caso do diabetes, são 14 milhões de pessoas que precisam conviver com as limitações impostas pela doença.

Os riscos à saúde aumentam ainda mais quando a pessoa apresenta as duas enfermidades: é diabético e tem pressão alta. Como ambas as doenças se desenvolvem a partir de condições semelhantes, ligadas à falta de atividade física e à má alimentação, é cada vez mais comum encontrar casos assim. A combinação de hipertensão e diabetes afeta principalmente os idosos. Cerca de 30% dos brasileiros com mais de 60 anos têm as duas doenças, que são causadoras da maioria dos episódios de AVC e infarto.

Uma doença leva à outra

Além de compartilhar alguns fatores de risco, como obesidade e sedentarismo, uma doença ainda pode contribuir para o surgimento ou agravamento da outra. O diabetes pode causar instalação de um quadro de hipertensão, já que a resistência à insulina dificulta o acesso das células à glicose circulante. Isso deixa o sangue com níveis maiores de açúcar, o que contribui para o enrijecimento das artérias e o aumento da pressão. Segundo pesquisas, a prevalência de hipertensão em indivíduos com diabetes tipo 2 é duas vezes maior que numa população de não-diabéticos.

Outro risco para o paciente com diabetes é sua maior propensão a desenvolver problemas renais. O mau funcionamento dos rins prejudica a eliminação de sal e água pela urina e o aumento destas substâncias na circulação pode elevar a pressão arterial. Os diabéticos também sofrem com a oxidação mais rápida dos vasos sanguíneos pelo excesso de açúcar no sangue. Esta oxidação pode ser o primeiro estágio do processo de entupimento de uma artéria.

Mas as conexões entre hipertensão e diabetes não param por aí. O caminho inverso também pode ocorrer e a hipertensão tornar-se um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Como as causas das duas doenças são muito semelhantes, as mesmas condições que fizeram surgir a pressão alta podem também ocasionar o diabetes. É por isso que o trabalho de prevenção e conscientização, com o objetivo de gerar uma mudança nos hábitos de saúde da população, é uma ferramenta fundamental para reduzir os riscose os custos assistenciais – gerados pela combinação destas doenças.

Como se isso não bastasse, pacientes com hipertensão e diabetes aumentam ainda mais os riscos de desenvolver complicações de saúde. Ambas as doenças tendem a afetar os mesmos órgãos, principalmente rins, coração e olhos. Se o paciente não controla de forma adequada a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue, aumentam os riscos de desenvolver glaucoma ou o “pé diabético”, por exemplo. Tais complicações costumam surgir em pacientes com baixa adesão às ações de prevenção e tratamento, o que reforça ainda mais a importância de fazer a informação chegar a este público.

Prevenção em dobro

Em março de 2016, depois de uma avaliação epidemiológica em sua região de atuação, a Unimed Nova Iguaçu decidiu montar um programa voltado aos portadores de ambas as doenças. Segundo o Dr. Luiz Cláudio Mota, coordenador do departamento de medicina preventiva, a operadora já trabalhava há alguns anos com grupos específicos para pacientes com diabetes e hipertensão. “Com a intenção de se encaminhar os programas  para cadastramento na ANS foi feito um levantamento junto ao DATASUS e observamos  que na Baixada Fluminense há um número significativo de pacientes portadores de ambas  as  patologias”.

O programa oferece atendimento individual com uma equipe multiprofissional formada por assistente social, nutricionista, enfermeira, fisioterapeuta e, em casos   selecionados,  atendimento  com  psicóloga. Também são realizadas atividades  em  grupo, como palestras com profissionais de saúde. “Como a formação do grupo é recente, a participação ainda é reduzida”, afirma o responsável pelo setor de medicina preventiva da Unimed Nova Iguaçu. Entre as dificuldades para aumentar a aderência ao programa ele cita as distâncias a serem percorridas pelo usuário até chegar ao serviço, sendo que muitos têm dificuldade de locomoção e/ou idade avançada.

De acordo com o Dr. Mota, os participantes foram identificados com base em encaminhamentos por parte de médicos cooperados e pela utilização de exames complementares de acompanhamento. “Além desses critérios técnicos foram utilizados também outros filtros, como faixa etária e endereço dos usuários”, acrescenta o Dr. Mota. A Unimed Nova Iguaçu utiliza o software Previva para acompanhar a evolução clínica de cada usuário monitorado no programa e no gerenciamento de eventuais atendimentos emergenciais e internações.   

E na sua operadora? Já existem grupos de pacientes com hipertensão ou com diabetes? Você já pensou em criar algo direcionado a quem tem ambas as doenças? Compartilhe conosco a sua experiência.

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