Exame de próstata por análise de urina promete facilitar o diagnóstico


Quem é gestor da área de saúde sabe como é difícil engajar o público masculino em campanhas de prevenção que envolvam exames para a detecção do câncer de próstata.

Mas um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pode ajudar a mudar esse quadro.

A pesquisa conseguiu identificar pacientes com câncer de próstata a partir do exame de amostras de urina.

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Além de utilizar um método de diagnóstico simples e não invasivo, este exame também permite verificar o nível de agressividade do tumor, informação extremamente importante para orientar o tratamento.

Os resultados ainda são preliminares, mas tudo indica que trata-se de um avanço muito bem-vindo para a área de prevenção promoção da saúde.

Para conferir a publicação da pesquisa na íntegra (em inglês), é só clicar aqui.

O exame de próstata jamais será o mesmo

A equipe da USP agora busca financiamento para uma nova pesquisa, que deverá verificar se os resultados do primeiro estudo se repetem em uma população diferente.

Caso a eficiência do exame seja validada, esta descoberta vai representar uma opção prática e barata para a detecção precoce do câncer de próstata.

Os pesquisadores reconhecem, contudo, que já existem testes semelhantes disponíveis comercialmente.

Mas como se tratam de produtos protegidos por patentes, seu uso representa um alto custo para as operadoras.

 


Que outro exame pode detectar o câncer de próstata?

No momento, as duas formas mais utilizadas para analisar a suspeita do câncer são o toque retal e o PSA.

No toque retal, o médico busca identificar com o tato uma zona de endurecimento na próstata que indica a presença da doença.

A análise dos níveis de Antígeno Prostático Específico (PSA), por sua vez, é resultado de um exame de sangue.

Apesar de menos invasivo, este último método não elimina a necessidade de uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

Como os níveis de PSA também aumentam em casos de prostatite e hiperplasia prostática benigna, este exame ainda pode resultar em um falso positivo.

Com o novo método de exame de próstata, os pesquisadores esperam ter um indicador mais confiável para poder reduzir os casos de falsos positivos encaminhados para biópsia.

Tumores diferentes pedem tratamentos diferentes

Por meio da análise da urina, a equipe da USP também foi capaz de indicar a agressividade do tumor de forma mais precisa do que utilizando apenas o PSA.

Apesar de ser um dos tipos de câncer mais comuns entre os homens, o câncer de próstata nem sempre traz uma ameaça grave à saúde do paciente.

Alguns tumores são caracterizados como “câncer indolente”, ou seja, são pouco agressivos e não requerem intervenção imediata.

Esta estratégia de prevenção é conhecida como active surveillance (vigilância ativa), e significa que a equipe de saúde vai se limitar a observar o paciente, que ainda não tem necessidade de tratamento.

Durante esse monitoramento, caso o tumor mude de característica e se torne mais agressivo, esse paciente começará a ser tratado imediatamente.

Com o exame de próstata por análise de urina foi possível identificar um perfil de expressão de gene que caracterizava o nível de agressividade do tumor.

Segundo os pesquisadores, obter esse tipo de informação por um método barato e confiável resultará em um avanço considerável no diagnóstico precoce do câncer de próstata no país.

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