Diagnóstico precoce do câncer: por que sua operadora deve promovê-lo


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço das mortes por câncer poderia ser evitada caso a doença fosse detectada em seus primeiros estágios, em tempo hábil para um tratamento bem-sucedido. Nas Américas, estima-se que o câncer cause 1,3 milhão de mortes por ano, sendo a segunda principal causa de mortalidade na maioria dos países da região. Por esse motivo, o diagnóstico precoce do câncer é considerado o principal fator para o aumento da sobrevida dos pacientes.

A boa notícia é que os tipos mais frequentes de neoplasias (de mama, de pele e de tireoide, por exemplo) são também os que têm maior índice de sucesso no tratamento caso sejam identificados a tempo.

Ou seja: na estratégia de medicina preventiva de uma operadora de saúde, promover ações que incentivem o diagnóstico precoce do câncer (prevenção secundária) é tão fundamental quanto investir na educação e na mudança de hábitos dos beneficiários (prevenção primária). Mas uma ação não elimina a outra, são dois esforços que devem acontecer em conjunto.

diagnóstico precoce do câncer

A importância dos exames de rotina

A prática de procurar um médico para consultas de rotina tem bastante influência no diagnóstico precoce do câncer. Nestas consultas é que será indicada a realização de exames de rastreamento, como a mamografia preventiva para mulheres ou o exame de próstata para homens. Salvo em casos de reincidência ou histórico familiar, recomenda-se que as pessoas façam os exames de rastreamento cerca de uma vez a cada 12 meses.

Mas, infelizmente, a atitude de fazer exames regularmente não é muito comum entre os brasileiros. Isso faz com que a maioria dos casos de câncer acabe sendo detectada em um fase avançada, quando o tumor já atingiu outros órgãos e as chances de cura são reduzidas. Por isso, é essencial investir em ações e campanhas para aumentar a conscientização dos beneficiários sobre a importância dos exames.

Atenção para o fator hereditário

Um em cada dez pacientes diagnosticados é do tipo hereditário, ou  seja, apresenta alguma mutação em suas células que eleva a probabilidade de ter um câncer em algum momento da vida. Identificar estes casos é fundamental para que o beneficiário saiba quais são as chances de desenvolver a doença e conheça as opções de tratamentos, de redução de risco e/ou prevenção, além de possibilitar a avaliação de familiares com o mesmo risco.

Atualmente, com a realização de testes genéticos é possível identificar genes associados ao desenvolvimento de diversos tipos de tumores, entre eles os de mama e ovário, colorretal, de próstata, de pulmão, além de síndromes que podem predispor o paciente ao câncer. Esse tipo de exame é recomendado a pessoas com histórico familiar de câncer e que preenchem alguns critérios de indicação.

Tais critérios devem ser analisados com base nas informações obtidas no perfil de saúde de cada beneficiário, que sua operadora já deve ter levantado. Com o auxílio de sistemas especializados na gestão da medicina preventiva, é possível gerenciar com mais eficiência estas informações, de modo a avaliar as opções de tratamento e tomar as decisões mais apropriadas para cada paciente.

Menos custos e mais qualidade de vida

Ao promover o diagnóstico precoce do câncer, sua operadora estará dando um passo importantíssimo no caminho de reduzir os custos assistenciais. Além de proporcionar mais qualidade de vida aos beneficiários, o tratamento feito nos primeiros estágios custa muito menos do que a maioria das intervenções necessárias nas fases mais avançadas da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil gasta hoje algo em torno de R$ 3 bilhões por ano com ações para o tratamento do câncer — e isso sem contar os atendimentos pela rede privada.

Estudos apontam que os custos diretos da assistência oncológica têm aumentado substancialmente nas duas últimas décadas em todo o mundo. Apenas nos EUA,  o incremento dos gastos passou de US$ 27  bilhões em 1990 para mais de US$ 125 bilhões em 2010. Naquele país, se os custos da atenção ao câncer crescerem 2% anualmente, a projeção é que eles cheguem a US$ 174 bilhões até 2020.

A detecção precoce do câncer também reduz consideravelmente seu impacto financeiro indireto. O tratamento nas primeiras fases não é apenas mais barato, mas também permite que os pacientes continuem trabalhando e apoiando suas famílias. Segundo a OMS, o custo anual total do câncer em todo o mundo (considerando os gastos na atenção à saúde e os prejuízos decorrentes da perda de produtividade) já ultrapassa os US$ 1,2 trilhões.

Um exemplo de sucesso no diagnóstico precoce do câncer

Pensando em reduzir o impacto do câncer de mama entre suas beneficiárias, a Unimed Blumenau criou há cerca de anos um programa de prevenção que hoje atende mais de 6 mil mulheres com idade entre 39 e 70 anos. Com o auxílio do Previva, um software especializado na gestão da medicina preventiva, a cooperativa médica conseguiu reduzir em R$ 500 mil os custos anuais para o tratamento e prevenção da doença.

A redução dos custos assistenciais ocorre principalmente na otimização das ações de incentivo ao diagnóstico precoce do câncer. Por meio do sistema, a operadora consegue organizar com mais eficácia o contato com as beneficiárias que estão com o exame periódico de mamografia atrasado ou que ainda não fizeram o exame.

Utilizando o Previva, a equipe da Unimed Blumenau pode ter uma visão global das ações realizadas na área, incluindo o cadastro atualizado dos pacientes e a mensuração dos resultados de cada atividade.

Agora que você já conhece os motivos para sua operador investir no diagnóstico precoce do câncer, que tal se aprofundar um pouco mais em algumas estratégias para implantar programas de prevenção?

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