Desperdício de recursos na saúde: como a medicina preventiva pode minimizar este problema

Impedir o aumento dos custos decorrentes do desperdício de recursos na saúde suplementar é um dos principais desafios dos gestores nos dias de hoje.

De exames em excesso e internações desnecessárias até procedimentos caros que poderiam ter sido evitados com medidas preventivas, são inúmeros os casos onde o direcionamento incorreto dos recursos da operadora acabam gerando despesas sem trazer benefícios aos pacientes.

desperdício de recursos na saúde

Um levantamento divulgado em novembro pela Advance Medical Group demonstrou que o desperdício dos planos de saúde no Brasil com consultas e exames desnecessários chegou a R$ 14 bilhões no ano de 2016. Considerando que a soma das internações, exames e consultas feitas neste ano foi de R$ 137 bilhões, isso dá quase 10% de desperdício.

Isso mostra por que o combate ao uso excessivo de recursos deve ser uma prática inserida no dia-a-dia de toda as operadoras, sem exceção.

Mas o que muita gente não sabe é que a medicina preventiva pode ser uma grande aliada para reduzir o desperdício de recursos na saúde suplementar. Neste artigo, vamos te mostrar como isso é possível.

Mas primeiro vamos entender um pouco mais sobre as principais causas do desperdício:

Exames em excesso

Segundo estimativa da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o problema é ainda maior. De acordo com a presidente da entidade, Beatriz Palheiro Mendes, em torno de 30% dos gastos em saúde privada no Brasil podem ser considerados desperdícios.

Ela cita o aumento na quantidade de exames complementares por pessoa, realizados entre 2015 e 2016, como um exemplo preocupante. Os aumentos mais gritantes ocorreram nos exames de tomografia computadorizada, cujo número cresceu 21% de um ano para o outro; e nos exames de ressonância magnética, que aumentaram 25,2%.

No caso das ressonâncias, a presidente da FenaSaúde costuma fazer uma comparação que demonstra bem o nível dos excessos na prescrição desse tipo de exame. Segundo ela, no SUS hoje são realizados sete exames a cada mil usuários do sistema, enquanto na saúde suplementar brasileira esse número é de 132 ressonâncias por mil beneficiários.

Caso essa comparação não dê a devida noção do tamanho do desperdício, basta comparar com o índice registrado nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): 60 ressonâncias por mil.

Voltando à pesquisa da consultoria Advance, os dados levantados mostram que 40% dos exames realizados em 2016 foram repetidos ou desnecessários. Entre as especialidades médicas, as que apresentaram o maior número de exames feitos sem necessidades são ortopedia (30%), oncologia (18%), endocrinologia (11%), neurologia (11%) e reumatologia (30%).

Consultas desnecessárias

De acordo com ao levantamento da Advance, 50% das consultas médicas realizadas pelos planos de saúde foram consideradas inadequadas. O motivo? O paciente procurou o médico especialista errado e não teve seu problema resolvido.

Considerando que o valor da consulta de um especialista chega a ser aproximadamente 60% superior, o ideal seria buscar primeiro um clínico geral. Este profissional pode fazer o encaminhamento correto e muitas vezes até solucionar o caso, sem necessidade de um especialista.

Outra opção é investir no atendimento primário e nas equipes de médicos de família. Segundo Caio Soares, diretor-geral da Advance Medical no Brasil, em 2016, apenas 16% das consultas foram realizadas com um médico de família.

Internações desnecessárias

De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), as despesas com internações foram as principais responsáveis pelo aumento de 19,3% no índice de variação de custos médico-hospitalares observado no ano de 2015.

A previsão do IESS é que total de internações de beneficiários de planos de saúde deva saltar de 8,2 milhões para 10,7 milhões até 2030, o que representa um crescimento de 30,5%.

Dentro desse contexto, reduzir as despesas com internações desnecessárias, ou que durem mais tempo do que deveriam, deve ser uma prioridade para os gestores que desejam diminuir os índices de desperdício de recursos na saúde.

Segundo especialistas na área, o modelo de pagamento baseado no sistema fee for service pode dar margem a práticas abusivas, com pacientes sendo estimulados a consumir serviços muitas vezes desnecessários.

Por isso é aconselhável desenvolver e a implementar protocolos assistenciais na sua operadora. Eles servem não só para inibir a realização de exames em excesso, mas também a permanência prolongada do paciente no hospital, a recorrência de internações desnecessárias, o uso indiscriminado de material hospitalar e o consumo pouco racional de medicamentos.

Uma alternativa para reduzir o tempo de internação de muitos pacientes é investir em uma boa equipe de atendimento domiciliar, que pode atender a pacientes idosos e portadores de doenças crônicas com mais eficiência, melhores resultados e custos reduzidos.

Medicina preventiva contra o desperdício de recursos na saúde

Um dos principais objetivos dos programas de prevenção e promoção da saúde é melhorar os indicadores gerais dos pacientes e evitar o agravamento de quadros de doenças crônicas. Por isso mesmo eles podem ser um importante aliado na racionalização de custos e redução de desperdícios nas operadoras.

Dentro de uma estratégia bem planejada de medicina preventiva, além de promover o diagnóstico precoce e evitar o agravamento de muitas doenças crônicas, os programas de prevenção podem também empoderar o paciente para cuidar da sua própria saúde, além de facilitar e orientar a utilização dos serviços de saúde.

Para entender como a medicina preventiva pode atuar contra o desperdício de recursos na saúde, imagine o caso de uma pessoa que apresenta um quadro de hipertensão mas ainda não foi diagnosticado e não toma os devidos cuidados. Ela acaba procurando o atendimento de emergência várias vezes, solicitando exames e medicamentos que se mostram ineficientes para resolver seu problema.

Todo esse gasto com consultas, exames e medicamentos poderia ser evitado com ações e campanhas capazes de informá-la a respeito dos cuidados com a saúde e a importância de fazer exames preventivos.

E mais: cada paciente atendido em um programa de promoção da saúde é gerenciado por um profissional qualificado, que vai seguir um protocolo clínico específico para sua doença e poderá encaminhá-lo para as especialidades sempre que necessário.

Todos os direcionamentos desse paciente ficam registrados no sistema e são acompanhados   um gestor clínico, que pode evitar a solicitação de exames desnecessários ou encaminhamentos para especialidades inadequadas à solução problema. Esse processo pode ser facilitado caso sua operadora utilize um software para a gestão de pacientes crônicos.

Com o auxílio de um sistema especializado, também pode ser feito um monitoramento mais efetivo desse paciente, avisando-o sobre a realização de consultas, exames preventivos e uso correto de medicamentos.

Mais eficiência, menos gastos

Ao utilizar um software para gestão de medicina preventiva sua operadora pode não só aumentar a eficiência das ações de prevenção, como também minimizar as possibilidades de desperdício de recursos na saúde.

Tendo acesso a informações do perfil e do histórico de saúde de cada beneficiário, o software pode controlar essas solicitações de exames, automatizando e centralizando as informações em um só sistema. Com os relatórios em mãos, fica mais fácil identificar onde pode estar acontecendo algum desperdício.

Se você quiser saber mais sobre como usar a tecnologia e a medicina preventiva para reduzir os custos médico-hospitalares, recomendamos a leitura deste artigo.

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