Depressão e medicina preventiva: como reduzir o avanço de um mal que atinge quase 6% dos brasileiros


Depressão e medicina preventiva

O Brasil é o quinto país com mais casos de depressão em todo o mundo, contabilizando cerca de 11,5 milhões de pessoas (ou 5,8% da população nacional) com desordens depressivas. Os dados são de 2015 e fazem parte de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado no final de fevereiro (disponível em inglês). O estudo traça um panorama atualizado da ocorrência de transtornos mentais no mundo e revela que, proporcionalmente, o número de pessoas com depressão em nosso país é maior que a média global de 4,4%.

A depressão pode ser tratada pelos planos de saúde, que devem obrigatoriamente oferecer cobertura para consultas e sessões com neurologistas, psiquiatras, psicoterapeutas e psicólogos, além de exames complementares. O tratamento pode ser feito com psicólogos de aconselhamento, psicólogos clínicos ou psiquiatras, de forma individual ou multidisciplinar, e envolver também profissionais de outras especialidades, como neurologia e psicoterapia.

Informação contra a depressão

Dentro de uma abordagem preventiva da saúde, além de oferecer todo o tratamento obrigatório para a depressão, as operadoras devem investir em ações e programas para evitar que pacientes com transtorno de ansiedade ou pessoas que vivem em situações de estresse constante possam evoluir para quadros depressivos mais graves. Ou seja: desenvolver ações de prevenção primária, centradas na difusão de informação sobre a doença e orientações gerais sobre saúde mental. Os meios utilizados podem ser os mais variados, incluindo palestras, folhetos e folders impressos, postagens em sites e redes sociais, entre outros.

Para aqueles que já sentem os primeiros sintomas da doença deve-se atuar na área da prevenção secundária, oferecendo, além de informação, apoio para enfrentar as dificuldades causadas pela doença e oportunidades para conversar abertamente sobre o problema. Aqui entram os serviços de telemonitoramento e também os programas baseados em encontros de grupos – como o Programa Depressão, da Unimed Campinas –, onde é possível compartilhar experiências com outras pessoas que enfrentam o mesmo problema e receber orientações de especialistas na área de saúde mental.

Atitudes e resultados

Segundo a OMS, está demonstrado que os programas de prevenção reduzem a incidência da depressão. Sua aplicação pode se dar nos mais diversos públicos: desde programas que promovem um modelo de pensamento positivo entre crianças e adolescentes até programas de atividade física para pessoas idosas. Na avaliação da entidade, com cuidados adequados, assistência psicossocial e medicação, dezenas de milhões de pessoas com transtornos mentais, incluindo depressão, poderiam começar a levar uma vida normal – mesmo quando os recursos são escassos.

E a sua operadora? O que está fazendo para prevenir o aumento dos índices de depressão entre seus beneficiários? Inspire-se nos exemplos apresentados neste post e procure oferecer mais do que apenas o tratamento obrigatório determinado por lei. Tenha em mente que investir em prevenção não é apenas uma forma da operadora poupar recursos no futuro, mas também uma atitude que vai poupar muitas pessoas de sofrer ainda mais com o avanço da doença.

 

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