Fique por dentro dos principais conceitos de promoção da saúde e medicina preventiva


Se você é gestor de uma operadora de saúde e está em busca de estratégias para reduzir custos, prevenir doenças e acompanhar pacientes crônicos, a medicina preventiva tem se mostrado a melhor alternativa.

Mas para atuar com eficiência nessa área, antes de tudo é fundamental entender os principais conceitos de promoção da saúde e de que forma eles podem ser aplicados para melhorar os resultados da sua operadora e o atendimento aos beneficiários.

conceitos de promoção da saúde

Por isso, preparamos este artigo especial que traz um glossário completo de termos relacionados à medicina preventiva e à promoção da saúde, envolvendo suas principais diretrizes, orientações e processos.

Para quem está amadurecendo a ideia de adotar ações mais intensivas nesse sentido ou precisa se familiarizar com o assunto, reunimos 20 palavras-chave que ajudam a compreender a importância de adotar uma abordagem preventiva na saúde suplementar.

Elas estão divididas em quatro grupos temáticos, para uma melhor organização e contextualização das informações.

Confira:

Parte 1 – Normas e mecanismos

ANS

Esta é a sigla da Agência Nacional de Saúde Suplementar, órgão vinculado ao Ministério da Saúde que tem a função de regulamentar a atuação dos planos de saúde no Brasil. Essa regulamentação é feita por meio da criação de regras e da fiscalização do segmento para garantir a qualidade do atendimento ao público.

Medicina Preventiva

É a prevenção de doenças por meio de ações antecipadas visando a promoção da saúde, o diagnóstico precoce e a redução de danos.

As três fases da medicina preventiva, podem ser identificadas se acordo com o tipo de ação e o estágio de desenvolvimento da doença:

1. Prevenção primária: envolve ações mais básicas, com o objetivo de impedir o surgimento de doenças na população. Atividades com conscientização são as mais comuns nessa fase.

2. Prevenção secundária: inclui as ações tomadas quando a doença já está instalada, mas ainda em estágio inicial. O objetivo é retardar a evolução da enfermidade e o surgimento de complicações de saúde que levam ao uso mais intensivo dos serviços do plano.

3. Prevenção terciária: esta fase abrange as ações voltadas a pacientes que já apresentam complicações decorrentes de doenças crônicas em estágio avançado. É a etapa que mais consome investimentos por parte dos convênios de saúde.

Veja neste artigo mais detalhes sobre o que é medicina preventiva e como otimizar sua gestão em operadoras de saúde:

O que é medicina preventiva e como otimizar sua gestão em operadoras de saúde

Programa de Qualificação das Operadoras

Para mensurar o desempenho dos planos de saúde e fiscalizar o serviço prestado aos beneficiários, a ANS criou o Programa de Qualificação das Operadoras. Ele surgiu em 2004 e foi reestruturado em 2015 para se adaptar às novas regras e práticas do setor de saúde suplementar.

O programa avalia anualmente a qualidade das operadoras de planos privados de saúde por meio do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), sobre o qual falaremos mais no próximo item.

Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS)

O IDSS foi criado em 2007 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar com o objetivo de avaliar o desempenho dos planos de saúde no Brasil. Ele mostra uma pontuação que varia entre 0 e 1, formando um ranking com o desempenho de todas as operadoras do país.

O IDSS é calculado a partir de indicadores definidos pela própria agência e sua avaliação é retroativa, ou seja, os dados publicados em um ano referem-se sempre aos resultados do ano anterior.

Estes são os indicadores de gestão utilizados para o cálculo do IDSS:

1. Qualidade em atenção à saúde: Avaliação do conjunto de ações em saúde que contribuem para o atendimento das necessidades de saúde dos beneficiários, com ênfase nas ações de promoção, prevenção e assistência à saúde prestada;

2. Garantia de acesso: Condições relacionadas à rede assistencial que possibilitam a garantia de acesso, abrangendo a oferta de rede de prestadores;

3. Sustentabilidade no mercado: Monitoramento da sustentabilidade da operadora, considerando seu equilíbrio econômico-financeiro, passando pela satisfação do beneficiário e compromissos com prestadores;

4. Gestão de processos e regulação: Entre outros indicadores, essa dimensão afere o cumprimento das obrigações técnicas e cadastrais das operadoras junto à ANS.

Na avaliação da agência, cada uma das três primeiras dimensões é responsável por 30% da nota final da operadora, enquanto a quarta dimensão equivale a 10%.

O IDSS é hoje uma das principais referências utilizadas para a tomada de decisão na hora de contratar um plano de saúde.

Nesse contexto, as ações de medicina preventiva são suas grandes aliadas para aumentar o IDSS da sua operadora e destacá-la entre a concorrência.

Programas de Medicina Preventiva

Diversas operadoras e também empresas de outras áreas já realizam ações voltadas à prevenção de doenças e à promoção da qualidade de vida, seja com o intuito de reduzir custos assistenciais ou mesmo de aumentar a produtividade de seus colaboradores.

A maior parte dessas ações são desenvolvidas de maneira coordenada por meio de programas de medicina preventiva, também chamados de Promoprev (programas de promoção da saúde e prevenção de doenças).

Dentro das operadoras, tais programas costumam atender beneficiários com perfis e necessidades de saúde semelhantes. As ações envolvem atendimentos individuais e atividades em grupo, sempre acompanhando a evolução dos indicadores por meio de um sistema automatizado de gestão.

As operadoras podem atuar também na implantação desses programas junto a seus clientes empresariais, em iniciativas focadas nas demandas de cada convênio na área de saúde corporativa.

Tanto os programas internos das operadoras quanto os desenvolvidos em conjunto com empresas precisam seguir uma série de regras para serem regulamentados pela ANS.

Operadoras de saúde: como começar um programa de medicina preventiva

Parte 2 – Processos encadeados

Custos assistenciais

A maior parte dos custos de uma operadora provém de consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e internações. São os chamados custos assistenciais.

Segundo a ANS, os convênios de saúde gastam em média 79% das suas receitas com despesas assistenciais, sendo a maior delas com internações (39,7%).

Ações de medicina preventiva e promoção da saúde podem ajudar a diminuir consideravelmente o número de internações e, consequentemente, reduzir os gastos com custos assistenciais.

Grupos de risco

A definição de grupos de risco dentro de uma carteira de beneficiários tem a função de selecionar pessoas que precisam de uma intervenção proativa por parte da operadora para melhorar seu estado de saúde.

Em geral essas pessoas já possuem alguma doença que pode se agravar, mas isso não é regra. É possível haver um grupo no qual a intenção é prevenir doenças, como, por exemplo, mulheres acima de 39 anos que não realizam a mamografia periodicamente.

Um software de medicina preventiva é a ferramenta ideal para identificar estes grupos de risco de acordo com os diferentes perfis de saúde, mostrando quais doenças têm mais incidência entre os beneficiários e quais estão sob controle.

Essa prática ajuda a promover ações de medicina preventiva mais pontuais para evitar o crescimento das taxas de sinistralidade envolvendo estas doenças.

Elegibilidade de pessoas

O processo de elegibilidade de pessoas é parte fundamental para o bom planejamento de um programa de medicina preventiva. Consiste em definir critérios para a seleção dos participantes desses programas e aplicá-los em sua carteira de beneficiários com o objetivo de tornar as ações mais assertivas e garantir o engajamento.

Informações como a idade, as condições de saúde e o tempo de cadastro devem ser levadas em consideração na hora de definir qual será o público-alvo de cada iniciativa, de modo a evitar erros nos programas de medicina preventiva.

Perfil epidemiológico

Fazer o levantamento do perfil epidemiológico da população é o próximo passo antes da implantação programa de medicina preventiva.

Por meio de questionários personalizados sua operadora pode reunir todas as informações sobre a situação de saúde dos colaboradores de uma empresa ou beneficiários de um plano de saúde.

Essa etapa é muito importante para que as ações planejadas sejam bem direcionadas. A utilização de um software especializado em medicina preventiva agiliza consideravelmente o levantamento do perfil epidemiológico.

Planejamento de atividades

Com base nos dados obtidos com o mapeamento do perfil epidemiológico da população, é possível planejar com mais eficiência ações de prevenção e promoção da saúde de forma a suprir as principais necessidades dos seus beneficiários.

O planejamento em medicina preventiva é o que permite o posterior controle sobre as atividades que serão realizadas. Este domínio é necessário para que as decisões e estratégias sejam realmente eficazes.

O planejamento deve reunir objetivos e metas das campanhas que serão produzidas, definindo os métodos a serem utilizados, os recursos necessários e o público-alvo a quem se destinam as ações.

Com base nestas informações, é possível otimizar resultados e aproveitar os recursos disponíveis da melhor forma possível.

Parte 3 – Acompanhamento e modelos

Monitoramento de saúde

Para que a sua estratégia de medicina preventiva seja bem sucedida, é importante acompanhar de perto o quadro geral de saúde dos beneficiários. Você deve desenvolver um método e contar com as ferramentas adequadas para monitorar os indicadores de saúde de quem participa das ações promovidas pela operadora.

Os programas de medicina preventiva, por sua vez, devem ser previamente planejados a fim de levantar todas as questões que envolvem a qualidade de vida dos participantes, tais como antecedentes familiares e hábitos de vida.

A partir desta coleta, é possível adequar as atividades dos programas com as reais necessidades da população envolvida.

Diagnóstico precoce

Ao fazer o monitoramento da saúde dos beneficiários, é possível perceber variações nos indicadores que indicam o surgimento de problemas que podem se agravar no futuro. É o alerta necessário para encaminhar estas pessoas para um exame visando o diagnóstico precoce de uma doença em seu estágio inicial.

Por exemplo, uma pessoa que já apresenta sobrepeso é um paciente com potencial de desenvolver diabetes, pressão alta, entre outras doenças. Alertar esse indivíduo sobre a importância de acompanhar sua saúde com exames periódicos e encaminhá-lo aos especialistas adequados é fundamental.

A prática de diagnosticar com tempo hábil de fazer um tratamento nos primeiros estágios da doença contribui ainda para a redução de custos assistenciais e melhoria da qualidade de vida do paciente.

Diagnóstico precoce do câncer: por que sua operadora deve promovê-lo

Acompanhamento de resultados

É importante que você tenha indicadores de sucesso para poder monitorar os resultados de cada programa criado pela sua operadora. Com base neles, é possível fazer alterações estratégicas para aprimorar as ações de promoção à saúde.

Comparar os dados dos pacientes no começo e no meio do programa é a melhor forma de saber se as ações desenvolvidas estão sendo eficientes ou não.

Os sistemas de gestão de medicina preventiva são ótimos aliados para trabalhar com esse tipo de informação de forma segura e automática.

Modelagem da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu três tipos de modelagens para a regulamentação de programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças (Promoprev).

1. Programa para a promoção do envelhecimento ativo: envolve ações para incentivar hábitos saudáveis em todas as faixas etárias, desde crianças, passando por grávidas e idosos. O objetivo é proporcionar mais qualidade de vida às pessoas diante da perspectiva de envelhecimento da população brasileira.

2. Programa para gerenciamento de crônicos: focado em pacientes com doenças crônicas, como asma e bronquite. Nesses casos, a doença já está instalada e demanda um tratamento muito longo. Por isso as ações de prevenção são de ordem secundária e terciária, buscando evitar o agravamento do quadro.

3. Programa para população-alvo específica: a última das modelagens dos programas da ANS é voltada para grupos específicos de pessoas, divididos por faixa etária, sexo, doença ou outro critério.

Cadastro de programas preventivos

É o processo em que as operadoras cadastrem seus programas de medicina preventiva junto à ANS. Em seguida, eles são submetidos a uma avaliação para que sejam revertidos em pontuação e benefícios, como melhor colocação de determinado plano de saúde na tabela pública da agência reguladora.

Com a ajuda da tecnologia, fazer o cadastro de programas preventivos junto à ANS é fácil e rápido. As operadoras podem preencher seus formulários online e enviá-los imediatamente após finalizá-los.

Se houver algum erro, a agência informa no mesmo momento onde está o equívoco e a operadora pode corrigir a informação, agilizando todo o processo. Com mais controle depois dos cadastros, os programas preventivos serão avaliados pela ANS quanto ao cumprimento de pré-requisitos básicos de qualidade visando o ganho dos beneficiários.

Parte 3 – Otimização de recursos

ROI em programas de prevenção

A sigla ROI significa retorno sobre investimento, que nada mais é do que a relação entre o dinheiro que volta (ou não) após ser investido.

Por exemplo, na área de marketing o ROI indica o lucro que uma empresa teve em relação ao custo de uma determinada campanha, medido com números de vendas ou outros.

Já no setor na saúde, mais especificamente na área de medicina preventiva, é possível medir o ROI de programas de promoção de saúde calculando quanto “custa” uma pessoa antes e depois de ser incluída em um programa de medicina preventiva.

Com o auxílio de um software de gestão é possível visualizar os dados e saber se a pessoa estava frequentando muito o atendimento de emergência ou consultando especialistas em vez de realizar exames preventivos, que acabariam gerando menos custo para a operadora.

Terceirização de serviços

A terceirização de serviços é a contratação de profissionais externos para realizar determinadas tarefas dentro de uma empresa. É uma forma mais rápida de oferecer com qualidade serviços que não fazem parte da sua linha de atuação.

Várias organizações já aderiram a essa prática, inclusive na área de serviços de medicina preventiva. As empresas que preferem terceirizar essas atividades têm benefícios como a contratação de pessoas qualificadas para realizar as tarefas necessárias.

Sistema de gestão de programas de saúde

Para facilitar na tarefa de monitorar e coordenar a operação dos programas, você deve contar com o apoio de um sistema de gestão especializado.

Esses softwares têm a função de auxiliar na organização das ações, tornando-as mais eficientes e auxiliando na redução dos custos operacionais.

Eles automatizam processos, contribuem para melhorar o fluxo de trabalho, reduzem a ocorrência de erros e servem de apoio para o ERP já existentes na operadora.

Com o sistema de gestão é possível:

1. Integrar informações;

2. Atualizar dados remotamente;

3. Analisar resultados;

4. Aperfeiçoar o levantamento de perfil epidemiológico.

4 motivos para utilizar um sistema de gestão para programas de medicina preventiva

Segurança de dados

Para facilitar o controle, o ideal é que seja utilizado um sistema de gestão capaz de aplicar algumas práticas básicas de segurança. A medida mais comum para garantir a proteção dos dados é utilizar sistemas com acesso por meio de logins com usuário e senha.

As regras para criação da senha podem ser personalizadas de acordo com cada cliente. Também é possível criar alertas dentro do próprio sistema que lembrem o usuário de trocar a senha.

As informações internas, como as respostas de um questionário para a classificação de elegíveis, também devem ser tratadas de forma sigilosa.

Para garantir a segurança de dados, o sistema não deve permitir o compartilhamento das informações com outros profissionais que não tenham permissão de acesso.

Indicadores operacionais

Todo projeto que exige um investimento, que deve ser bem administrado e acompanhado para que gere resultados e não ocorra desperdício de recursos. Por isso, nos programas de medicina preventiva, além de medir a efetividade das ações, também é preciso medir a efetividade da equipe envolvida.

Nesses casos, avaliar indicadores operacionais é essencial para identificar erros e acertos. Com eles é possível avaliar, por exemplo, o tempo de atendimento, o percentual de frequência em palestras e outras questões.

No caso do tempo de atendimento, verificar qual a duração média de uma consulta inicial é importante para garantir se é possível abrir mais vagas para o programa ou se, antes de aumentar o número de participantes, talvez seja necessário contratar mais profissionais.

Aplicando conceitos de promoção da saúde na sua operadora

Chegamos ao fim do nosso glossário e esperamos que você tenha gostado da seleção que fizemos dos conceitos-chave para implantar uma estratégia bem sucedida de medicina preventiva.

Agora é hora de se aprofundar nesses conceitos seguindo os diversos links espalhados neste post, que levam a outros artigos do nosso blog. Lá você encontra muito material para ajudá-lo(a) a se planejar, implantar e gerenciar programas voltados à promoção da saúde.

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