Câncer infantojuvenil: a melhor prevenção é o diagnóstico precoce


Os casos de câncer infantojuvenil vêm crescendo entre a população brasileira, exigindo dos gestores de saúde ações específicas para reduzir os danos causados a milhares de crianças e adolescentes todos os anos.

Segundo projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2020 e 2022 o Brasil terá 25 mil novos casos de câncer diagnosticados em menores de 20 anos, uma média de 8.460 por ano.

A previsão do INCA vem apenas reforçar a importância de desenvolver programas para promover o diagnóstico precoce e a prevenção do câncer infantojuvenil dentro das operadoras de saúde.

prevenção do câncer infantojuvenil

Sabemos que cerca de 80% das crianças e adolescentes diagnosticados com câncer podem ser curados caso a doença seja identificada em seus estágios iniciais e o tratamento seja feito em centros especializados.

Contudo, como gestor da área de saúde, é preciso entender que as ações para prevenção do câncer infantojuvenil devem ter uma abordagem diferente daquela adotada com os pacientes adultos.

Neste artigo, vamos explicar melhor quais são estas diferenças e sugerir algumas estratégias para implementar ações bem-sucedidas contra o avanço desta doença.

Confira a seguir!

Particularidades do câncer infantojuvenil

Quando diagnosticado em crianças e adolescentes, o câncer apresenta algumas características diferentes das observadas na população adulta.

O tipo de câncer infantojuvenil mais frequente é a leucemia, seguida pelos tumores de cabeça e do sistema nervoso central. Em terceiro lugar vêm os linfomas, conhecidos popularmente como “ínguas”.

A incidência dos tipos de câncer varia de acordo com a fase de desenvolvimento da criança, sendo que algumas neoplasias são mais frequentes em lactentes e pré-escolares (menores de 5 anos) e outras em escolares e adolescentes (maiores de 5 anos).

Na ampla maioria dos casos, a doença tem origem embrionária, curto período de latência e apresenta tumores de crescimento rápido.

Enquanto nos adultos o câncer geralmente se desenvolve a partir de fatores de risco relacionados a outras doenças crônicas (obesidade, hipertensão, tabagismo, má alimentação, sedentarismo), nos jovens esses fatores não são determinantes.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que algo entre 75% e 90% dos casos de câncer infantojuvenil tenham causas desconhecidas.

No restante dos casos, os únicos fatores de risco identificados estão ligados a determinantes genéticos ou à exposição a agentes carcinogênicos, como radiação ionizante, pesticidas, solventes, compostos N-nitrosos e até mesmo alguns tipos de vírus.

É possível prevenir o câncer infantojuvenil?

Com poucos fatores de risco identificados, o câncer infantojuvenil representa um desafio para os gestores de medicina preventiva.

Boa parte das crianças expostas a estes fatores não desenvolvem a doença, o que torna muito difícil a adoção de medidas efetivas de prevenção primária.

É claro que faz todo o sentido sua operadora investir em ações para controle de peso, redução do tabagismo, promoção da atividade física e da alimentação saudável.

Todas essas iniciativas, organizadas na forma de um programa de prevenção de neoplasias, são comprovadamente eficazes para reduzir a incidência dos mais diversos tipos de câncer em adultos.

A mesma estratégia, contudo, não se aplica no caso da população mais jovem.

Apesar de ser curável em 80% dos casos, o câncer infantojuvenil não apresenta fatores de risco modificáveis que possam ser alvo de ações preventivas.

Sendo assim, de que forma sua operadora pode atuar para reduzir a incidência dessa doença entre as crianças e adolescentes?

A importância do diagnóstico precoce

A única maneira realmente eficaz de reduzir os danos causados pelo câncer infantojuvenil é adotando medidas de prevenção secundária com o objetivo de diagnosticar a doença em sua fase inicial.

Portanto, se a sua operadora decidir fazer uma campanha de conscientização sobre o câncer em crianças e adolescentes, esse é o ponto que deve ser abordado.

É preciso orientar as famílias para não ignorar os sinais iniciais do câncer, que muitas vezes se parecem com sintomas de outras doenças comuns na infância.

A mensagem a ser passada é que devemos dar atenção às queixas das crianças, especialmente se forem recorrentes, e levá-las para uma consulta com o pediatra sempre que surgir alguma anormalidade.

E sempre lembrar que as chances de cura são de até 80%, caso o câncer seja detectado de forma precoce.

Setembro dourado

Setembro é considerado pelos profissionais da saúde como o mês da prevenção do câncer infantojuvenil.

A campanha foi criada pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) com o objetivo de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce.

A campanha, que desde 2015 é realizada nacionalmente, conta com ações educativas nas redes sociais e palestras para os profissionais da saúde.

Veja o que diz o pediatra Antonio Sérgio Petrilli, co-fundador do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), sobre a campanha e sobre as novas formas de abordar a questão do câncer infantojuvenil.

E na sua operadora? O que vem sendo feito para reduzir a incidência do câncer infantojuvenil entre seus beneficiários?

Uma boa ideia é aproveitar a época do Setembro Dourado, quando o tema está mais em evidência, para lançar sua própria campanha ou reforçar as ações já existentes no combate ao câncer infantojuvenil.

Mas não é preciso esperar setembro chegar!

Comece agora mesmo a se planejar, faça um perfil epidemiológico dos beneficiários menores de 20 anos e estruture um programa consistente de rastreamento da doença, combinado com ações de conscientização das famílias.

Investindo na prevenção secundária do câncer infantojuvenil sua operadora garante mais qualidade de vida para milhares de crianças, além de reduzir os custos com o tratamento de casos avançados.

Pense nisso!

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