Câncer de próstata: a melhor prevenção é o diagnóstico precoce


O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são previstos 68.220 novos casos da doença no país para cada ano do biênio 2018-2019. Isso corresponde a um risco estimado de 66,12 novos casos a cada 100 mil homens.

Segunda causa de morte por câncer entre os brasileiros do sexo masculino, o câncer de próstata causa em média 14 mil óbitos por ano no país.

Diante dos custos com o tratamento da doença e o prejuízo para a qualidade de vida dos pacientes, as operadoras de saúde estão cada vez mais empenhadas em campanhas de esclarecimento e prevenção, voltadas principalmente para incentivar o diagnóstico precoce.

câncer de próstata

A maior movimentação em torno do tema se dá em novembro, mês escolhido para marcar um esforço mundial de conscientização sobre a doença. Aqui no Brasil, este movimento é conhecido como Novembro Azul.

A seguir, você vai entender por que a sua operadora também deve se juntar a este esforço e conhecer algumas estratégias fundamentais para a prevenção do câncer de próstata entre seus beneficiários.

Custos do tratamento de câncer de próstata

Os custos decorrentes do tratamento da doença envolvem diárias hospitalares, medicamentos e dispositivos médicos implantáveis (DMI), bem como procedimentos cirúrgicos ou materiais que incluem operação para retirada da próstata, raspagem e tratamento quimioterápico.

De acordo com um levantamento feito em 2015 pela Orizon, empresa especialista em análises de inteligência em saúde, o gasto médio para o tratamento de câncer de próstata no Brasil era de R$ 12.501,55.

Basta um rápido cálculo multiplicando esse valor pelo total de novos casos previstos pelo INCA para se ter uma ideia do prejuízo causado pela doença no caixa das operadoras de saúde.

Outra perda importante causada pelo câncer é na qualidade de vida do paciente. Assim como na maioria das doenças da próstata, a condição gera uma série de incômodos, como vontade excessiva de urinar, ardência, dificuldade de prender a urina etc. O agravante é que trata-se de uma doença mortal caso não seja tratada a tempo.

Se descoberto nos estágios iniciais, o câncer de próstata tem um índice de cura em torno de 90%. Mas se for diagnosticado tardiamente, esse índice de sobrevivência do paciente cai para menos de 10%. Por isso a importância da prevenção.

Como prevenir o câncer de próstata

Apesar de haver fortes indícios de que mudanças na dieta e a prática de exercícios ajudem a reduzir os riscos de desenvolver a doença, a melhor forma de prevenir o prejuízos causados pelo câncer de próstata ainda é o diagnóstico precoce.

Para isso, o indicado é que seja feita um levantamento do perfil de saúde dos beneficiários para identificar os homens que apresentam um ou mais fatores de risco para o câncer (idade, sobrepeso, histórico familiar).

A recomendação é que homens a partir de 50 anos realizem o exame de sangue PSA, que mede a dosagem do antígeno prostático específico, ingrediente do sêmen produzido pela próstata. Quem tiver histórico de câncer na família deve iniciar o acompanhamento mais cedo.

Caso haja alguma alteração no PSA, é indicado o exame de toque retal. Mesmo assim, o diagnóstico definitivo só ocorre após a realização de uma biópsia.

Devido ao preconceito que ainda existe com relação ao exame de toque, ainda há uma certa dificuldade das operadoras para engajar o beneficiário nas campanhas de prevenção. Nestas ações, é preciso deixar claro que trata-se de um exame rápido (no máximo 15 segundos) e praticamente indolor, que é fundamental para identificar a presença de um tumor.

Por isso, uma boa ideia para o mês de novembro é organizar palestras educativas e promover conversas particulares com profissionais da saúde para que os homens possam tirar suas dúvidas e deixar de lado o receio de fazer o exame preventivo.

engajar beneficiários

Todos os homens devem fazer exames de rotina?

Na sua operadora, as estratégias para a prevenção primária da doença devem envolver todos os homens a partir dos 45 anos. Afinal, não há nenhum prejuízo em estimular a boa alimentação e a prática de atividade física.

Com os exames de rotina a coisa é diferente, por se tratar de uma ação de prevenção secundária. Ou seja: serve para identificar portadores da doença em seus estágios iniciais com o objetivo de aumentar as chances de sucesso de um possível tratamento.

Nesse caso, tanto o Ministério da Saúde quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendam que se faça o rastreamento com homens sem sinais ou sintomas da doença. Essa recomendação deve-se ao fato de que estes exames podem trazer tanto benefícios quanto riscos à saúde.

O benefício principal, é claro, está na chance de identificar o câncer de próstata logo no início, evitando que o tumor se desenvolva e chegue a uma fase mais avançada.

Por outro lado, ter um falso resultado indicativo de câncer (que depois é contrariado pela biópsia) pode gerar ansiedade e estresse desnecessário. E como o tratamento pode causar impotência sexual e incontinência urinária, é preciso ter cautela no diagnóstico e acompanhar a evolução do tumor para ter certeza de que ele é realmente necessário.

 

Para fecharmos essa questão, vale conferir este vídeo em que o doutor Dráuzio Varela fala mais sobre as principais questões que envolvem a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata:

 

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