Alimentação na quarentena: como manter hábitos saudáveis?


A pandemia de Covid-19 tem causando um grande impacto na alimentação de milhões de pessoas ao redor do mundo, que precisam permanecer em casa em diferentes situações de quarentena.

Uma reportagem do jornal The New York Times mostrou que, nos EUA, os alimentos ultraprocessados estão voltando com tudo à mesa dos consumidores.

Trata-se de um fenômeno que surge na contramão de duas tendências observadas no mercado de alimentação antes da crise do coronavírus: o aumento nos gastos com refeições fora de casa e na procura por alimentos frescos ou orgânicos.

Um movimento semelhante pode ser observado também no Brasil, principalmente entre a população de classe média/alta atendida pelos planos de saúde.

Diante disso, cabe aos gestores das operadoras desenvolverem ações de monitoramento e educação voltadas para a orientação nutricional dos beneficiários que se encontram em situação de isolamento social.

Neste artigo, vamos entender melhor o que pode levar as pessoas a cederem à má alimentação durante a quarentena e também o que pode ser feito para evitar que isso aconteça.

alimentação na quarentena

Economia, conforto e praticidade

Além da questão econômica, diante da queda na renda de grande parte da população, outros fatores podem contribuir para reduzir a qualidade da alimentação durante a quarentena.

O fato é que petiscos, refeições prontas e pratos congelados representam praticidade dentro de um dia-a-dia cada vez mais atribulado dentro de casa, entre as reuniões do home office e as aulas online das crianças.

O lado emocional também tem grande influência, pois as pessoas muitas vezes costumam buscar conforto em alimentos doces ou gordurosos ou mesmo “beliscar” constantemente para combater o estresse e a ansiedade.

Em situações assim, é comum que as famílias deixem de ser tão rígidas com relação à alimentação e acabem atenuando algumas regras que costumavam seguir em tempos normais.

Por isso, além de se preocupar com questões bioquímicas metabólicas, sua operadora precisa adotar abordagens comportamentais para tentar minimizar este problema.

Divulgue boas práticas de alimentação na quarentena

Para evitar que as pessoas adotem maus hábitos alimentares durante esse período de isolamento a melhor ferramenta à disposição da sua operadora é a informação.

Se você conta com um sistema especializado em coordenar ações preventivas e classifica seus beneficiários de acordo com perfis de saúde, pode encaminhar orientações adequadas às necessidades de cada público.

Assim é possível passar informações mais específicas para o controle da dieta de indivíduos obesos, diabéticos ou hipertensos, por exemplo.

Mas, de uma forma geral, as informações mais importantes relacionadas à boa alimentação são as mesmas para todos e podem fazer parte de uma campanha mais abrangente entre os todos os beneficiários.

Essa orientação pode ser divulgada pelos mais diversos canais de comunicação, incluindo o site da operadora, campanhas de e-mail, postagens em redes sociais ou mesmo mensagens de SMS ou WhatsApp.

O próprio serviço de telemonitoramento pode ser adaptado para oferecer esse tipo de informação dentro da rotina de acompanhamento de pacientes crônicos.

Que tipo de informação divulgar?

Em primeiro lugar, é importante incentivar seus beneficiários a trocar os pratos congelados e serviços de delivery por refeições preparadas em casa.

Então que tal preparar um guia prático e simples para as famílias que não têm esse hábito começarem a cozinhar mais em casa?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva essa prática e recomenda usar a internet para encontrar receitas saudáveis, de acordo com o gosto e as habilidades de cada um.

Portanto, a principal mensagem a ser passada aos seus beneficiários é priorizar alimentos in natura (vegetais, frutas e grãos) e adotar a variedade como a maior aliada no fortalecimento do sistema imunológico.

Informe as pessoas sobre as vantagens de reduzir a ingestão de sódio, gorduras saturadas e conservantes, muito presentes nos produtos industrializados.

Entre os conteúdos que podem ser abordados estão dicas práticas para fazer boas escolhas no supermercado, como higienizar e armazenar corretamente os produtos, como planejar o cardápio para a semana, bem como orientações sobre congelamento e aproveitamento integral dos alimentos

Outras orientações incluem manter uma rotina, respeitando os horários das refeições e evitando consumir guloseimas em excesso entre elas.

Existem poucas evidências científicas de que algum alimento é capaz de aumentar a imunidade do nosso organismo.

Isso quer dizer que não há “receitas milagrosas” para se proteger do coronavírus.

O que funciona mesmo é ingerir água na quantidade adequada e manter uma alimentação variada e equilibrada, sem esquecer da atividade física.

Para mais informações sobre como abordar a questão da alimentação durante a pandemia de Covid-19, acesse este guia elaborado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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